Mostrando postagens com marcador tradução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tradução. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Volume 8 - Epílogo


Ho! Ho! Ho! E aqui vai meu presente de Natal adiantado!
Cumprindo minha promessa (acho que a única que vou cumprir esse ano! Aff! rs): o fim de Ghost Hunt!

Epílogo

No Japão é tradição fazer uma festa de despedida para as pessoas que estão deixando o país.
Não me lembro quem surgiu com a ideia de uma festa de despedida. Mas eu lembro que todos concordaram rapidamente. Para ser sincera os dois que estão indo embora odeiam festas. Então isso é uma coisa muito carinhosa para irritá-los.
Normalmente não seríamos capazes de convencê-los a comparecer em algo tipo uma festa de despedida, mas desta vez temos Mori-san do nosso lado, então nosso lado está bem forte.
No dia seguinte em que o corpo de Gene foi encontrado, seu corpo foi devolvido pela polícia, cremado e seus restos mortais enviados de volta para seu país de origem. Os pais do Naru voltaram junto, mas Naru, Lin-san e Mori-san iriam depois.
Decidimos realizar a festa de despedida antes de os três partirem para o aeroporto de Narita.
Fui para Shinjuku um pouco mais cedo do que o tempo especificado. O motivo oficial era porque eu tinha uma série de coisas que eu queria perguntar a Mori-san. Mas na verdade, o meu motivo oculto era só porque eu queria ver que tipo de lugar secreto Naru-chan tinha vivido em todo esse tempo.
O lado Oeste de Shinjuku era forrado com arranha-céus. Em outras palavras, o centro da cidade. O lugar que eu estava buscando era um hotel e o lugar que teríamos a festa. Liguei de um lugar próximo aos prédios do governo e perguntei para Mori-san se poderia vir vê-la. Ela disse: "vamos tomar um chá antes da festa", e eu estava meio nervosa e meio animada enquanto eu me dirigia para a entrada do hotel de luxo.
Quando olhei para a sala de chá, Mori-san olhou para cima, de onde ela estava sentada perto da entrada.
- Olá.
- Olá. Já acabou de arrumar tudo para a sua partida?
- Sim. Sem falar que não tenho muita bagagem.
- Sinto muito, incomodando você em um momento tão ocupado. Não era nada de importante, eu estava muito curiosa sobre esse lugar.
Mori-san riu quando eu disse isso enquanto fazíamos nosso pedido.
- Você é muito sincera.
- Eheheheh. Onde estão Naru e Lin-san?
- Provavelmente ainda estão fazendo as malas.
- Eles devem estar ocupados...
Afinal de contas, nós só voltamos de Nagano ontem. Eles provavelmente nem sequer tiveram tempo para dormir.
- Por enquanto, eles vão levar o que puder, e o resto será enviado depois.
- Será que eles vão voltar?
Mori-san inclinou a cabeça.
- Hmm... Provavelmente eu serei a única a voltar.
- Huh ... Eu me pergunto o que devo fazer. Eu acho que não vai dar para esperar até lá.
- O que?
- Eu quero saber os endereços do Naru e do Lin-san. Eu pensei que seria legal poder escrever para eles.
- Ah.
- Se eles não me derem seus endereços, eu estava pensando que talvez eu pudesse saber o endereço do laboratório. Se eu tiver isso, eu posso enviar-lhes cartas, certo?
Mori-san sorriu.
- Eu não acho que eles irão negar. Por que você não pede?
- Será que vai dar certo...
- Eu tenho certeza que vai. Não é como se eles estivessem se escondendo... Embora eu acho que é melhor não esperar qualquer resposta.
- Sem dúvida.
Eu suspirei. Mori-san sorriu ironicamente,
- Lin-san provavelmente vai, pelo menos, responder... Mas Naru...
Bem, eu sabia disso.
- Pensando nisso, você sabe o que vai acontecer com o escritório? Eu não devolvi a chave ainda...
O escritório no momento permanecia fechado. Eu tenho algumas coisas pessoais lá, mas não tive a chance de ir buscá-las.
- Se há algo que você quer saber, pergunte para aquela pessoa. O que ele não te contar eu vou te falar mais tarde.
Mori-san disse com um sorriso e apontou para cima.
- Pode ir. Quarto 3212
Segui o dedo da Mori-san e olhei para o teto.
- Tudo bem se eu for?
Eu só tenho a sensação que ele vai ser grosso comigo.
- Se você não tentar, você perde.
Mori-san disse e sorriu.
- Hmm...
- O truque para se dar bem com Naru é ser assertiva. Ele não tenta interagir com pessoas ao seu redor, então se você não tomar a iniciativa o laço vai acabar se desfazendo.
- Mas se eu for acho que ele vai gritar comigo.
- Não há realmente um risco muito grande disso. Ele não necessariamente fica com raiva quando as pessoas se reúnem no escritório, certo?
Ah, pensando nisso...
- Ele fica de mau humor, mas eu não acho que ele realmente ficava com raiva.
- Não se preocupe se ele ficar um pouco de mau humor. Se você se importar com isso, você perde. Se ele realmente ficar bravo, ele vai ser muito seco com você, então você ainda está seguro se ele estiver sendo sarcástico.
- Huh...
- Então quem estiver sendo assertivo ganha. Se ele se queixar, ignore. Se ele for sarcástico, não se preocupe com isso. Se você fizer isso, você será capaz de conviver com ele.
- Enquanto nós quisermos no relacionar com ele?
Quando perguntei isso, Mori-san riu.
- Certo. Enquanto pretendemos lidar com ele.
- Entendi.
- Naru parece ter um escudo muito forte, mas no final ele desisti muito facilmente.
... Ela pode estar certa.
- Pensando nisso, eu posso vencer várias vezes. Desde que eu não desista.
- Não é?
Olhei para cima.
- Nesse caso, talvez eu vá tentar ser assertiva.
Mori-san sorriu.
- Boa sorte.
Depois de uma longa viagem de elevador, caminhei pelo corredor típico de hotéis. Respirei profundamente em frente ao quarto 3212. De qualquer modo que você encare a situação, pressionar a campainha daquele quarto precisava de tanta coragem quanto para enfiar o dedo na jaula de um tigre.
