quinta-feira, 14 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 9 - Parte 1


Ghost Hunt: Volume 8

Capítulo 9: 14 de agosto, 00:00 ~ 01:00

Parte 1

De repente, voltei ao meu corpo. Olhando em volta, após recobrar a consciência, ainda estava escuro como breu. Então olhei para mim mesma: eu estava esparramada de forma extremamente deselegante.
- Eu falhei. Eu estraguei tudo.
Eu não acho que falei uma palavra que pudesse persuadir alguém tão obstinado quanto ele.
- ...Kirishima-sensei.
Eu entendia sua dor, mas eu não podia deixar as coisas desse jeito.
Ele ficou muito bravo. Como eu poderia persuadí-lo agora? Ele acredita que estão bem. Não tem como estarem bem daquele jeito. Presos. Eternamente solitários. Eles estão tão sozinhos que para escaparem dessa solidão... Eles recrutaram amigos, mas isso não lhes deu qualquer conforto.
Mas Kirishima sensei era uma pessoa realmente gentil. Para ele, aquelas crianças eram as coisas mais preciosas no mundo. E foi por elas que ele se transformou em uma pessoa obstinada.
Eu compreendia seus sentimentos. Eu também não quero deixar esse prédio sem todos os meus amigos junto comigo.
O que eu posso fazer?
Neste momento, lembrei-me das palavras de Naru, eu tinha me esquecido completamente. Eu realmente sou uma idiota.
Naru tinha claramente mencionado que eu tinha que sentir compaixão e não piedade.
Bati minha cabeça. Era isso! Eu tinha que preenchê-los com a luz.
- Isso é o que vou fazer! - Eu disse a mim mesma, me levantando. - Certo! Vou tentar de novo!
A sala de aula! Lá que eu deveria ir. Assim minha voz seria capaz de alcançar a todos, Kirishima-sensei e as crianas.
Na escuridão, eu tateava meu caminho descendo as escadas, ouvi um pequeno barulho. Parei. Depois de permanecer em espera por um momento, uma pequena figura negra apareceu pela parede. Meu coração batia um pouco mais rápido.
Havia 3 figuras que apareceram pelo canto. Embora eles aparentemente tivessem tamanho de crianças, elas eram parecidas com figuras distorcidas. Cabeças pequenas, membros finos como gravetos e a barriga desproporcionalmente grande, eu não sei se era porque as pernas finas não conseguiam suportar o corpo, mas as crianças apareceram curvadas e andavam com uma postura estranha usando as mãos.
Perigo!
Eu não sei se a precaução é um 'sentimento' positivo ou negativo.
Eu respirei profundamente, me acalmando.
- Ne! Vamos para a sala de aula juntos.
Aproximei-me hesitante. As figuras pararam.
- Isso é... Vocês estão indo de volta para a sala de aula?
Agachei-me. Eu não precisava sentir medo. Se as pessoas têm um ‘corpo’ e um ‘espírito’, então aquelas abominações eram na verdade apenas crianças sem corpos.
Eu realmente amo as crianças.
Lembrei-me das inúmeras crianças que eu havia encontrado enquanto trabalhava para a SPR e não podia deixar de sorrir.
Enquanto estávamos em Noto eu tinha também encontrado algumas crianças. Enquanto esperava Naru receber alta do hospital, nos tornamos bons amigos. Quando estávamos indo embora, eles ficaram tristes, mas quando eu disse que voltaríamos a nos encontrar, eles sorriram. O que será que todo mundo está fazendo agora?
Hm, a essa hora, eles devem estar dormindo.
Um sorriso verdadeiro apareceu no meu rosto.
- Se vocês estão indo para a sala de aula? Vamos juntos?
As crianças inclinaram a cabeça ligeiramente pensativas. Esse gesto é realmente algo único das crianças... É realmente fofo.
- Eu quero encontrar os outros alunos na classe. E também o Kirishima sensei. Eu fiz algo ruim, então eu quero pedir desculpas a eles.
Como esperado, as crianças ainda estavam com suas cabeças inclinadas, indecisas, não deram um passo.
As crianças trocaram olhares, então uma delas se moveu, em direção à escada, e fez um movimento que eu podia seguí-las. Os outros dois também começaram a se mover.
- Obrigada!
Desci as escadas, sem me preocupar muito... Nenhuma das crianças tinha qualquer intenção de me machucar. Na verdade, essa inocência é o que há de mais precioso em crianças.
Havia outras duas crianças no vestíbulo. Elas sorriram enquanto caminhavam em direção à sala de aula, em seguida, começaram a saltitar. Havia cerca de 10 crianças ao meu redor, e elas pareciam muito felizes. Neste momento, a menor criança ao meu lado estendeu a mão frágil e me puxou.
No momento que a mão-graveto tocou a minha, o meu coração se encheu de ternura.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 4


