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domingo, 25 de novembro de 2012

Volume 8 - Capítulo 14


Capítulo 14 - 14 de agosto 05:00-18:00

Parte 1

Por que Mori-san estava aqui?
Rapidamente percebi o porquê. Eu descaradamente segui Naru, que rapidamente andou em direção a Mori-san, foi quando notei três figuras um pouco mais distante dela.
Eram ...Duas pessoas conversando com Lin-san. Um homem de meia-idade e uma mulher. Eles eram... estrangeiros. Por que pessoas estrangeiras estavam aqui?
Eu meio que tinha a sensação de que sabia o porquê e logo tive certeza. Naru foi direto para onde eles estavam.
A mulher abraçou Naru. O homem colocou o braço sobre seus ombros...
Eu sabia muito bem quem seria capaz de fazer algo assim tão facilmente.
- Há quanto tempo! - Mori-san veio até onde eu estava.
- Sim, faz tempo... Mori-san, aquelas pessoas são os pais do Naru?
Mori-san sorriu gentilmente e olhou para Lin-san, que tinha se juntado a nós.
- Tudo bem se os apresentássemos?
Lin concordou em resposta à sua pergunta.
-Certo. Eu vou apresentá-los. Mais tarde.
Eu não tinha ideia de quanto tempo levava a viagem de Inglaterra para o Japão. Mesmo assim, deve ter sido uma jornada difícil. Ir para o lugar onde seu filho desapareceu e onde seu corpo provavelmente estava. O reencontro com seu outro filho, que normalmente não estaria vivendo em outro país tão distante.
- Estão todos bem?
- Sim.
Então nesse caso eu acho que vou cumprimentá-los.
Mori-san lançou um olhar rápido para o lado, e eu olhei também. Parecia que a mãe do Naru estava chorando.
- Não vamos incomodá-los.
- Você está certa.
Quando voltei para a cabine com Mori-san, todo mundo ainda estava descansando por lá.
- Mori-san.
- Oh.
- Quanto tempo.
Mori-san sorriu e cumprimentou todos.
- O que a traz aqui?
Quando Bou-san perguntou, ela explicou que trouxe os pais do Naru. Ignorando os outros que estavam conversando animadamente, eu puxei Masako para o lado.
- Ei ei.
- O que foi?
- Uma vez você foi capturada e Naru apareceu para tranquilizá-la, certo?
Masako olhou para os lados por um momento antes de baixar a voz dela.
- Sim. O que tem isso?
- Não foi Naru. Você sabia disso?
- Foi o Naru.
- Não foi. Aparentemente, foi o irmão mais velho dele.
- Isso não é possível. Afinal, era o Naru.
Sim, eu entendi como ela se sentia dizendo isso.
- Não foi. Foi seu irmão mais velho... Seu irmão gêmeo.
- Gêmeo?!
Masako exclamou e toda a conversa atrás dela foi imediatamente interrompida.
- Quem são os gêmeos? - Yasuhara-san perguntou.
Mori-san riu.
- Ahh, Naru e Gene, né?
- O irmão mais velho, era irmão mais velho gêmeo?
- É isso mesmo. Eles são gêmeos idênticos.
- Uau. - Yasuhara-san murmurou – Havia dois desses caras? Devia ser uma visão e tanto.
Verdade.