Ouvi o som da campainha vindo de dentro do quarto, a porta se abriu imediatamente. Quando Naru me viu lá, ele olhou para o relógio.
- Já está na hora?
- Não. Ainda está cedo. Eu me encontrei com a Mori-san porque queria perguntar algumas coisas e ela me disse para perguntar para você.
Naru franziu a testa, aborrecido.
- Você pode fazer isso mais tarde?
...... Sua guarda para assuntos particulares continuava forte.
- Então...
Decepção... Ah, mas desistir seria ruim, certo?
- Posso ajudar com alguma coisa?
- Não há necessidade.
- Você deveria aceitar a generosidade das pessoas mais facilmente.
- Se você ajudar, capaz de não concluir o que deve ser feito.
- Isso não vai acontecer. Eu vou ser mais útil que um gato *. Deixa comigo!
(* Em japonês seria que quando você tiver poucas pessoas para ajudar, serve até mesmo uma mãozinha de gato. Ou seja, use qualquer ajuda possível, independentemente da sua utilidade).
- Como eu disse, não há necessidade.
- Quando você pode tornar as coisas mais fáceis, você deve fazê-lo. Há algumas coisas que eu quero perguntar também. Por isso, faz sentido perguntar enquanto eu ajudo. Certo?
Eu imitei a Mori-san e abri um grande sorriso.
E então Naru suspirou...
Whooaaaa. Eu ganhei. Entendi! Era isso que eu precisava fazer.
Naru abriu a porta e me deixou entrar.
Era um quarto e sala grande e arrumado. A cortina da janela grande estava aberta e o parque central Shinjuku podia ser visto logo abaixo.
Era um bom quarto mas ainda era um pouco formal. Pensando que ele viveu aqui durante um ano e meio, eu não podia deixar de me sentir um pouco triste por ele.
- É o Lin-san fica na porta ao lado?
- Isso mesmo.
Havia um certo número de caixas de papelão no meio da sala.
- Você poderia embalar minhas roupas? Basta dobrá-las lá dentro.
- Ok.
Ele apontou para o armário aberto que já tinha sido esvaziado pela metade. Eu não consegui evitar um sorriso com a visão de nada além de roupas pretas penduradas lá. Naru embalava os arquivos sobre a mesa.
- A sua casa é em Cambridge, hein?
- Sim.
- Posso ter o seu endereço?
- Para que você quer isso?
- Assim eu posso escrever para você. Por que mais?
Seja assertivo. Seja assertivo.
- ... Você consegue escrever em Inglês?
O que foi isso..?
- Sim, eu consigo...
- Eu subestimei você.
Ele realmente não é meigo.
Cara, é muito ruim. Se Gene estivesse vivo e se por acaso nos casássemos, eu teria sido cunhada desse cara.
- Seu pai ensina na Universidade de Cambridge, certo?
- O que tem isso?
- O que ele ensina?
- Saber isso faz alguma diferença para você?
- Claro que faz.
- Ah?
- Isso vai satisfazer a minha curiosidade.
Naru suspirou profundamente novamente.
- Leis....
Naru sorriu ironicamente depois de dizer isso.
- Também parapsicologia.
- Huh ... Fora da" SPR "?
- A SPR" é como uma sociedade acadêmica. Há quatro anos atrás ele foi para gerenciar um laboratório de pesquisa, mas ele não é um membro de investigação.
Hmm ... Eu realmente não peguei.
- Você é um membro de pesquisa, certo?
- Certo.
- No laboratório de Mori-san. Um laboratório de pesquisa de campo?
- Se você já sabe, então não precisa perguntar.
Hmph ......
- Ei, qual é o trabalho de campo?
Naru olhou para mim com desprezo.
- Você realmente não sabe nada, não é?
Isso não é da sua conta.
- Na verdade temos que ir até o local e recolher informações. Investigando casas mal-assombradas. É praticamente igual o que estamos fazendo aqui.
- Huh...
- Depois de enviar vídeos e dados, o resto é trabalho de outra equipe. Por exemplo, a equipe de análise de vídeo. Depois que os dados são analisados, são então organizados e integrados em alguma teoria existente. Isso é trabalho de outra equipe especializada. De acordo com sua utilidade.
- De acordo com sua utilidade?
- Eu sou um membro do lado teórico. A especialidade do Lin é originalmente na técnica.
- Então por que...?
Será que eles vieram trabalhar juntos no Japão?
- Madoka é a chefe do trabalho de campo. E quando ela reuniu todas as pessoas que sabiam falar japonês, foi como as coisas terminaram assim.
- Ah, entendi.
Era a cara dela.
Quando indiquei que tinha terminado a embalagem das roupas na caixa, Naru jogou a fita adesiva para mim. Eu peguei e selei a caixa.
- ... E?
- E?
- O que você vai fazer quando voltar?
Naru deu de ombros.
- Acompanhar um funeral.
Quem está perguntando sobre algo no futuro imediato?
- Eu não perguntei isso. Você é um membro de pesquisa para o" SPR ", certo? Você vai continuar a caçar fantasmas no laboratório?
- Naturalmente, isso é o que eu pretendo.
- O que você vai fazer com o escritório? Eu trouxe minha chave e da Taka também.
- Você pode guardar isso.
- Eh?
Olhei para o Naru.
- Madoka vai voltar em breve.
- Você quer dizer que o escritório vai continuar?
- Você não é sortuda de manter o seu emprego?
É... Ou melhor...
- Por que você mudou de ideia?
Ele tinha dito que ia fechar.
- Alteração de circunstâncias. A aprovação já foi concedida para manter o escritório.
Uau.
- Mas você não vai voltar, né?
- Fui eu quem fez o pedido?
- E, novamente, por quê?
- Manifestações espirituais japonesas são interessantes.
- Verdade?
- Acho que pode haver algo que faz com que as condições aqui sejam boas para as manifestações espirituais. É por isso que eu requisitei para manter o escritório.
... Ele realmente é um workaholic.
- Mas o que você vai fazer com sua faculdade?
- Eu estive pensando sobre isso. Eu poderia largar, ou eu poderia transferir para o exterior.