Parte 4

- ... Espere! - Não pude deixar de gritar. - Kirishima-sensei, por favor, espere.
Ele se virou.
- Não vá, por favor, não faça isso!
Ele caminhou de volta da passagem escura, seu rosto coberto de sombras escuras. Por que foi que o que eu vi foi um rosto sombrio e trágico? O rosto cheio de gentileza de agora há pouco não existia mais.
- Você não pode levar as crianças pra lá. Sensei e as crianças estão mortos!
Em um instante ele estava ao meu lado.
- Por favor, entenda, todo mundo já está morto. Mesmo que vocês voltem para a escola não há nada além de dor... Eles não conseguirão achar nenhum conforto. Eles não podem ir para suas casas, eles não podem ver as suas mães também... Só irão sofrer. Fazer isso não é bom!
Ele estendeu a mão e agarrou o meu ombro com força e me puxou para dentro.
- Sensei!
Eu fui forçada a entrar. Depois disso, a sala de aula apareceu na minha frente.
Eu estava na frente do quadro negro. Dezoito mesas alinhadas, com as crianças sentadas. Eu enfrentei o olhar de dezoito crianças.
- Permitam-me apresentar uma estudante transferida!
Sensei disse ao olhar para mim. Um sorriso gentil apareceu em seu rosto.
- Esta é Taniyama. Por favor, tratem ela bem.
- Sim! - Toda a classe respondeu.
Sensei me empurrou para o centro da sala de aula. Cada criança estava com um sorriso feliz.
- Taniyama é muito mais velha que vocês, por isso, se você tiverem quaisquer problemas podem se aproximar dela para discutir o assunto. Taniyama, todo mundo está contando com você.
Fui obrigada a sentar em uma cadeira pequena. Ao meu lado, uma das crianças sorria alegremente.
- Sensei... Não! Você não pode fazer isso. - Eu levantei minha cabeça. Uma menina apareceu ao lado de Kirishima-sensei.
- Sensei, parece que temos exatamente 40 pessoas agora.
Sensei afagou a cabeça da menina.
- Incrível. Você têm contado com tanta precisão.
- Sim!
- Sensei! - uma outra criança chamou. - Se é assim, então isso significa que podemos ter outra classe?
- Sim. Quase podemos começar outra classe já.
- Mas, não temos outros professores! Nós temos duas classes, mas se houver apenas um professor, vai ser muito estranho.
- Não será um problema. - Sensei sorriu. - Há alguém que pode ser um professor.
- Sério?
- Realmente. O número de professores vai aumentar em breve. Teremos que montar uma sala de professores.
- Incrível! A escola vai ficar cheia de novo, sensei.
- De fato!
Eu assisti esse diálogo triste entre professor e aluno.
A tragédia repentina criou tantos espíritos feridos e uma escola solitária. Eles estão se sentindo sozinhos, e como a escola é o seu único mundo agora, eles acham que seria bom se ficasse cheia. Mas como não ingressarão novos alunos, eles esperam pelos alunos transferidos.
- Kirishima-sensei, por favor pare com isso.
Sensei olhou para mim, perplexo.
- Por favor, não continue assim! Mesmo se o número de alunos nas escola aumentar, isso não vai parar essa solidão. A solidão de todos não é por causa do baixo número de alunos na escola, mas porque todo mundo já não está vivo!
- O que você está falando?
Sensei estava sorrindo. Seus olhos brilharam.
- Todo mundo já está morto! Foi um acidente que aconteceu durante a viagem da escola... Todos já está morto! Parece que vocês se esqueceram, mas tente lembrar. Senão vocês ficarão sozinhos e sofrendo aqui para sempre.
- O que você está falando?
- Eu entendo seus sentimentos, sensei. É horrível que essas pequenas crianças tenham morrido subitamente. Eles morreram com horror e dor. Eu posso entender este tipo de sentimento. Mas isso só vai fazer o seu sofrimento aumentar. Só vai trazer a mesma dor aos alunos transferidos.
- Taniyama, você é realmente uma criança estranha.
- Por favor, tentem se lembrar!
Olhei para as crianças que olhavam para mim. De alguma forma, a classe havia aumentado para 39 alunos.
- Por causa de um acidente assustador, todo mundo já está morto!
De repente, um menino sentado na primeira fila começou a chorar. Como se fosse contagioso, os outros alunos também começaram a chorar.
- É muito doloroso, muito trágico? Mas os estudantes transferidos que foram trazidos aqui também estão na mesma dor. Se você quer se livrar da dor, a única maneira é ir para o outro lado da ponte. Se você atravessar o rio, a dor e o sofrimento desaparecerá. Independentemente do que você faz aqui, a angústia não vai desaparecer.
A sala de aula estava cheia com o som de choro. Embora eu me sentissse intimidando outras pessoas, esta foi a minha única escolha para dar a salvação a todos.
- Se vocês quiserem se livrar da dor, tem que ir para o céu! Trazendo mais amigos e fazendo eles sofrerem não irá diminuir sua dor.
De repente, alguém agarrou meu pulso.
- Você é realmente uma criança desobediente. Você fez todos chorararem. Você não sente pena?
- Claro que eu me sinto mal. Mas por causa do jeito que eles estão presos a essa vida. Eles nunca voltarão para casa, e continuando aqui eles nunca encontrarão seus familiares de novo. Isso é muito triste.
Eu continuei:
- Meus pais já estão mortos. Se eles estivessem presos como vocês, eu me sentiria muito triste. Mesmo que se esquecessem de mim, eu gostaria que eles fossem capazes de atravessar essa ponte e serem felizes! Ninguém aqui quer voltar pra casa? Ninguém quer ver seus pais de novo?
A sala estava cheia de gritos. Certo! Se todo mundo não se esqueceu, se era assim, não estariam apenas sofrendo?!
- É tudo mentira! - Kirishima-sensei gritou em voz alta. – Essa coisa de morte é mentira! Não acreditem. Isso nunca aconteceria no meu mundo.
- Sensei, pare!
- Não se meta com os meus alunos!
De repente, algo voou, e atingiu meu corpo. Embora não houvesse nenhum ferimento, senti uma dor penetrante na alma. Meu corpo estava paralisado.
- Sensei! Por favor, pense com cuidado sobre isso!
- Cale-se! Eu e as crianças estamos bem assim!
Bang! Algo voou para mim mais uma vez, e expulsou-me para o corredor. E eu ouvi a voz do Naru:
- Mai! Volte!
- Volte para onde?
- Lembre-se de seu próprio corpo!