- Mesmo que eles fossem gêmeos, existem alguns gêmeos que não se parecem muito, certo?
Mori-san riu levemente do comentário da Ayako.
- Eles eram parecidos. Muitas vezes, quando você coloca os gêmeos ao lado um do outro, eles não são tão parecidos assim, mas os dois eram realmente muito semelhantes. Eu acho que é bastante incomum gêmeos tão iguais.
Gostaria de saber como é ter um irmão gêmeo. Eu não tinha certeza, mas eu achava que seria um relacionamento ainda mais próximo do que de irmãos comuns.
- Eu me pergunto se a personalidade do Naru tornou-se assim... por causa da morte de seu irmão.
Eu poderia até entender se esse fosse o caso, mas...
- Não. - Mori-san tinha um olhar um pouco surpreso no rosto. - Naru sempre foi assim.
Huh.
- Sempre foi assim? Não foi por causa de algum passado sombrio que ele se tornou amargurado em relação ao mundo?
- Eu acho que não. Naru é assim desde criança. Gene disse isso, então acredito que seja verdade.
Sério...
Mori-san olhou para o teto como se perdida em pensamentos.
- É verdade... Gêmeos tão similares por fora são bastante raros, e gêmeos com personalidades tão diferentes também são.
- Por "diferente"...
- Opostos completos.
Ihh. Se um lado é assim, então o oposto disso. Muito gentil, simpático e modesto...
- Como um anjo?
- Não tanto. - Mori-san riu.
- ... Na verdade, ele provavelmente tinha uma personalidade muito normal. Mas porque a sua outra metade era assim, ele parecia ser muito bem educado.
Bem, sim, sem dúvida.
- Ao contrário do Naru, ele era do tipo alegre. E ele se dava bem com os outros.
Uh huh.
- Ele era também um pouco brincalhão.
- Ele muitas vezes trocava de lugar com Naru e pregava peças nas pessoas. Naru não é do tipo de fazer essas brincadeiras, então provavelmente Gene que tinha essas ideias.
- ... Isso é uma personalidade bem inesperada.
Pensar que alguém com a mesma cara do Naru fazia algo assim... Minha cabeça começou a doer.
- Ele era um pouco como você, Taniyama-san. - Mori-san disse com um sorriso caloroso.
Eh ......?
- Como eu?
- É. Só que um pouco mais quieto.
Sinto muito se eu sou tagarela.
- Lin-san também disse isso. Que vocês eram parecidos.
- ...... Huh ...
- Você rapidamente se envolve com os problemas dos clientes, certo Taniyama-san? E você ri ou chora com eles?
Umm... Isso é como eu sou.
- Esse aspecto é semelhante. Por isso, todos abriam seus corações para ele...
- Isso não o torna perfeito, então? - Yasuhara-san disse isso.
- Com aquela aparência, juntamente com uma boa personalidade, ele não tinha nada a temer.
Mori-san sorriu um pouco ironicamente.
- Esse tipo de criança não sobrevive por muito tempo... É apenas a maneira como as coisas são.
Silêncio. O sol se pôs rapidamente e tudo no quarto caiu na sombra.