- Nesse caso, você não será capaz de voltar em breve.
Naru sorriu ironicamente.
- Não vai ser possível por um tempo.
Realmente não vai ser...
- Além disso, meus pais provavelmente não irão gostar. Então eu vou ter que ficar com eles por um tempo.
- Sem dúvida.
A metade restante dos gêmeos. Era improvável que eles deixassem ele ira para um país tão distante assim indefinidamente.
- Humm, eu ouvi que eles não são seus verdadeiros pais...
- Certo. Eu sou adotado.
- Ouvi dizer que eram órfãos.
Quando eu disse isso, Naru levantou uma sobrancelha ligeiramente.
- Igual a você.
...... Você está brincando.
- Ei, foi por isso que você me contratou?
- O que está dizendo? Que as pessoas em situações semelhantes devem ajudar uns aos outros?
- Isso mesmo.
- O diretor da sua escola comentou que você era um órfã. Então eu pensei que suas condições de vida eram muito piores.
- A sua era?
- O orfanato? Era ruim. Sem mencionar que eu era uma criança problema.
...... Sem dúvida.
- Entendo... Obrigada. Isso realmente me ajudou, verdade seja dita.
- Que bom. Em qualquer caso, havia um monte de dinheiro de sobra no orçamento e realmente estávamos com falta de pessoal.
Uau...
- A “SPR” tem um monte de dinheiro.
- Não realmente nos laboratórios de pesquisa. Eu sou especial.
- Huh...?
- Um certo indivíduo está dando 100 000 libras por ano em uma bolsa de investigação.
- Hmm. Quanto é 100 000 libras?
- Uma libra está cerca de 230 ienes. Você não sabe nem mesmo isso?
Dólares são uma coisa, a maioria das pessoas não saberia quanto está a libra.
- Em outras palavras $ 150 000 USD.
- Um dólar é cerca de 160 ienes, certo?
Heheh, isso eu sei.
- É isso mesmo. E?
- Assim $ 150 000 seria...
Ummm, não tem um papel? Papel?
- 24 000 000 ienes. Você realmente é burra, não é?
- Cale a boca.
Depois que eu disse isso, senti a dor de ser uma pessoa pobre.
- Vinte e quatro milhões de ienes..?
- Não é tanto assim.
- É sim.
- Isso pode ser gasto comprando apenas uma câmera.
- Seu conceito de valor monetário é excepcional.
- Seu uso é no meu entender, e não é como se eu esbanjasse.
- Bem... sim...
Ao dizer isso que eu olhei ao redor da sala.
- E sobre os gastos para ficar aqui?
- Ele está sendo coberto por aqueles que me vêem favoravelmente.
- Eu queria ver como são as pessoas que desperdiçam dinheiro em você.
- Há algumas pessoas que são boas em julgar.
- Você é uma fraude.
- Se eu tentasse, eu seria capaz de obter o dobro do que eu ganho agora.
Não pude deixar de suspirar; ele disse isso de uma forma estranhamente séria.
Nós terminamos de fazer as malas na hora da festa, e quando chegamos ao espaço reservado no restaurante do hotel, todos já estavam lá.
- Mai! Eu ouvi. - Ayako acenou com a mão.
- Hmm?
- Eles estão mantendo o escritório?
- Sim, eles estão.
- Não é ótimo?! Você não precisa se preocupar com seu sustento.
- Você não é sortuda?! Não vai precisar me aguentar dependendo de você.
- Eu não sou tão pobre que ter você como sanguessuga faria mal a mim financeiramente.
Huh... Você que falou, certo? Agora vai me aguentar parasitando você.
Mori-san me entregou um copo.
- Eu vou ser a gerente de agora em diante. Vamos fazer o nosso melhor.
- Sim. Vamos.
Heheheh. Vai ser um ambiente de trabalho amigável.
- O que você vai fazer, Lin-san?
Lin-san permaneceu inexpressivo com a minha pergunta.
- Eu vou voltar por um tempo.
- Entendo. Se cuide.
- Obrigado.
É isso mesmo. Havia algo que eu queria perguntar, então eu deveria fazê-lo agora.
- Umm... Tivemos uma conversa antes sobre como você odeia o povo japonês, certo?
- Sim, tivemos.
- Naquela época, você disse que alguém falou a mesma coisa que eu. Foi o Gene?
Lin-san piscou um momento, depois assentiu.
- ... Entendi.
É verdade. Acho que Gene e eu éramos um pouco parecidos. Heheheh. Isso me deixa realmente feliz. Enquanto estávamos no acampamento, Mori-san falou muito sobre ele, e passei a gostar dele muito mais do que antes. Apesar de eu não ter nenhuma esperança, também não há nenhuma chance de eu ser rejeitada. Então, pensando assim, ele pode ser ideal.
Eu sorri tolamente e encontrei o olhar do Naru. Ele parecia um pouco irritado.
- O que...
- Nada.
- Você estava pensando que eu sou um pouco simplória, não estava?
- Que bom que você percebeu isso.
Hmph. Sem dúvida, eu sou apenas uma ameba.
- Ahh, é mesmo, eu quase me esqueci.
Naru tirou um pequeno pacote do bolso interno do paletó.
- Aqui.
- Hmm?
A coisa que estava embrulhada em um lenço era do tamanho de um cartão de visitas, um pouco grossa e dura. Quando eu desembrulhei, achei o quadro que a mãe do Naru tinha me mostrado antes.
A foto do Naru e... Dele sorrindo.
... Meu peito doeu. Eu estava tão feliz. E tão triste.
Ahh... Eu nem sequer tenho uma foto dele. Eu adoraria ter uma foto dele, mesmo um foto de grupo.
- Luella esqueceu. Eu não acho que vai incomodá-la, se eu contar a ela que ela perdeu?
- .... Eu posso ficar com a foto?
Sério?
- Eu a joguei fora. Eu não sei o que aconteceu com ela depois disso.
O que, minha mão é uma lata de lixo?.. Bem, tudo bem. Porque eu estou realmente feliz.
- Obrigada.....
Naru é um cara muito bom, afinal. Eheheheh.
- Por que você está sorrindo?
Bou-san segurou minha nuca.
- É um segredo.
- Huh. Eu gostaria muito de ouvi-lo depois.
- Hmm...
- Vá em frente, diga.
- Você sabia que o amor continua enquanto você se lembrar da outra pessoa?
Bou-san piscou um momento e depois sorriu.
- Você está ficando um pouco atrevida, não é?
- Não estou?
O bolso que escondia a moldura estava quente.
É possível apaixonar-se por conta própria, por isso não vou chorar mais.