Fim do capítulo 8

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 3


Parte 3

Seguindo as instruções de Naru, eu enrolei meu corpo e coloquei toda a minha energia nisso, então eu controlei minha respiração uniformemente.
Então, seguindo a ordem, eu deixei meu corpo relaxar: primeiro as mãos, depois os braços. Eu coloquei minhas mãos na frente do meu peito e apertei meus dedos com força. Então minhas mãos relaxaram... Depois disso, meus pés... Que cairam imediatamente após eu eliminar a energia deles. E então meu abdômen.
Depois de liberar a energia em meu pescoço, minha cabeça pendeu imediatamente. Sem me mover, eu respirei, e senti meu corpo quase flutuar, como se não tivesse peso.
Depois disso, meu corpo sacudiu.
- ...
Foi um choque intenso que jogou meu corpo para um lado e me deixou sem respiração. Eu abri meus olhos, estava escuro como breu.
O que aconteceu? Eu falhei?
Olhando ao redor da escuridão impenetrável que me rodeava, o meu sentimento de pânico aumentava; pequenas vozes podiam ser ouvidas.
Abrindo meus olhos, eu me concentrei e tentei ouvir.
Depois que meus olhos se acostumaram à escuridão, aos poucos, pude ver a cena em volta de mim de forma clara. Ao mesmo tempo, eu também podia ouvir as vozes claramente.
Havia filas de bancos... Era dentro de um ônibus. Os assentos tinham se soltado e se espalhado, as janelas do veículo estavam todas quebradas, o ônibus também estava inclinado, e todo o veículo estava cheio de gemidos e gritos.
- Mariko! - Eu ouvi uma voz de homem.
- Tsumura, Takato!
Um homem se levantou de um assento mais dianteiro.
- Você está bem? Está todo mundo bem?
Levantou-se, então andou para trás e pegou a menina no banco de trás.
- Ai, abra seus olhos, você está bem?
O chamado soou como um apelo, um apelo cheio de tristeza para que todos estivessem sãos e salvos.
A menina estava exausta, e soltou um gemido fraco. Seu apelo não pode passar através do ouvido da menina.
- Mika! Masami!
Ele levou Ai para trás, enquanto cambaleava. Na cabine, os assentos haviam caído em todas as direções. Ele olhou para as crianças, carregando Ai, caminhou até Tsumura, que estava no corredor, e ajoelhou-se perto dele. Ele segurava Ai em uma mão e Tsumura na outra. Ele olhou para a cena trágica em torno dele: o ônibus destruído e os gritos de 18 crianças antes da morte.
Ele chamava os nomes das crianças enquanto recolhia seus pequenos corpos. Obviamente, ele não conseguiu segurar tantas crianças em seus braços, mas ele ainda tentou abraçá-los contra o peito.
- Por que... Como isso pode acontecer?
Eu o ouvi chorar. Foi a primeira vez que ouvi o choro de homem adulto.
- Por... Por que isso aconteceu?
As crianças chamavam baixinho pelo seu professor.
- Aii...
- Sensei...
Os gritos cheios de dor das crianças enchiam o ar. Ele caiu e chorou em angústia.
- Sensei... Eu estou com medo. - Mariko chorava enquanto segurava a sua camisa. Depois disso, todas crianças estenderam as pequenas mãos, implorando pela salvação.
- Dói, sensei.
- Estou com medo.
Ele olhou para as crianças em torno dele, e afagou um por um.
- Está tudo bem.
- Sensei.
- Não se preocupem, vamos voltar para a escola. Se voltarmos para a escola, vocês não precisarão mais sentir medo.
- Mas, isso dói, não consigo me mexer.
- Não se preocupe, sensei levará todo mundo de volta com segurança. Então, vamos voltar!
Ele sorriu para as crianças através de suas lágrimas.
Minha visão ficou turva, com as lágrimas derramadas. Pisquei os olhos. Um abismo escuro, de repente abriu dentro do ônibus. Eu vi quando ele segurou as mãos das crianças e caminhou para dentro.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 2