Parte 2

- Sem dúvida, independentemente do que disseram, eles devem ter sido muito próximos.
Eu falei isso para ninguém em particular, mas Mori-san sorriu ironicamente.
- Hmmm ... Eu me pergunto sobre isso. É verdade que a pessoa mais próxima de Naru era Gene.
- E as brigas entre irmãos?
- Ocasionalmente. Embora geralmente era unilateral por parte do Naru, que ficava com raiva.
Oh querido.
- É... Eu acho que Naru não se sentia muito confortável com o Gene.
- Mesmo eles sendo irmãos?
- Sim. Basicamente, Naru não gosta de se envolver com os outros. Acho que ele é do tipo que prefere ficar sozinho, independentemente se a outra pessoa é o seu irmão ou seus pais. Ele fica mais feliz quando está fazendo pesquisas e vê todo o resto como um incômodo.
Hmmm...
- Mas, enquanto outras pessoas podem deixá-lo sozinho, isso não funciona da mesma forma com a família. Se você parece estar doente, eles vão se preocupar, ou se você fizer algo errado, eles vão repreendê-lo.
- Eles não se afastam só porque você disse que não é da conta deles, certo?
- Sim, isso realmente não funciona para a família. Afinal, você os vê todos os dias. Se forem outras pessoas, é apenas uma questão de cortar os laços, mas você realmente não pode fazer isso com a família.
Bem sim...
- Então, se Gene odiasse Naru, eles teriam apenas se tornado irmãos que não se dão bem, mas Gene era o tipo de pessoa que ninguém odiava.
- Huh...
- Assim, para ser honesta, fiquei surpresa quando Naru disse que ia procurar o corpo do Gene. Eu não esperava que ele fizesse isso.
Se Mori-san estava falando assim, ele devia estar muito convicto.
- Quando ele veio para o Japão?
- Cerca de três meses antes da Taniyama-san começar a trabalhar com eles.
- Umm, como você sabe tanto sobre o Naru, Mori-san?
Mori-san olhou para mim.
- Verificação de antecedentes?!
- Tá. Desta vez eu admito derrota.
Quando eu disse isso Mori-san riu alto.
- Eu sou, bem só para deixar claro, eu sou a chefe dele.
Che...chefe?
Bou-san se inclinou para frente.
- Vo... Você quer dizer na “SPR”?
- Sim. Eu sou a chefe do laboratório de pesquisas de campo.
Uauuu!
- Então Naru é um membro da equipe de pesquisas lá?
- Isso mesmo. Naru e Lin.
E dizendo isso, um sorriso triste atravessou o rosto de Mori-san.
- E Eugene.
Então era assim...
- E é por isso que você era a mestre do Naru.
- É isso mesmo, no passado. Eu lhe ensinei como usar as câmeras, mas em algum momento ele me superou. Graças a isso, meu trabalho agora é reunir todos os documentos que Naru me manda e apresentá-los para meus superiores.
- Huh ...
Se ela foi sua mestre e é sua chefe, não admira que ele não pode desobedecê-la. Nem Naru nem Lin.
- E o Lin-san também mora na Inglaterra? Não em Hong Kong?
- É isso mesmo. A família do Lin é uma das que fugiram de Hong Kong. Aparentemente, seus parentes estavam faz tempo na Inglaterra, e a família de Lin foi a única que tinha ficado para trás. Porque sua família sempre foi um pouco obstinada.
- Obstinada?
- Eles odeiam os japoneses, e eles odeiam os britânicos.
Hmm ... Eu já sabia que ele odiava os japoneses, mas que também odiava os britânicos... Eu me pergunto se ele está carregando o rancor das guerras do ópio? Mas ainda assim, pobre Lin-san... Tendo que viver em países que ele odeia.
- Londres, então? - Eu perguntei, mas eu não sei os nomes de muitos lugares na Inglaterra...
- A família do Lin mora lá. Mas Lin vive em Cambridge.
Eu não tinha idéia de onde era Cambridge ou como era.
- A “SPR” não fica em Londres? - Bou-san entrou na conversa, e Mori-san assentiu.
- É isso mesmo. A sede é em Londres. O laboratório é em Cambridge. Lin é um membro de pesquisa no laboratório de Cambridge, e também um estudante de graduação na Universidade de Cambridge.
- Huh... Isso significa que Naru, também?
- É isso mesmo. Sem mencionar que seu pai é professor em Cambridge.
Ahh, é isso. Cambridge... Universidade de Cambridge.


Parte 3

Bou-san se junta à conversa de Mai e Madoka e tenta falar de assuntos mais graves, incluindo a idade Lin (ele é mais velho do que Bou-san, para alívio de Bou-san) e sobre o vídeo que foi gravado do Naru jogando a massa de alumínio na parede. Madoka explicou como no passado, Naru não tinha problemas com seu PK porque Gene atuava como um amplificador para ele. Madoka mesmo não entendia muito bem como funcionava, mas explicou que Naru lançava uma pequena semente de energia para Gene que depois de amplificá-la a enviava de volta. Depois de repetir isso várias vezes, aumentava muito em relação a semente original para Naru não acabar se esgotando ao usar seu PK.
Madoka alertou a todos para ter cuidado em não deixar vazar qualquer informação para a mídia. Quando perguntada por que, Madoka explicou que, enquanto não pegassem o culpado pela morte do Gene, era muito perigoso para Naru que se parecia muito com o irmão.
Madoka, então comentou sobre Bou-san ser fã Dr. Davis. E depois de um breve silêncio, todos caíram na gargalhada. Eles o provocaram sobre como ele poderia facilmente pedir um autógrafo para o Dr. Davis já que ele conhecia e que o próprio Davis sabia como Bou-san se sentia pois ele foi bastante franco ao expressar sua opinião na frente do Naru. Bou-san parecia verdadeiramente patético quando ele pediu para os outros não mencionarem, já que ele estava se esforçando para esquecer isso. E, quando todos estavam gargalhando, Lin apareceu na cabine procurando pela Madoka. Ele então contou a ela que encontraram o corpo. Todo mundo se levantou ao ouvir a notícia.