************

Pois é... Acabou!
Espero que não tenha muitos erros de português! Fiquei com preguiça de revisar! Huahaha

Agora minhas impressões/divagações:
Eu acho que Naru realmente gosta da Mai! Gosta do jeito Naru-de-se-gostar! Não sei se é romanticamente ou como um irmão, ou melhor, como cunhado! Hahaha
Mas ele é muito mais paciente com ela! Sempre responde as perguntas dela e apesar dele falar umas grosserias, ele também ouve umas boas dela! E não fica nervoso!
Acho que as grosserias dele são aquelas que você só pode falar com quem é mais íntimo! 
Sim, estou ainda tentando salvar a imagem do Naru galã! rs

Outra coisa! A continuação do mangá - Akumu no Sumu Ie - está sendo traduzida para o inglês (tem no mangafox). E eu estava pensando em fazer o mesmo esquema dos capítulos 11 e 12... E fazer a tradução do mangá. O que acham?

Bom, acho que agora vou tentar cumprir mais algumas promessas de 2012... Então nos veremos novamente só em 2013! Por isso já deixo aqui meus votos de um...

Feliz Natal! E um 2013 maravilhoso (se o mundo não acabar) 
Que seus sonhos se realizem e que muita coisa boa aconteça!

Bjs Susi

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Volume 8 - Capítulo 15


Capítulo 15 - 14 de agosto Depois de seis horas

Parte 1
Quando nós corremos para fora do bangalô, várias pessoas estavam reunidas à beira da água.
O sol estava se pondo. A margem estava coberta pela sombra da montanha, porém o lago estava fora do alcance da sombra e a visão do barco era muito clara, como se estivesse sendo iluminado. As águas brilhavam ao sol poente.
A cabeça negra de um mergulhador balançava na água ao lado da lancha. Uma mão se estendeu de dentro do barco e foi entregue uma corda. A pessoa dentro do barco puxou a corda e uma massa acinzentada obscurecida pela água subiu lentamente para a superfície. O mergulhador subiu a bordo do barco, e o barco se dirigiu para a margem.
Nós assistimos a tudo como se estivéssemos assistindo a algum tipo de cerimônia.
O barco parou quando chegou à costa. O mergulhador saltou para fora do barco e puxou a corda que enrolava o que quer que seja que estava envolvido em um lençol cinza... Dentre as pessoas que estavam assistindo a tudo isso de longe, uma figura solitária começou a caminhar em direção a beira da água... Era Naru.
Naru se agachou ao lado da massa enrolada. Ele estendeu a mão e a voz do mergulhador de meia-idade podia ser ouvido tentando detê-lo.
- Não faça isso.
- Não, eu estou bem.
A voz de Naru era calma e seu rosto inexpressivo.
Naru ajoelhou-se e sua mão pálida pegou no canto do lençol. Alguns cabelos escuros podiam ser vistos a espreita. O mergulhador ao lado dele desviou o olhar.
Naru olhou por um longo momento... E calmamente recolocou o lençol como estava originalmente. Ele ficou de pé e começou a caminhar ao longo da borda da água.
Não havia um pingo de lágrima ou dor em seu perfil silencioso.

*****

As coisas estavam em grande pânico depois disso. Ayako, Masako e eu, junto com Mori-san, rapidamente deixamos aquele lugar e voltamos para o nosso bangalô - levando a mãe de Naru conosco.
Seu pai é Martin Davis. Sua mãe é Luella Davis. Seu pai é chamado de Professor Davis para distinguir entre ele e Naru. Embora eu não poderia dizer sua idade, ele parecia ser muito mais velho do que nossos pais seriam.
O cabelo do professor era um vermelho acastanhado, enquanto que da sua mulher era um bonito loiro. Seus olhos eram azuis, os dela eram púrpura.
Sra. Davis chorou muito. Ela estava com tanta dor que não conseguimos encontrar palavras para tentar confortá-la. Depois de um longo tempo, quando já estava totalmente escuro lá fora, ela finalmente levantou o rosto do ombro de Mori-san.
- Sinto muito.
Ela falou em japonês um pouco pomposo.
- Desculpe-me eu não ter vindo cumprimentá-las mais cedo.
Todo mundo só balançou a cabeça. Depois de falar isso com os olhos inchados de tanto chorar, ela perguntou:
- Vocês conseguem entender o meu japonês?
- É muito bom.
Quando Masako disse isso, a Sra. Davis finalmente sorriu. Os cantos de sua boca tremiam, e ver isso era muito doloroso.
- Aqueles dois conversavam secretamente em japonês, então eu aprendi a língua. Mas japonês é muito difícil. Me desculpe eu não posso falar muito bem.
“Aqueles dois” provavelmente significava Naru e seu irmão mais velho.
- Obrigada por cuidar tanto de Naru.
- Não foi nada. Igualmente.
Masako inclinou ligeiramente enquanto Ayako se levantou.
- Eu vou fazer um chá. Esse já esfriou.
- Umm... Minhas condolências.
Quando eu disse isso, a Sra. Davis olhou Mori-san. Mori-san disse algo a ela em inglês, e a Sra. Davis, em seguida, sorriu para mim.
- Obrigada. Você é Taniyama-san?
- Sim, isso mesmo. Prazer em conhecê-la.
- O prazer é meu. Naru é bastante difícil e pode ser um pouco problemático lidar com ele. Obrigada por tudo.
Como ela disse isso, ela deve saber que estou trabalhando no escritório.
- Ele realmente é um pouco difícil, não é?
Quando eu disse isso, ela sorriu.
- Mas ele é uma boa pessoa.
- Eu sei.
- Estou muito orgulhosa de ambos.
Ela abriu a mão que estava segurando um lenço. Na palma da sua mão tinha um retrato do tamanho de um cartão de visitas. Ela tocou-o suavemente. Quando eu me inclinei para espiar, ela entregou-o para mim.
- Extremamente orgulhosa.
Dois jovens estavam nessa foto. Eles tinham a mesma cara. A mesma estatura. Um deles tinha um olhar um pouco mais suave do que o outro. Dois Narus.
- Gene...?
Eu apontei para um deles. A Sra. Davis concordou.
Eles eram realmente iguais. Gene estava sorrindo enquanto Naru estava franzindo as sobrancelhas ligeiramente.
- Parece que existem dois Genes, não é?
Masako disse olhando para a foto de um lado, e eu não pude deixar de pensar a mesma coisa.
Parecia que, mais do que a existência de dois Narus, que havia dois Genes lá. Rapidamente percebi o porquê. Naru estava vestindo um suéter azul marinho. A camisa era cor de laranja. Era a primeira vez que eu via Naru vestido desse jeito.
... Ah, entendi. As roupas sempre pretas... Ele estava de luto. Por Gene... Para a outra metade que havia perdido.
Eu rapidamente lutei contra as lágrimas que ameaçavam cair. Eu não tinha o direito de chorar na frente da sua mãe. Essa tristeza era para as pessoas que conheciam Gene bem e o amava.
Devolvi a foto para ela. Ela segurou como se fosse tão preciosa.
- Pobre Gene - disse ela com lágrimas nos olhos novamente. - Naru também. Deve ter sido muito difícil para ele.
- Sim...
- Eles nasceram juntos. E agora estão separados... Como isso é errado. É realmente muito triste.
- Eu também acho.
Eu disse isso quase não conseguindo mais conter as lágrimas. Levantei-me e rapidamente fui para fora.