Parte 2

- Volte para o seu corpo primeiro e então tente novamente.
- Sim.
- Depois que você voltar, diminua a tensão do seu corpo e fique encolhida.
- Diminuir a tensão?
- Certo. Coloque toda sua energia nisso. Segure suas mãos bem na frente de seu peito.
- Assim? - Eu segui o que Naru disse. Ele assentiu.
- Isso. Depois disso, lentamente controle a sua respiração. Então, comece a dissipar sua energia pelas pontas dos dedos.
- Eu não entendi muito bem.
- Concentre toda a sua energia interior, respire lentamente. Enquanto você estiver respirando, foque sua consciência em contar sua respiração. Inspire, expire, em seguida, repita 3 vezes. Sinta a sua energia sair, a começar pelas pontas dos dedos.
- Três vezes, não é?
- Tudo bem você tentar várias vezes. Mas a cada três vezes, elimine um pouco mais de energia. Após as pontas dos dedos, os pulsos... Relaxe os ombros, depois os pés. Tal como com seus punhos e dedos, solte cada parte em ordem depois de um intervalo. Você entendeu?
- Sim, entendi!
- Depois que toda a energia dos seus membros for eliminada, será a vez da cintura e do abdômen. Embora sua postura fique um pouco estranho, não se preocupe com isso. Se você sente que vai cair , simplesmente deixe cair.
- Certo!
- Depois de ter lançado toda a energia até o pescoço, pense sobre o problema com Kirishima... Apenas um pensamento passageiro. Se você não conseguir sentir, pense nos espíritos na sala dos professores, em seguida, relacione com a palavra ‘Kirishima’, e isso deve funcionar.
- Eu entendi.
- Quando você estiver prestes a despertar, você tem que se lembrar do seu próprio corpo. Você tem que fazer isso para voltar em segurança para o seu próprio corpo.
- Ok. Vou tentar... Mas, como vou persuadi-lo?
Naru sorriu, um sorriso de príncipe.
- Mostre-lhe a luz.
- A luz?
- Sim. Eu não tenho certeza sobre isso. Mas de acordo com a ideologia que o céu e o inferno existem, eu acho que é a melhor forma de explicar. - Os seres humanos são feitos de ‘corpo’ e de ‘espírito’.
- Sim.
- Eu acho que o ‘espírito’ é feito de dois tipos de coisas: a ‘alma’ e o ‘ego’, ou ‘vontade’...
- ...
- O ‘ego’ é parecido com uma membrana transparente. A ‘alma’ se parece com a água, não tendo formato definido. O ‘ego’ envolve a ‘alma’ dando forma a ela e permitindo as ações. Como o ‘ego’ é transparente, a aparência ou a cor da ‘alma’ que está dentro do ‘ego’, pode ser vista. Precisa do ‘ego’ e da ‘alma’ juntos para produzir a forma de um espírito. É o que eu acho.
- Ai ...
- Em mais detalhes, a ‘alma’ é como a água, que é feita de hidrogênio e oxigênio. A alma também é feita de partículas de ‘sentimentos’. As partículas de 'sentimentos' podem ser positivas ou negativas. As positivas emitem luz e as negativas a absorvem.
- Então o 'sentimento' positivo é cheio de luz, enquanto o 'sentimento' negativo é escuro. É isso?
- Certo. De acordo com a ação da ‘alma’ os dois tipos de partículas são continuamente produzidos e divulgados através do 'ego' transparente. Você entendeu?
- Sim... Eu acho que sim.
- A partícula positiva é muito leve, ela sobe rapidamente, a partícula negativa é pesada e afunda. Então, partículas similares irão se atrairem, reunindo e ocupando um grande espaço, que seriam...
- Seriam o céu e o inferno, ou algo assim?
Naru assentiu.
- Depois que as pessoas morrem, elasperdem seu ‘corpo’ e se tornam apenas ‘espíritos’. Neste momento, se houver muitas partículas negativas, o ‘espírito’ seria pesado e afundaria, e vice-versa.