***

E esse é todo o capítulo 14....
A parte 3 foi a tradução resumida e mequetrefe que eles fizeram! rsrs
Aqui no livro a Madoka esclarece mais algumas coisas sobre Naru, Gene e Lin-san. Mas achei meio ilógico ela comparar a Mai com o Gene! Ela mal conviveu com a Mai... No mangá quem faz a comparação é o Naru. 
Achei muito melhor, primeiro pq ele conhece muito bem os dois. Segundo pq ele fala e brinca com ela falando que Gene era menos barulhento (muito mais lógico ele falar assim com ela, do que a Madoka, que mal conhece a Mai, então acho esse comportamento meio estranho numa cultura tão cerimoniosa qto a japonesa) E terceiro, pq assim mostra um lado melhor do Naru, se abrindo com a Mai.
Vou continuar com o livro e depois faço o mangá! Aí vocês decidem qual versão preferem!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 4


Parte 4

- ... Espere! - Não pude deixar de gritar. - Kirishima-sensei, por favor, espere.
Ele se virou.
- Não vá, por favor, não faça isso!
Ele caminhou de volta da passagem escura, seu rosto coberto de sombras escuras. Por que foi que o que eu vi foi um rosto sombrio e trágico? O rosto cheio de gentileza de agora há pouco não existia mais.
- Você não pode levar as crianças pra lá. Sensei e as crianças estão mortos!
Em um instante ele estava ao meu lado.
- Por favor, entenda, todo mundo já está morto. Mesmo que vocês voltem para a escola não há nada além de dor... Eles não conseguirão achar nenhum conforto. Eles não podem ir para suas casas, eles não podem ver as suas mães também... Só irão sofrer. Fazer isso não é bom!
Ele estendeu a mão e agarrou o meu ombro com força e me puxou para dentro.
- Sensei!
Eu fui forçada a entrar. Depois disso, a sala de aula apareceu na minha frente.
Eu estava na frente do quadro negro. Dezoito mesas alinhadas, com as crianças sentadas. Eu enfrentei o olhar de dezoito crianças.
- Permitam-me apresentar uma estudante transferida!
Sensei disse ao olhar para mim. Um sorriso gentil apareceu em seu rosto.
- Esta é Taniyama. Por favor, tratem ela bem.
- Sim! - Toda a classe respondeu.
Sensei me empurrou para o centro da sala de aula. Cada criança estava com um sorriso feliz.
- Taniyama é muito mais velha que vocês, por isso, se você tiverem quaisquer problemas podem se aproximar dela para discutir o assunto. Taniyama, todo mundo está contando com você.
Fui obrigada a sentar em uma cadeira pequena. Ao meu lado, uma das crianças sorria alegremente.
- Sensei... Não! Você não pode fazer isso. - Eu levantei minha cabeça. Uma menina apareceu ao lado de Kirishima-sensei.
- Sensei, parece que temos exatamente 40 pessoas agora.
Sensei afagou a cabeça da menina.
- Incrível. Você têm contado com tanta precisão.
- Sim!
- Sensei! - uma outra criança chamou. - Se é assim, então isso significa que podemos ter outra classe?
- Sim. Quase podemos começar outra classe já.
- Mas, não temos outros professores! Nós temos duas classes, mas se houver apenas um professor, vai ser muito estranho.
- Não será um problema. - Sensei sorriu. - Há alguém que pode ser um professor.
- Sério?
- Realmente. O número de professores vai aumentar em breve. Teremos que montar uma sala de professores.
- Incrível! A escola vai ficar cheia de novo, sensei.
- De fato!
Eu assisti esse diálogo triste entre professor e aluno.