Parte 2

- Eu sou tão patética...
Apoiei-me em uma árvore na floresta. A lua estava brilhando.
Eu não deveria chorar. Tem alguém que sofre muito mais que eu. Eu deveria estar lhe dando apoio e tentando animá-la.
Mesmo assim, as lágrimas ameaçavam cair. Olhei para cima para não deixá-las cair.
Meu peito doía tanto... Como doía.
Eu realmente não entendo por que dói tanto.
Eu quero chorar. Mas eu não quero chorar.
Assim, quando alguém falou comigo, eu me senti um pouco aliviada.
- O que você está fazendo?
Aquela voz  ligeiramente exasperada era do Naru. Eu limpei o meu rosto e olhando na direção da voz, eu vi Naru olhar verdadeiramente exasperado.
- Você pretende comer a lua? Não importa quanto tempo você vai ficar com a boca aberta, a lua não vai cair.
Tsc... Ele realmente é rude!
Mas, graças a isso, minhas lágrimas secaram por isso vou perdoá-lo, especialmente neste momento.
- Eu não necessariamente quero comê-la.
- Onde está Luella?
Eu não evitar de pensar que é assim que ele chama a sua própria mãe?!
- Ela está no nosso bangalô... E o seu irmão?
- A polícia levou-o embora.
- Huh...
Porque está ele tão calmo? Ele estava como sempre o que era perturbador.
- Você não é realmente honesto com você mesmo...
- Sobre o quê? - Naru tinha começado a caminhar para as luzes da cabine, mas parou e se virou.
- Seu idiota teimoso! Por que você não apenas chora?
- Chorar não é algo necessário.
- Mas você está triste, né?
Naru tinha um leve sorriso cínico.
- Eu estou receoso que eu sou um tolo que não entende a natureza humana.
Esse cara! Ele estava guardando rancor.
- Você não está sendo honesto com você mesmo.
- Todo mundo morre. - Sua voz era calma. - Em cem anos, nenhum de seus amigos ainda estará vivo.
- Eu não acho que esse é o problema aqui.
- Essa é a questão.
Eu olhei para a lua.
- Você vai voltar para a Inglaterra...
- Sim.
Então não há problema em dizer-lhe, certo? Afinal de contas, é tarde demais agora.
- ... Hum, sabe. Eu realmente gostei de você.
- Ouvi mais do que suficiente para saber que você me viu favoravelmente esta tarde.
- Idiota. Não quero dizer dessa forma.
Olhei para Naru. Ele estava olhando para mim um pouco estranho então eu não pude evitar de sorrir.
- Você é tão denso...
- O que você quer dizer?
- Umm, eu queria dizer que eu gostei de você de uma maneira muito especial.
Naru olhou para mim. Aqueles olhos escuros. Ele inclinou a cabeça um pouco, depois o rosto branco sorriu levemente.
- De mim... Ou do Gene?
Minha mente ficou em branco por um momento.
Apenas o que é que esse cara está dizendo?
- Isso é...
Isso é óbvio, certo? Esse tipo de coisa.
Naru vai embora. Por isso que eu pensei em confessar para ele. Porque eu nunca irei vê-lo novamente. Nunca mais.
... Eu nunca o verei novamente.
Eu nunca vou ver aquele sorriso novamente. Nunca, independentemente do que sonhe, ele nunca vai aparecer novamente.
Eu não podia responder. Eu estava tão magoada e triste, as lágrimas caíram.
- Mas... Eu não sabia.
Eu não sabia. Que não era Naru. Eu nunca pensei que ele não fazia mais parte deste mundo. Eu pensei que um dia Naru iria sorrir assim. Mesmo que ele nunca sorrisse assim.
- Eu não sabia... Eu não tinha conhecimento de nada.
Ele sempre me ajudou. Ele sempre me animou. Mas eu nunca agradeci. Eu estava sempre com a impressão errada e estava enganada até o fim.
- Eu sempre o chamava de “Naru”.
Esse é o único nome que eu sempre o chamei. Eu nunca tentei, uma única vez, saber quem ele era realmente.
Meu peito doeu. Doeu muito, eu queria morrer.
Agachei-me ali, e chorei alto.

Parte 3

Depois de um longo tempo, a minha respiração se acalmou, e finalmente fui capaz de olhar para cima.
- Em todo o caso...
Fiquei surpresa com aquela voz nas proximidades. Olhando para o lado, vi Naru de pé ao meu lado. Eu pensei que ele tinha ido embora faz tempo, então eu estava um pouco surpresa.
- Em qualquer caso, você vai vê-lo novamente você querendo ou não. - O rosto pálido estava olhando para o lado.
- ...... Depois de cem anos?
- No seu caso, pode demorar até duzentos anos.
- Hmph.
Minhas forças tinham acabado depois de tanto chorar então permaneci sentada no chão.
- Eu definitivamente vou viver por muito tempo. Mesmo sendo desajeitada e tonta. Vou viver o suficiente para deixá-lo doente.
- Sem dúvida.
- Você não precisava concordar comigo.
- Eu acho que é melhor encarar a realidade?
Hmph.
- Você devia ter me avisado. Se você tivesse me dito tudo no início, eu nunca teria feito este tipo de engano, então eu vou te culpar por isso.
- A culpa é sua por ter sido enganada. Por acaso eu tenho esse tipo de personalidade intrometida?
- Verdade...
Eu sorri e as lágrimas voltaram a cair.
- Eu me sinto como uma idiota... Eu me sentia tão afetada pelas coisas que você fazia, mesmo sem perceber a verdade...
- Huh?
A lua estava brilhando na floresta à noite, e dava para ouvir os suaves barulhos dos insetos.
- É o clima perfeito.
- Huh?
- Até há pouco tempo, eu definitivamente ficaria animada com essa situação.
- Se esperasse o mesmo da minha parte seria um pouco problemático...
- Eu esperaria. Isso é como funciona o coração de uma garota... E no entanto, agora é inútil sabendo que era alguém completamente diferente.
Imediatamente depois de dizer isso que eu percebi as minhas próprias palavras.
- ... Não foi legal. Eu disse uma coisa muito rude, não é? Desculpe.
- Tudo bem. Eu estou acostumado com isso.
Eu me virei e olhei para aquela voz seca e Naru levantou uma sobrancelha ligeiramente.
- Temos a mesma aparência e nossas habilidades são do mesmo nível. Um tem uma boa personalidade e o outro não... Qual você escolheria?
- O de boa personalidade.
- É isso.
... Entendi.
- As coisas eram... Um pouco triste para você.
Muito provavelmente seu irmão conquistava todas as meninas.
- Eu ficava grato assim eu tinha mais tranquilidade.
- Cientista tolo.
Naru olhou para mim e eu sorri.
- Gene disse que você era apenas um cientista tolo.
Naru suspirou. Eu sorri e me levantei.
- Vocês são muito semelhantes do lado de fora, mas por dentro são completamente diferentes, não é?
- Minhas desculpas por ser incapaz de atender às suas expectativas.
- É. Se suas personalidades fossem pelo menos um pouco parecidas, iria me fazer desmaiar.
Eu estava dizendo um monte de coisas rudes. Sinto muito. Perdoe-me. Eu não tenho espírito para voltar sem fazer isso.
- Ainda há tempo.
Eu sorri.
- Existe, talvez, alguém que você gosta?
Naru olhou um pouco surpreso com minha pergunta.
- Eu?
- Entendo... Não tem, afinal de contas. Por um momento, eu queria saber se poderia haver alguém que você queria reencontrar na Inglaterra.
Perguntei pela Masako. Eu sou tão boa.
- Bem, há uma mulher que eu venho perseguindo nos últimos cinco anos.
- Você está brincando! Sério?
- ... Uma mulher em Wimbledon.
- Como em Wimbledon do tênis?
- É isso mesmo. Ela vive no sótão de uma casa velha.
- Quantos anos ela tem? Ela é bonita?
- Eu não tenho certeza. Ela parece ter mais de 80.
......
- Ela está viva, não é?
Naru sorriu levemente.
- Eu não consigo obter dados exatos sobre ela. Ela só aparece nessa época do ano, então eu estou pensando em ir direto para vê-la quando voltar.
..... Sheesh. Ele parece estar realmente ansioso por isso.
- Seria bom ser capaz de encontrar pelo menos uma vez por ano...
Não vou dizer com quem.
- Deve ser melhor não ser capaz de encontrar.
- Verdade...
Seu perfil iluminado à luz do luar parecia tanto com ele. O suficiente para me fazer chorar.
- Seu sorriso era tão bonito... Eu amava aquele sorriso.
- Eu sei.
- Era muito, muito bonito.
- É...