- Isso significa que Kirishima-sensei e as crianças abrigaram muitas partículas negativas, resultando nisso?
- O ‘espírito’ afunda de forma contínua, enquanto o 'sentimento' positivo quer flutuar para cima. Assim, o ‘espírito’ quer expulsá-los. Com isso, o ‘espírito’ se torna ainda mais pesado, e afunda mais rapidamente. Após isso sobram apenas partículas negativas.
- E isso é um espírito mal?
- Sim.
Dizendo isso, Naru abaixou a cabeça.
- Eles não queriam morrer, assim eles não aceitaram a realidade que eles já tinham morrido. Por causa do medo, tristeza, solidão e sofrimento... Querendo ficar nesse mundo por mais tempo, eles não conseguem se satisfazer, porque esse mundo já não é mais o deles.
- Isso é tão triste...
Um leve sorriso surgiu no rosto de Naru.
- Para salvá-los é preciso que sigam para a luz, e para isso precisam aumentar seus ‘sentimentos’ positivos. Se fizermos isso eles ficarão mais leves e conseguirão subir. Quanto mais ‘sentimentos’ positivos, mais leves e mais em paz eles ficarão.
- Mas, como posso fazer isso?
- Primeiro, você tem que se transformar a si mesma em luz, Mai.
- Transformar em luz?
- O ‘sentimento’ positivo é uma emoção morna e gentil. É necessário compaixaõ, mas você não pode sentir pena deles. Você precisa ter um sentimento gentil e puro, e falar com eles, como se fossem seus prórpios amigos. Se você fizer isso e tiver suas próprias partículas de positivo, eles começarão a emitir as deles também.
- Parece muito complicado.
Naru riu.
- Não é. Imagine você comunicando seus sentimentos de forma honesta e delicadamente, basta lembrar de algo que faz você se sentir bem. Embora existam pessoas que não tenham esse tipo de sentimento, mas você não é um deles, certo?
- Você acha?
- Há também pessoas que se afundam no pensamento negativo, que é também uma condição que afeta os espíritos. Embora isso não tenha nada a ver com a vida e a morte. O 'ego' das pessoas vivas é muito pesado, por isso é muito difícil passar partículas positivas para outras pessoas, independentemente de quantas você tentar passar. Esse é um dos motivos porque é tão difícil salvar pessoas vivas usando esse método.
- O ‘ego' dos mortos é mais fraco?
- Muito fraco. Acredite em si mesma. Você definitivamente pode fazê-lo.
- Sim!
Naru sorriu e se afastou.
De repente, senti que tinha retornado.
Estava completamente escuro ao meu redor, apenas a janela produzia um brilho fraco.
- Naru...?
Não tinha sido um sonho, eu realmente tinha encontrado com Naru. Ele estava aqui. Mas espera... Porque eu sai do meu corpo que eu encontrei com ele. Nem Naru conseguiria fazer isso. Era pra ele ter me colocado em transe, mas porque fomos separados ele não pode fazer isso.
Agora, pensando assim, quando eu visitei a Masako, quando ela havia sido capturado pelo espírito, ela disse que Naru tinha aparecido ao lado dela. Que ele estava lá para encorajá-la.
- Incrível. Queria ter visto isso.
Aquele sujeito pode realmente fazer algo assim...
Mas, o Naru que eu conheci quando eu deixei meu corpo era muito gentil Talvez... Quando você se torna um espírito, seu ‘ego’ fique leve. Se eu pudesse ver meus amigos só como ‘espíritos’ eu poderia ver seu eu verdadeiro mais facilmente?
Se o Naru que eu vejo nos meus sonhos é um ‘espírito’, então... é possível que lá dentro ele seja uma pessoa realmente gentil...
- Eu realmente gosto do Naru...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 1