A tragédia repentina criou tantos espíritos feridos e uma escola solitária. Eles estão se sentindo sozinhos, e como a escola é o seu único mundo agora, eles acham que seria bom se ficasse cheia. Mas como não ingressarão novos alunos, eles esperam pelos alunos transferidos.
- Kirishima-sensei, por favor pare com isso.
Sensei olhou para mim, perplexo.
- Por favor, não continue assim! Mesmo se o número de alunos nas escola aumentar, isso não vai parar essa solidão. A solidão de todos não é por causa do baixo número de alunos na escola, mas porque todo mundo já não está vivo!
- O que você está falando?
Sensei estava sorrindo. Seus olhos brilharam.
- Todo mundo já está morto! Foi um acidente que aconteceu durante a viagem da escola... Todos já está morto! Parece que vocês se esqueceram, mas tente lembrar. Senão vocês ficarão sozinhos e sofrendo aqui para sempre.
- O que você está falando?
- Eu entendo seus sentimentos, sensei. É horrível que essas pequenas crianças tenham morrido subitamente. Eles morreram com horror e dor. Eu posso entender este tipo de sentimento. Mas isso só vai fazer o seu sofrimento aumentar. Só vai trazer a mesma dor aos alunos transferidos.
- Taniyama, você é realmente uma criança estranha.
- Por favor, tentem se lembrar!
Olhei para as crianças que olhavam para mim. De alguma forma, a classe havia aumentado para 39 alunos.
- Por causa de um acidente assustador, todo mundo já está morto!
De repente, um menino sentado na primeira fila começou a chorar. Como se fosse contagioso, os outros alunos também começaram a chorar.
- É muito doloroso, muito trágico? Mas os estudantes transferidos que foram trazidos aqui também estão na mesma dor. Se você quer se livrar da dor, a única maneira é ir para o outro lado da ponte. Se você atravessar o rio, a dor e o sofrimento desaparecerá. Independentemente do que você faz aqui, a angústia não vai desaparecer.
A sala de aula estava cheia com o som de choro. Embora eu me sentissse intimidando outras pessoas, esta foi a minha única escolha para dar a salvação a todos.
- Se vocês quiserem se livrar da dor, tem que ir para o céu! Trazendo mais amigos e fazendo eles sofrerem não irá diminuir sua dor.
De repente, alguém agarrou meu pulso.
- Você é realmente uma criança desobediente. Você fez todos chorararem. Você não sente pena?
- Claro que eu me sinto mal. Mas por causa do jeito que eles estão presos a essa vida. Eles nunca voltarão para casa, e continuando aqui eles nunca encontrarão seus familiares de novo. Isso é muito triste.
Eu continuei:
- Meus pais já estão mortos. Se eles estivessem presos como vocês, eu me sentiria muito triste. Mesmo que se esquecessem de mim, eu gostaria que eles fossem capazes de atravessar essa ponte e serem felizes! Ninguém aqui quer voltar pra casa? Ninguém quer ver seus pais de novo?
A sala estava cheia de gritos. Certo! Se todo mundo não se esqueceu, se era assim, não estariam apenas sofrendo?!
- É tudo mentira! - Kirishima-sensei gritou em voz alta. – Essa coisa de morte é mentira! Não acreditem. Isso nunca aconteceria no meu mundo.
- Sensei, pare!
- Não se meta com os meus alunos!
De repente, algo voou, e atingiu meu corpo. Embora não houvesse nenhum ferimento, senti uma dor penetrante na alma. Meu corpo estava paralisado.
- Sensei! Por favor, pense com cuidado sobre isso!
- Cale-se! Eu e as crianças estamos bem assim!
Bang! Algo voou para mim mais uma vez, e expulsou-me para o corredor. E eu ouvi a voz do Naru:
- Mai! Volte!
- Volte para onde?
- Lembre-se de seu próprio corpo!