Parte 4

Na manhã seguinte, Ayako pergunta para Mai se ela está bem. Ayako e Masako provavelmente perceberam que Mai acordou no meio da noite e chorou. Seus olhos estavam muito inchados e ela mal conseguia abri-los. Mai admite que ela esperava encontrar Gene em seus sonhos na noite passada, mas não conseguiu.
Aparentemente, depois da sua conversa com Naru, ela contou tudo para Ayako e Masako.
Ayako dá a Mai um colírio para usar enquanto Masako dá uma toalha fria.
- Ei, grandes romances em peças sobre tragédias soam tão belos, mas na realidade é bastante inconveniente, não é?
- Que bobagem você está falando? Você está pensando em passar o dia assim?
Ayako decide fazer o café da manhã fora com os rapazes para que Mai tenha mais tempo para ficar apresentável. Ela diz a Mai que vai trazer o café da manhã para ela mais tarde e sai da cabine.
- Ei Masako!
- O que foi?
- Eu pensei isso ontem também, mas você ainda tem uma chance, sabia?
Eu ouvi um leve suspiro.
- O que você está dizendo exatamente... Não há necessidade de se preocupar comigo. Eu pensei nisso também.
- Hmm...
- Tudo o que tenho a fazer é ir vê-lo. Não é como se eu não pudesse comprar uma passagem de avião. Embora a grande questão é se ele irá me receber se eu for vê-lo.
- Vai ficar tudo bem.
- Eu tenho dúvidas.
- Sim. Até agora... Eu tenho certeza que Naru não conseguia pensar em outras coisas. Ele estava completamente focado na busca do Gene.
- Seria bom se esse fosse o caso...
É. É verdade que ainda há alguma incerteza.
- Eu estou lhe dizendo, ainda há esperança. Há muito tempo atrás, você pegava o braço de Naru, certo? Ele não se livrava de você, então eu tenho certeza que deve significar alguma coisa.
Eu ouvi um suspiro da Masako.
- Eu acho que é diferente.
- Diferente?
- Parece que isso é só a personalidade de Naru.
- Huh?
- Parece que ele se sente extremamente desconfortável de ter alguém agarrando ele assim.
Hmm...
- Acho que ele não sabe o que fazer. A primeira vez que tomei o seu braço, ele congelou por aproximadamente um minuto.
Sentei-me. A toalha caiu e eu olhei para Masako.
- Sério?
Um minuto...
- Sério.
- ...... Huh. Mas muitas vezes você ia e pegava o braço dele, certo?
Masako desviou o olhar irritada.
- Eu pensei que eu estava sendo um pouco sem-vergonha mesmo, mas ele não entendeu.
- Ahh.
- Eu percebi que ele estava desconfortável com isso. Mas eu fiz um pouco para incomodá-lo.
- Esse tipo de forma distorcida de mostrar o seu interesse não é bom.
- Eu sei. Eu não tenho feito isso ultimamente, né?
- Boa menina. Mas se você não se apressar, eu vou voltar a entrar na guerra.
- Seja minha convidada.
Uau. Que confiante!
- Eu me pergunto se estaria tudo bem se eu levar isso a sério? De qualquer forma, eles têm a mesma aparência.
- Eu não vou perdê-lo para alguém com esse tipo de motivação.
- Ahahaha.
- Se você pretende voltar a entrar na guerra, você deve fazer algo sobre o seu rosto em primeiro lugar.
Ela apertou a toalha contra meus olhos novamente.
- Ok.
- Eu estou indo lá para ajudar, então certifique-se de se acalmar. Se você acabar chorando de novo, você vai ser um grande espetáculo. Sua base é a sua base depois de tudo.
- Você fica quieta. De qualquer forma, eu não sou tão bonita quanto você.
- Meu, por que você está apontando o óbvio neste momento?
- Sua...
Peguei a toalha dos meus olhos e pensei em bater nela, mas surpreendente ela já estava fora de alcance.
- Bom descanso.
Acenei a mão para aquele rosto lindo.
- Sim, sim. Vou descansar.
...... Eu estou bem. Eu não vou chorar.
Apesar de não existir uma despedida maior que essa, não é como se meus sentimentos por ele tivessem sido recusados. Acho que vou ficar triste por um tempo, mas vou superar isso.
Dói agora, realmente dói agora, mas é inevitável... As pessoas não podem estar sempre felizes. Sem dúvida todos têm esses tipos de experiências dolorosas, e eu acho que eles conseguiram superá-las. Sem dúvida, sobre isso que a vida é.
Embora minhas palavras sejam um pouco atrevidas.
- Eu me pergunto o que ele queria me dizer...
Essa é a única coisa que me incomodava.
As palavras de Gene da última vez que o vi.
"- Há algo que eu queria te dizer, mas..."
Não é como se todos os mistérios tivessem sido revelados. Isso também poderia ser a vida.

****

Agora meus comentários!!
E esse é o capítulo 15! A parte 4 ficou estranha, mas é que em inglês estava assim! Acho que foi outra pessoa que fez a tradução para inglês pois não segue o padrão das outras!
Nesse capítulo eu tiro meu chapéu (se eu usasse chapéu...) para o Naru! Ele foi bem bacana com a Mai. E eu acho que ela é a única que tem alguma chance com ele! - Masako pode procurar um bofe novo para dar em cima! 
Quando ela confessou para ele, ele não deu um fora nela! E foi bem bacana de ter ficado ao lado dela enquanto ela chorava. 
Outra coisa é a interação entre os dois! Ela é a única pessoa que ele trata com intimidade! Não só de chamar pelo primeiro nome e sem honoríficos (o que no Japão é muita coisa, mas pra mim não é! rs) ele também brinca com ela e sempre responde as perguntas dela, mesmo que às vezes ele dê uma resposta meio grossa, pelo menos ele responde, coisa que não faz com os outros.
E mais uma coisa, ele vai atrás dela! Casualmente, mas  ele vem até ela para conversar.
Quem tomou o fora nesse capítulo foi ele!! Pobre Naru, mais uma vez o Gene passou ele pra trás! Hahaha
Apesar de no capítulo anterior a Mori-san ter dito que Naru se sentia incomodado até com Gene eu acho que não era nada disso! O fato dele ter procurado tanto pelo corpo do irmão e de ainda estar de luto mostra a tristeza dele! Ele só não demonstra da mesma forma que outras pessoas. Talvez pelo fato dele saber que Gene ainda "vive" em outro lugar!
Meus devaneios ficaram longos dessa vez...
E no próximo post o epílogo!!