Ghost Hunt: Volume 8 Capítulo 8

Capítulo 8: 13 agosto 11:00-00:00

Parte 1

- ...Não sobrou mais ninguém.
Olhei fixamente para o rosto pálido de Naru. Ele sorriu para mim.
- Olhe atentamente.
Com isso, os dedos brancos apontaram para uma das paredes. Eu olhei através e além do muro que ele apontou.
Olhei para frente. Não apenas as paredes e pisos; mas tudo ao meu redor era transparente. Os contornos da escola eram formados por linhas finas, e muitas luzes flutuavam para esse lugar.
- Na sala dos professores, no primeiro andar... Vários epíritos estão reunidos.
- Sim, e você pode ver outra coisa?
- Há também espíritos que flutuam ao redor piscando.
Pequenos e brancos, flutuavam em torno do primeiro andar. Eu contei 21 deles.
- E então? - Naru me perguntou.
- Tem mais alguma coisa?
Estudei minha volta mais uma vez e encontrei algumas luzes brilhantes.
Mais perto havia uma luz de brilho rosa. Eu podia ver uma figura dentro da luz... Era eu, sentada no canto.
Na sala de aula seguinte, havia um brilho vermelho pálido, eu podia vagamente ver uma pessoa dentro dela.
- É Bou-san!
Bou-san estava na sala de aula vizinha. Ele estava encostado na parede, e parecia estar mergulhado em seus pensamentos.
- Bou-san... Ainda está vivo!
No momento em que as palavras saíram da minha boca, uma idéia passou pela minha mente! Eu tinha me separado de Maru perto das escadas... Depois que eu levantei, não havia ninguém lá, eu não encontrei ninguém quando eu procurei no segundo andar.
Eu me virei para olhar para Naru, que sorria ao meu lado.
- Pode ser que para o Bou-san, nós que desaparecemos?
- Isso!
- Se for esse o caso, então pode ser que John, Masako e todos os outros estão em situações semelhantes?
- Provavelmente.
A voz do Naru era realmente muito gentil.
Voltando a olhar para o primeiro andar, havia várias figuras no vestíbulo. John estava andando enquanto murmurava para si mesmo; Naru estava sentado encostado na parede; Yasuhara estava ao lado dele; Masako estava no outro extremo. Cada um deles estava cercado por uma luz pálida.
No corredor do primeiro andar eu podia ver Ayako e Lin-san. Ayako estava caminhando para fora; Lin-san estava entrando. Parecia que os dois estavam prestes a colidir, mas por um instante, os dois pareciam se sobrepor e depois eles se separaram.
- Ahn? O que está acontecendo? - Apontei para os dois; Naru assentiu.
- Todo mundo ainda está aqui, mas não sabem da existência do outro.
- Como pode ser isso? - Eu estava tão feliz que eu queria chorar. Todo mundo estava bem, não estava faltando ninguém. Graças a Deus.
- Então o que devo fazer agora? - Quando terminei a minha pergunta, Naru colocou a mão no meu ombro.
- Você está cada vez se tornando mais capaz de fazer isso sozinha, então você ficará bem, certo?
- Ou seja, há uma possibilidade que eu não consiga fazer isso?
- Não é isso... Você está calma?
- Sim.
- Este lugar ainda é temporariamente seguro, assim você não precisa se preocupar. Tente fazê-lo novamente.
- Tentar outra vez?
Naru assentiu.
- Certo. Você sai por si mesma, em vez de eu te puxar para fora.
- Sair por mim mesma. Então todas as outras vezes, Naru que me fez ver os sonhos? Foi através da hipnose?
Naru não me respondeu, ele apenas me deu um sorriso brilhante.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Volume 7 - Capítulo 7 - Parte 5