Fim do capítulo 8

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 3


Parte 3

Seguindo as instruções de Naru, eu enrolei meu corpo e coloquei toda a minha energia nisso, então eu controlei minha respiração uniformemente.
Então, seguindo a ordem, eu deixei meu corpo relaxar: primeiro as mãos, depois os braços. Eu coloquei minhas mãos na frente do meu peito e apertei meus dedos com força. Então minhas mãos relaxaram... Depois disso, meus pés... Que cairam imediatamente após eu eliminar a energia deles. E então meu abdômen.
Depois de liberar a energia em meu pescoço, minha cabeça pendeu imediatamente. Sem me mover, eu respirei, e senti meu corpo quase flutuar, como se não tivesse peso.
Depois disso, meu corpo sacudiu.
- ...
Foi um choque intenso que jogou meu corpo para um lado e me deixou sem respiração. Eu abri meus olhos, estava escuro como breu.
O que aconteceu? Eu falhei?
Olhando ao redor da escuridão impenetrável que me rodeava, o meu sentimento de pânico aumentava; pequenas vozes podiam ser ouvidas.
Abrindo meus olhos, eu me concentrei e tentei ouvir.
Depois que meus olhos se acostumaram à escuridão, aos poucos, pude ver a cena em volta de mim de forma clara. Ao mesmo tempo, eu também podia ouvir as vozes claramente.
Havia filas de bancos... Era dentro de um ônibus. Os assentos tinham se soltado e se espalhado, as janelas do veículo estavam todas quebradas, o ônibus também estava inclinado, e todo o veículo estava cheio de gemidos e gritos.
- Mariko! - Eu ouvi uma voz de homem.
- Tsumura, Takato!
Um homem se levantou de um assento mais dianteiro.
- Você está bem? Está todo mundo bem?
Levantou-se, então andou para trás e pegou a menina no banco de trás.
- Ai, abra seus olhos, você está bem?
O chamado soou como um apelo, um apelo cheio de tristeza para que todos estivessem sãos e salvos.
A menina estava exausta, e soltou um gemido fraco. Seu apelo não pode passar através do ouvido da menina.
- Mika! Masami!
Ele levou Ai para trás, enquanto cambaleava. Na cabine, os assentos haviam caído em todas as direções. Ele olhou para as crianças, carregando Ai, caminhou até Tsumura, que estava no corredor, e ajoelhou-se perto dele. Ele segurava Ai em uma mão e Tsumura na outra. Ele olhou para a cena trágica em torno dele: o ônibus destruído e os gritos de 18 crianças antes da morte.
Ele chamava os nomes das crianças enquanto recolhia seus pequenos corpos. Obviamente, ele não conseguiu segurar tantas crianças em seus braços, mas ele ainda tentou abraçá-los contra o peito.
- Por que... Como isso pode acontecer?
Eu o ouvi chorar. Foi a primeira vez que ouvi o choro de homem adulto.
- Por... Por que isso aconteceu?
As crianças chamavam baixinho pelo seu professor.
- Aii...
- Sensei...
Os gritos cheios de dor das crianças enchiam o ar. Ele caiu e chorou em angústia.
- Sensei... Eu estou com medo. - Mariko chorava enquanto segurava a sua camisa. Depois disso, todas crianças estenderam as pequenas mãos, implorando pela salvação.
- Dói, sensei.
- Estou com medo.
Ele olhou para as crianças em torno dele, e afagou um por um.
- Está tudo bem.
- Sensei.
- Não se preocupem, vamos voltar para a escola. Se voltarmos para a escola, vocês não precisarão mais sentir medo.
- Mas, isso dói, não consigo me mexer.
- Não se preocupe, sensei levará todo mundo de volta com segurança. Então, vamos voltar!
Ele sorriu para as crianças através de suas lágrimas.
Minha visão ficou turva, com as lágrimas derramadas. Pisquei os olhos. Um abismo escuro, de repente abriu dentro do ônibus. Eu vi quando ele segurou as mãos das crianças e caminhou para dentro.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 2