domingo, 25 de novembro de 2012

Volume 8 - Capítulo 14


Capítulo 14 - 14 de agosto 05:00-18:00

Parte 1

Por que Mori-san estava aqui?
Rapidamente percebi o porquê. Eu descaradamente segui Naru, que rapidamente andou em direção a Mori-san, foi quando notei três figuras um pouco mais distante dela.
Eram ...Duas pessoas conversando com Lin-san. Um homem de meia-idade e uma mulher. Eles eram... estrangeiros. Por que pessoas estrangeiras estavam aqui?
Eu meio que tinha a sensação de que sabia o porquê e logo tive certeza. Naru foi direto para onde eles estavam.
A mulher abraçou Naru. O homem colocou o braço sobre seus ombros...
Eu sabia muito bem quem seria capaz de fazer algo assim tão facilmente.
- Há quanto tempo! - Mori-san veio até onde eu estava.
- Sim, faz tempo... Mori-san, aquelas pessoas são os pais do Naru?
Mori-san sorriu gentilmente e olhou para Lin-san, que tinha se juntado a nós.
- Tudo bem se os apresentássemos?
Lin concordou em resposta à sua pergunta.
-Certo. Eu vou apresentá-los. Mais tarde.
Eu não tinha ideia de quanto tempo levava a viagem de Inglaterra para o Japão. Mesmo assim, deve ter sido uma jornada difícil. Ir para o lugar onde seu filho desapareceu e onde seu corpo provavelmente estava. O reencontro com seu outro filho, que normalmente não estaria vivendo em outro país tão distante.
- Estão todos bem?
- Sim.
Então nesse caso eu acho que vou cumprimentá-los.
Mori-san lançou um olhar rápido para o lado, e eu olhei também. Parecia que a mãe do Naru estava chorando.
- Não vamos incomodá-los.
- Você está certa.
Quando voltei para a cabine com Mori-san, todo mundo ainda estava descansando por lá.
- Mori-san.
- Oh.
- Quanto tempo.
Mori-san sorriu e cumprimentou todos.
- O que a traz aqui?
Quando Bou-san perguntou, ela explicou que trouxe os pais do Naru. Ignorando os outros que estavam conversando animadamente, eu puxei Masako para o lado.
- Ei ei.
- O que foi?
- Uma vez você foi capturada e Naru apareceu para tranquilizá-la, certo?
Masako olhou para os lados por um momento antes de baixar a voz dela.
- Sim. O que tem isso?
- Não foi Naru. Você sabia disso?
- Foi o Naru.
- Não foi. Aparentemente, foi o irmão mais velho dele.
- Isso não é possível. Afinal, era o Naru.
Sim, eu entendi como ela se sentia dizendo isso.
- Não foi. Foi seu irmão mais velho... Seu irmão gêmeo.
- Gêmeo?!
Masako exclamou e toda a conversa atrás dela foi imediatamente interrompida.
- Quem são os gêmeos? - Yasuhara-san perguntou.
Mori-san riu.
- Ahh, Naru e Gene, né?
- O irmão mais velho, era irmão mais velho gêmeo?
- É isso mesmo. Eles são gêmeos idênticos.
- Uau. - Yasuhara-san murmurou – Havia dois desses caras? Devia ser uma visão e tanto.
Verdade.
- Mesmo que eles fossem gêmeos, existem alguns gêmeos que não se parecem muito, certo?
Mori-san riu levemente do comentário da Ayako.
- Eles eram parecidos. Muitas vezes, quando você coloca os gêmeos ao lado um do outro, eles não são tão parecidos assim, mas os dois eram realmente muito semelhantes. Eu acho que é bastante incomum gêmeos tão iguais.
Gostaria de saber como é ter um irmão gêmeo. Eu não tinha certeza, mas eu achava que seria um relacionamento ainda mais próximo do que de irmãos comuns.
- Eu me pergunto se a personalidade do Naru tornou-se assim... por causa da morte de seu irmão.
Eu poderia até entender se esse fosse o caso, mas...
- Não. - Mori-san tinha um olhar um pouco surpreso no rosto. - Naru sempre foi assim.
Huh.
- Sempre foi assim? Não foi por causa de algum passado sombrio que ele se tornou amargurado em relação ao mundo?
- Eu acho que não. Naru é assim desde criança. Gene disse isso, então acredito que seja verdade.
Sério...
Mori-san olhou para o teto como se perdida em pensamentos.
- É verdade... Gêmeos tão similares por fora são bastante raros, e gêmeos com personalidades tão diferentes também são.
- Por "diferente"...
- Opostos completos.
Ihh. Se um lado é assim, então o oposto disso. Muito gentil, simpático e modesto...
- Como um anjo?
- Não tanto. - Mori-san riu.
- ... Na verdade, ele provavelmente tinha uma personalidade muito normal. Mas porque a sua outra metade era assim, ele parecia ser muito bem educado.
Bem, sim, sem dúvida.
- Ao contrário do Naru, ele era do tipo alegre. E ele se dava bem com os outros.
Uh huh.
- Ele era também um pouco brincalhão.
- Ele muitas vezes trocava de lugar com Naru e pregava peças nas pessoas. Naru não é do tipo de fazer essas brincadeiras, então provavelmente Gene que tinha essas ideias.
- ... Isso é uma personalidade bem inesperada.
Pensar que alguém com a mesma cara do Naru fazia algo assim... Minha cabeça começou a doer.
- Ele era um pouco como você, Taniyama-san. - Mori-san disse com um sorriso caloroso.
Eh ......?
- Como eu?
- É. Só que um pouco mais quieto.
Sinto muito se eu sou tagarela.
- Lin-san também disse isso. Que vocês eram parecidos.
- ...... Huh ...
- Você rapidamente se envolve com os problemas dos clientes, certo Taniyama-san? E você ri ou chora com eles?
Umm... Isso é como eu sou.
- Esse aspecto é semelhante. Por isso, todos abriam seus corações para ele...
- Isso não o torna perfeito, então? - Yasuhara-san disse isso.
- Com aquela aparência, juntamente com uma boa personalidade, ele não tinha nada a temer.
Mori-san sorriu um pouco ironicamente.
- Esse tipo de criança não sobrevive por muito tempo... É apenas a maneira como as coisas são.
Silêncio. O sol se pôs rapidamente e tudo no quarto caiu na sombra.