Parte 5
(Mangá: Volume 11 – capítulo 3)
De mãos dadas, nós descemos as escadas. Dentro da escola, nenhum som podia ser ouvido, nem mesmo da chuva. Provavelmente tinha parado.
Atrás de nós, apenas o som dos nossos passos ecoando podiam ser ouvidos. No caminho até o primeiro andar, de repente senti que a escola estava cheia de uma intensa solidão. Com meus dedos tocando a parede, eu respirei profundamente.
Naru foi o primeiro a passar através da pequena porta. Depois disso, quando eu estava prestes a sair...
Um estrondo. Na minha frente, um objeto escuro foi arremessado em minha direção passando perto do meu nariz. Num reflexo dei um passo atrás. De repente eu me desequilibrei e caí.
- Aiii... - Minha cintura bateu num canto da escada.
Percebi que não estava mais segurando a mão do Naru.
- Naru! Você está bem?
- Eu estou bem! E você, Mai? - Era uma voz extremamente vaga e abafada.
- Eu estou bem!
Sentada nos degraus eu lentamente tateei o meu caminho através da escuridão. Eu sabia que as sapateiras tinham desmoronado na entrada. Se ao menos eu tivesse um fósforo. Se eu não encontrasse a saída com o tato, seria impossível saber se havia uma saída.
Quando eu procurava pela saída, alguém tocou a minha mão.
- Você consegue sair?
Eu agarrei a mão do Naru com alívio. Se a sua mão conseguia me alcançar, então a entrada não estava completamente bloqueada.
- Sim!
Agarrando a mão dele eu me levantei. A parede falsa que tinha caído não tinha bloqueado completamente a entrada. Se eu cuidadosamente subisse um pouco, eu seria capaz de passar. Quando eu estava pensando nisso, um objeto duro atingiu minha testa.
A parede falsa?
Apressadamente, eu continuei a explorar o local. Era pior do que eu esperava. A entrada tinha sido bloqueada. E parecia que as coisas estavam empilhadas de forma muito complicada em torno da entrada.
- Espere, espere um momento!
- O que foi?
Quando eu ouvi essa voz, eu fiquei momentaneamente atordoado. Parecia que alguém tinha jogado um balde de água fria na minha cabeça.
Brrrr! Meus dentes batiam de frio.
- Mai!
O som vinha de longe, do meu canto inferior direito. Era como se Naru estivesse lá embaixo.
Se fosse esse o caso, então quem que segurava a minha mão?
O braço do Naru não poderia ter 2 metros de comprimento. A quem realmente pertencia a mão que eu estava segurando?
Eu tentei me soltar da mão, mas a mão não se moveu. Era como se estivesse congelada. Quando eu relaxei, a mão agarrou a minha mão com mais força.
- Naru!
Socorro! Eu era incapaz de dizer isso em voz alta.
- O que foi?
A voz estava ainda mais distante. Eu claramente não tinha dado um único passo!
De repente, senti que a mão que me agarrava tinha começado a encolher, eu realmente senti a mudança do toque. Tornou-se seca e muito fina... Muito fina! Mas era extremamente forte - suas garras afiadas entravam na minha pele causando muita dor.
Eu tentava desesperadamente soltá-la, mas ela me apertava.
- Quem é?
Nesta altura, a escuridão rapidamente dissolveu. Uma figura escura apareceu na minha frente, na sequência ela se separou e se transformou em 7 pequenas figuras (Naru tinha desaparecido). Sete mãos seguravam a minha.
- Nee-san!
- O que foi?
- Você nos confundiu com outra pessoa, nee-san?
Enquanto a risada das crianças aumentavam, eu levantei a minha mão direita que estava solta, e comecei a fazer cortes a partir da direita.
- Rin Pyou Tou Sha Kai Jin Retsu Zai Zen!
Imediatamente, as mãos segurando a minha afrouxaram. Eu me livrei daqueles dedos imediatamente e corri em direção ao segundo andar. A porta do segundo andar ainda estava aberta, eu passei e corri para uma sala de aula e fechei a porta. Então eu me inclinei sobre a porta da sala, ofegante.
Eu tentei ouvir se havia algum barulho lá fora. Nada de passos me seguindo e nada de ouvir a voz do Naru. Não escutava nenhum som. Tudo que eu podia ouvir era o meu coração batendo.
- Seja forte!
Se eu não fosse forte... Agora eu era a única que restava, não havia mais ninguém.
- Acalme-se!
Naru, John, Masako, Ayako, Yasuhara, Bou-san e Lin não estão mais por aqui.
- O que eu devo fazer? - Perguntei a mim mesma.
Mesmo se eu fosse a única, o exorcismo ainda tinha que ser feito. Mesmo que eu não pudesse exorcizá-lo eu ainda tinha que convencê-lo. Me preocupar com onde os outros estavam, agora, era irrelevante. Eu precisava fazer o trabalho que eu deveria fazer... Se eu ainda não conseguisse encontrar os outros mesmo depois de sair desse lugar, então eu continuaria procurando.
Sentei-me no chão.
- Naru não está aqui também...
Não havia ninguém que pudesse me hipnotizar para que eu entrasse em transe.
- Eu vou ter que fazer isso sozinha.
Dormir! Vai ficar tudo bem se eu dormir. Mesmo que eu não consiga dormir profundamente, talvez eu consiga cochilar.
Fechei os olhos e respirei fundo. Eu me esforcei para relaxar o corpo.
Não! Meu corpo está tremendo! Não fique tensa! Relaxe! Tente não pensar em nada!
Quanto mais eu tentava mais tensa eu ficava. Eu mantive os olhos fechados, mas sem sucesso. Eu abria meus olhos, em seguida, fechava, em seguida abria, tudo que eu via era escuridão. As memórias fluiam na minha mente... Felizes, tristes, de terror...
- Uma ovelha, duas ovelhas, três ovelhas...
Minha mente não conseguia formar a imagem de uma ovelha.
- Por favor! Acalme-se!
Havia algo que parecia brilhar na escuridão em frente de mim. Eu vi quando eu estava prestes a fechar os olhos. Respirando fundo, eu olhei para ele. De alguma forma eu vi.
Eu vagamente vi algo que tinha um pouco de vermelho. Olhei para o pó vermelho que flutuava ao redor da sala. Embora o brilho fosse muito fraco, eu realmente vi.
- Esta...
Eu acho que eu vi essa cor várias vezes antes.
- Esta cor é do Bou-san.
Eu me levantei. Eu me virei, o pó vermelho brilhante estava em volta das janelas e portas... pálidas, pequenas luzes; pareciam vagalumes.
É o traço de vedação do Bou-san.
- Incrível, é muito bonito.
Levantei-me. De algum modo eu senti que em minha volta tinha uma sensação de aconchego.
Eu não estou sozinha. Todo mundo está me protegendo.
No canto da minha visão, eu detectei um brilho branco. Do chão havia um grande brilho branco.
Isso foi Lin-san. Devia ser o selo protetor do Lin-san. Era um selo colocado no primeiro andar, mas ele realmente produzia esse tipo de brilho.
- Depois disso Masako desapareceu na segundo andar...
A entrada para o segundo andar estava aberta.
- Certo!
Quando ouvi esta voz eu levantei minha cabeça. Naru estava na minha frente.
- Ótimo! Eu estou finalmente dormindo.
Naru sorriu levemente. Era o gentil rosto sorridente que só aparecia nos meus sonhos.
Eu balancei a cabeça e disse:
- Então vamos começar!