Parte 2

- Volte para o seu corpo primeiro e então tente novamente.
- Sim.
- Depois que você voltar, diminua a tensão do seu corpo e fique encolhida.
- Diminuir a tensão?
- Certo. Coloque toda sua energia nisso. Segure suas mãos bem na frente de seu peito.
- Assim? - Eu segui o que Naru disse. Ele assentiu.
- Isso. Depois disso, lentamente controle a sua respiração. Então, comece a dissipar sua energia pelas pontas dos dedos.
- Eu não entendi muito bem.
- Concentre toda a sua energia interior, respire lentamente. Enquanto você estiver respirando, foque sua consciência em contar sua respiração. Inspire, expire, em seguida, repita 3 vezes. Sinta a sua energia sair, a começar pelas pontas dos dedos.
- Três vezes, não é?
- Tudo bem você tentar várias vezes. Mas a cada três vezes, elimine um pouco mais de energia. Após as pontas dos dedos, os pulsos... Relaxe os ombros, depois os pés. Tal como com seus punhos e dedos, solte cada parte em ordem depois de um intervalo. Você entendeu?
- Sim, entendi!
- Depois que toda a energia dos seus membros for eliminada, será a vez da cintura e do abdômen. Embora sua postura fique um pouco estranho, não se preocupe com isso. Se você sente que vai cair , simplesmente deixe cair.
- Certo!
- Depois de ter lançado toda a energia até o pescoço, pense sobre o problema com Kirishima... Apenas um pensamento passageiro. Se você não conseguir sentir, pense nos espíritos na sala dos professores, em seguida, relacione com a palavra ‘Kirishima’, e isso deve funcionar.
- Eu entendi.
- Quando você estiver prestes a despertar, você tem que se lembrar do seu próprio corpo. Você tem que fazer isso para voltar em segurança para o seu próprio corpo.
- Ok. Vou tentar... Mas, como vou persuadi-lo?
Naru sorriu, um sorriso de príncipe.
- Mostre-lhe a luz.
- A luz?
- Sim. Eu não tenho certeza sobre isso. Mas de acordo com a ideologia que o céu e o inferno existem, eu acho que é a melhor forma de explicar. - Os seres humanos são feitos de ‘corpo’ e de ‘espírito’.
- Sim.
- Eu acho que o ‘espírito’ é feito de dois tipos de coisas: a ‘alma’ e o ‘ego’, ou ‘vontade’...
- ...
- O ‘ego’ é parecido com uma membrana transparente. A ‘alma’ se parece com a água, não tendo formato definido. O ‘ego’ envolve a ‘alma’ dando forma a ela e permitindo as ações. Como o ‘ego’ é transparente, a aparência ou a cor da ‘alma’ que está dentro do ‘ego’, pode ser vista. Precisa do ‘ego’ e da ‘alma’ juntos para produzir a forma de um espírito. É o que eu acho.
- Ai ...
- Em mais detalhes, a ‘alma’ é como a água, que é feita de hidrogênio e oxigênio. A alma também é feita de partículas de ‘sentimentos’. As partículas de 'sentimentos' podem ser positivas ou negativas. As positivas emitem luz e as negativas a absorvem.
- Então o 'sentimento' positivo é cheio de luz, enquanto o 'sentimento' negativo é escuro. É isso?
- Certo. De acordo com a ação da ‘alma’ os dois tipos de partículas são continuamente produzidos e divulgados através do 'ego' transparente. Você entendeu?
- Sim... Eu acho que sim.
- A partícula positiva é muito leve, ela sobe rapidamente, a partícula negativa é pesada e afunda. Então, partículas similares irão se atrairem, reunindo e ocupando um grande espaço, que seriam...
- Seriam o céu e o inferno, ou algo assim?
Naru assentiu.
- Depois que as pessoas morrem, elasperdem seu ‘corpo’ e se tornam apenas ‘espíritos’. Neste momento, se houver muitas partículas negativas, o ‘espírito’ seria pesado e afundaria, e vice-versa.