Parte 2

- Sem dúvida, independentemente do que disseram, eles devem ter sido muito próximos.
Eu falei isso para ninguém em particular, mas Mori-san sorriu ironicamente.
- Hmmm ... Eu me pergunto sobre isso. É verdade que a pessoa mais próxima de Naru era Gene.
- E as brigas entre irmãos?
- Ocasionalmente. Embora geralmente era unilateral por parte do Naru, que ficava com raiva.
Oh querido.
- É... Eu acho que Naru não se sentia muito confortável com o Gene.
- Mesmo eles sendo irmãos?
- Sim. Basicamente, Naru não gosta de se envolver com os outros. Acho que ele é do tipo que prefere ficar sozinho, independentemente se a outra pessoa é o seu irmão ou seus pais. Ele fica mais feliz quando está fazendo pesquisas e vê todo o resto como um incômodo.
Hmmm...
- Mas, enquanto outras pessoas podem deixá-lo sozinho, isso não funciona da mesma forma com a família. Se você parece estar doente, eles vão se preocupar, ou se você fizer algo errado, eles vão repreendê-lo.
- Eles não se afastam só porque você disse que não é da conta deles, certo?
- Sim, isso realmente não funciona para a família. Afinal, você os vê todos os dias. Se forem outras pessoas, é apenas uma questão de cortar os laços, mas você realmente não pode fazer isso com a família.
Bem sim...
- Então, se Gene odiasse Naru, eles teriam apenas se tornado irmãos que não se dão bem, mas Gene era o tipo de pessoa que ninguém odiava.
- Huh...
- Assim, para ser honesta, fiquei surpresa quando Naru disse que ia procurar o corpo do Gene. Eu não esperava que ele fizesse isso.
Se Mori-san estava falando assim, ele devia estar muito convicto.
- Quando ele veio para o Japão?
- Cerca de três meses antes da Taniyama-san começar a trabalhar com eles.
- Umm, como você sabe tanto sobre o Naru, Mori-san?
Mori-san olhou para mim.
- Verificação de antecedentes?!
- Tá. Desta vez eu admito derrota.
Quando eu disse isso Mori-san riu alto.
- Eu sou, bem só para deixar claro, eu sou a chefe dele.
Che...chefe?
Bou-san se inclinou para frente.
- Vo... Você quer dizer na “SPR”?
- Sim. Eu sou a chefe do laboratório de pesquisas de campo.
Uauuu!
- Então Naru é um membro da equipe de pesquisas lá?
- Isso mesmo. Naru e Lin.
E dizendo isso, um sorriso triste atravessou o rosto de Mori-san.
- E Eugene.
Então era assim...
- E é por isso que você era a mestre do Naru.
- É isso mesmo, no passado. Eu lhe ensinei como usar as câmeras, mas em algum momento ele me superou. Graças a isso, meu trabalho agora é reunir todos os documentos que Naru me manda e apresentá-los para meus superiores.
- Huh ...
Se ela foi sua mestre e é sua chefe, não admira que ele não pode desobedecê-la. Nem Naru nem Lin.
- E o Lin-san também mora na Inglaterra? Não em Hong Kong?
- É isso mesmo. A família do Lin é uma das que fugiram de Hong Kong. Aparentemente, seus parentes estavam faz tempo na Inglaterra, e a família de Lin foi a única que tinha ficado para trás. Porque sua família sempre foi um pouco obstinada.
- Obstinada?
- Eles odeiam os japoneses, e eles odeiam os britânicos.
Hmm ... Eu já sabia que ele odiava os japoneses, mas que também odiava os britânicos... Eu me pergunto se ele está carregando o rancor das guerras do ópio? Mas ainda assim, pobre Lin-san... Tendo que viver em países que ele odeia.
- Londres, então? - Eu perguntei, mas eu não sei os nomes de muitos lugares na Inglaterra...
- A família do Lin mora lá. Mas Lin vive em Cambridge.
Eu não tinha idéia de onde era Cambridge ou como era.
- A “SPR” não fica em Londres? - Bou-san entrou na conversa, e Mori-san assentiu.
- É isso mesmo. A sede é em Londres. O laboratório é em Cambridge. Lin é um membro de pesquisa no laboratório de Cambridge, e também um estudante de graduação na Universidade de Cambridge.
- Huh... Isso significa que Naru, também?
- É isso mesmo. Sem mencionar que seu pai é professor em Cambridge.
Ahh, é isso. Cambridge... Universidade de Cambridge.


Parte 3

Bou-san se junta à conversa de Mai e Madoka e tenta falar de assuntos mais graves, incluindo a idade Lin (ele é mais velho do que Bou-san, para alívio de Bou-san) e sobre o vídeo que foi gravado do Naru jogando a massa de alumínio na parede. Madoka explicou como no passado, Naru não tinha problemas com seu PK porque Gene atuava como um amplificador para ele. Madoka mesmo não entendia muito bem como funcionava, mas explicou que Naru lançava uma pequena semente de energia para Gene que depois de amplificá-la a enviava de volta. Depois de repetir isso várias vezes, aumentava muito em relação a semente original para Naru não acabar se esgotando ao usar seu PK.
Madoka alertou a todos para ter cuidado em não deixar vazar qualquer informação para a mídia. Quando perguntada por que, Madoka explicou que, enquanto não pegassem o culpado pela morte do Gene, era muito perigoso para Naru que se parecia muito com o irmão.
Madoka, então comentou sobre Bou-san ser fã Dr. Davis. E depois de um breve silêncio, todos caíram na gargalhada. Eles o provocaram sobre como ele poderia facilmente pedir um autógrafo para o Dr. Davis já que ele conhecia e que o próprio Davis sabia como Bou-san se sentia pois ele foi bastante franco ao expressar sua opinião na frente do Naru. Bou-san parecia verdadeiramente patético quando ele pediu para os outros não mencionarem, já que ele estava se esforçando para esquecer isso. E, quando todos estavam gargalhando, Lin apareceu na cabine procurando pela Madoka. Ele então contou a ela que encontraram o corpo. Todo mundo se levantou ao ouvir a notícia.


***

E esse é todo o capítulo 14....
A parte 3 foi a tradução resumida e mequetrefe que eles fizeram! rsrs
Aqui no livro a Madoka esclarece mais algumas coisas sobre Naru, Gene e Lin-san. Mas achei meio ilógico ela comparar a Mai com o Gene! Ela mal conviveu com a Mai... No mangá quem faz a comparação é o Naru. 
Achei muito melhor, primeiro pq ele conhece muito bem os dois. Segundo pq ele fala e brinca com ela falando que Gene era menos barulhento (muito mais lógico ele falar assim com ela, do que a Madoka, que mal conhece a Mai, então acho esse comportamento meio estranho numa cultura tão cerimoniosa qto a japonesa) E terceiro, pq assim mostra um lado melhor do Naru, se abrindo com a Mai.
Vou continuar com o livro e depois faço o mangá! Aí vocês decidem qual versão preferem!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...