Fim do capítulo 7 e do volume 7

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Volume 7 - Capítulo 7 - Parte 4


Parte 4

Naru e eu escapamos para a sala de aula mais próxima, que era um lugar que tinha sido exorcizado por Bou-san anteriormente. Devia ser seguro no momento, pelo menos.
Assim que entrei na sala de aula, eu desmoronei no chão. Agarrei o vajra na minha mão, e abracei minhas pernas; lágrimas caiam incontrolavelmente.
- O que devemos fazer...?
Mesmo que eu já soubesse que era uma situação desesperadora...
- O que devemos fazer...?
A voz fria Naru ressoou:
- Quem era essa pessoa? Deve haver uma outra pessoa que pode dirigir, porque temos dois veículos. Essa pessoa deve ter sido levada pelas crianças também.
- E nós... Nós esquecemos sobre a existência dessa pessoa...?
-Parece que sim.
Tínhamos um outro companheiro... Comecei a pesquisar as profundezas da minha memória.
Mas eu sentia que havia uma névoa bloqueando, fazendo-me incapaz de ver claramente. Eu só podia sentir que há muito tempo trabalhamos junto com alguém, reunindo experiências, discutindo e rindo juntos.
- Nós aceitamos o pedido do chefe da aldeia de vir para cá para realizarmos exorcismos, e depois encontramos as crianças no caminho e pedimos que nos mostrassem o caminho. No final, todos nós fomos selados juntos
- Parece que foi isso que aconteceu.
- Embora parece que deixamos as 5 crianças sozinhas para realizarmos exorcismos. Isso não é possível. Na realidade, outro companheiro nosso deve ter ficado com elas.
- Sim, isso é definitivamente o caso. Deixar as crianças sozinhas é uma idéia completamente ridícula, definitivamente impossível termos feito isso.
- Se for esse o caso, então essa pessoa devia ter alguns poderes psíquicos incríveis, mas diferentes do Bou-san, para termos deixado ficar com as crianças.
- Esse deve ser o caso.
- Essa pessoa dirigia?
A voz do Naru de repente desencadeou minha memória.
Fui eu, Mai.
A voz tinha um tom diferente, ele parecia ter um sotaque de Kansai.
-Foi o John!
- Certo... Quem ficou com as crianças foi o John.
- Mas, espere, o John sabia dirigir? Eu sinto como se tivesse lembrado algo errado.
- Você mesma não disse que foi ele?
- Eu disse isso... Mas eu sinto que há ainda outra coisa.
- Eu estava pensando que pode ter sido similar a situação com as crianças. Pode ser que mesmo John não podendo dirigir fomos levados a acreditar que ele poderia?
- Com efeito. - Naru disse suavemente.
- Há um total de 8 pessoas no nosso grupo, deduzindo pelo número de copos que existem.
- Sim.
- Mas há 5 crianças lá embaixo. Mais você, eu e o monge, num total de 8 pessoas. Se somarmos o John, então temos 9.
- Sim - isso é verdade.
- Se for esse o caso, então é muito provável que John tenha sido substituído por uma das crianças.
- Mas, se esse for o caso...
- Sim, se esse for o caso, ele provavelmente não foi o único a desaparecer.
- Ah.
- Nós éramos um grupo de 8, sem uma única criança. Então 5 pessoas foram substituídas.
Eu, Naru, Bou-san, e entre os 5 havia o John e...
-Masako e Ayako.
- Yasuhara e Lin.
- Então essa era a verdade: Masako, que desapareceu procurando o dinheiro; Yasuhara, que estava em chamas na sala de aula; Lin-san, que desapareceu no corredor, e aquela brincadeira maliciosa... ‘Parabéns, Ayako-san!’
- É Kirishima Yuuki! - Naru de repente falou.
- Quem?
- Você não viu a cópia do jornal? É o nome do professor que morreu.
- E o que Kirishima-sensei tem a ver com isso?
- Ele é a fonte do fenômeno que está acontecendo aqui. A pessoa puxando as cordas por trás da cena é Kirishima. Não há nenhuma outra possibilidade. Se houvesse apenas as crianças, você acha que elas seriam capazes de fazer esse tipo de coisa? Para criar uma armadilha e fazer-nos desaparecer um a um, e para nós baixarmos a guarda, enviando as crianças uma por uma para nossa companhia? Isto definitivamente não é a vontade das crianças, nem deve ser um plano que pode ser feito por uma criança... Ele é controlado por Kirishima nos bastidores .
- Kirishima-sensei... Então isso significa que o epicentro é a sala dos professores?
- É precipitado acreditar nisso.Mas a probabilidade de que seja no primeiro andar é muito elevada. Se quisermos alcançá-lo, ele provavelmente estará na sala que ele dava aulas ou na sala dos professores.
- É. Mas como vamos fazer o exorcismo?
- Só podemos escolher entre você e eu para fazê-lo.
- Naru! Você não pode!
- Então Mai, você quer tentar?
- Você acha que eu posso fazer isso?
- Exorcismo é realmente muito difícil.
- Eu também acho!
- Persuasão!
-O que?
- Você tem que persuadir Kirishima. Eu não consigo sentir um espírito ou me comunicar com eles.
- Persuadi-lo? Eu consigo fazer isso?
No momento em que esta frase saiu da minha boca, eu senti a pessoa ao meu lado rindo.
- Sim, se você usar o temperamento que você costuma usar para me criticar.
Ha?
- Então vou tentar!
- Vamos para o primeiro andar. É mais fácil fazer a ligação com os espíritos lá. Vou te hipnotizar para ajudar você a entrar em um estado de transe.
- Estado de transe?
- É um estado onde é mais fácil de encontrar os espíritos. Médiuns e outros psíquicos estão nesse estado durante a convocação dos espíritos.
- Entendido.
Senti a mão de Naru tocar em meu pulso. Sua mão se estendeu e apertou minha mão. Embora o ambiente fosse frio, a mão que me segurou estava quente.
- Vamos descer. Não solte a minha mão!
- Certo!
De mãos dadas, nos levantamos. O vajra em minha mão direita me fez lembrar...
- Ne, você acha que todo mundo vai ficar bem?
Naru respondeu em um tom baixo:
- Isso eu não sei.
- Isto é para você. - Eu entreguei o Vajra para Naru. A mão direita do Naru continuou me segurando, e ele estendeu a outra mão para pegar o Vajra. - Foi Bou-san. Ele atirou para você.
Naru olhou para a Vajra em sua mão:
- ...Foi isso que ele disse?
- O quê?
- Nada de mais, parece que eu tenho subestimado o Bou-san!
Que seja.
- Nós ainda podemos fazer isso!
- ...?
- De qualquer forma, vamos para o primeiro andar.
-Sim!

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