- Isso significa que Kirishima-sensei e as crianças abrigaram muitas partículas negativas, resultando nisso?
- O ‘espírito’ afunda de forma contínua, enquanto o 'sentimento' positivo quer flutuar para cima. Assim, o ‘espírito’ quer expulsá-los. Com isso, o ‘espírito’ se torna ainda mais pesado, e afunda mais rapidamente. Após isso sobram apenas partículas negativas.
- E isso é um espírito mal?
- Sim.
Dizendo isso, Naru abaixou a cabeça.
- Eles não queriam morrer, assim eles não aceitaram a realidade que eles já tinham morrido. Por causa do medo, tristeza, solidão e sofrimento... Querendo ficar nesse mundo por mais tempo, eles não conseguem se satisfazer, porque esse mundo já não é mais o deles.
- Isso é tão triste...
Um leve sorriso surgiu no rosto de Naru.
- Para salvá-los é preciso que sigam para a luz, e para isso precisam aumentar seus ‘sentimentos’ positivos. Se fizermos isso eles ficarão mais leves e conseguirão subir. Quanto mais ‘sentimentos’ positivos, mais leves e mais em paz eles ficarão.
- Mas, como posso fazer isso?
- Primeiro, você tem que se transformar a si mesma em luz, Mai.
- Transformar em luz?
- O ‘sentimento’ positivo é uma emoção morna e gentil. É necessário compaixaõ, mas você não pode sentir pena deles. Você precisa ter um sentimento gentil e puro, e falar com eles, como se fossem seus prórpios amigos. Se você fizer isso e tiver suas próprias partículas de positivo, eles começarão a emitir as deles também.
- Parece muito complicado.
Naru riu.
- Não é. Imagine você comunicando seus sentimentos de forma honesta e delicadamente, basta lembrar de algo que faz você se sentir bem. Embora existam pessoas que não tenham esse tipo de sentimento, mas você não é um deles, certo?
- Você acha?
- Há também pessoas que se afundam no pensamento negativo, que é também uma condição que afeta os espíritos. Embora isso não tenha nada a ver com a vida e a morte. O 'ego' das pessoas vivas é muito pesado, por isso é muito difícil passar partículas positivas para outras pessoas, independentemente de quantas você tentar passar. Esse é um dos motivos porque é tão difícil salvar pessoas vivas usando esse método.
- O ‘ego' dos mortos é mais fraco?
- Muito fraco. Acredite em si mesma. Você definitivamente pode fazê-lo.
- Sim!
Naru sorriu e se afastou.
De repente, senti que tinha retornado.
Estava completamente escuro ao meu redor, apenas a janela produzia um brilho fraco.
- Naru...?
Não tinha sido um sonho, eu realmente tinha encontrado com Naru. Ele estava aqui. Mas espera... Porque eu sai do meu corpo que eu encontrei com ele. Nem Naru conseguiria fazer isso. Era pra ele ter me colocado em transe, mas porque fomos separados ele não pode fazer isso.
Agora, pensando assim, quando eu visitei a Masako, quando ela havia sido capturado pelo espírito, ela disse que Naru tinha aparecido ao lado dela. Que ele estava lá para encorajá-la.
- Incrível. Queria ter visto isso.
Aquele sujeito pode realmente fazer algo assim...
Mas, o Naru que eu conheci quando eu deixei meu corpo era muito gentil Talvez... Quando você se torna um espírito, seu ‘ego’ fique leve. Se eu pudesse ver meus amigos só como ‘espíritos’ eu poderia ver seu eu verdadeiro mais facilmente?
Se o Naru que eu vejo nos meus sonhos é um ‘espírito’, então... é possível que lá dentro ele seja uma pessoa realmente gentil...
- Eu realmente gosto do Naru...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Volume 8 - Capítulo 8 - Parte 1


Ghost Hunt: Volume 8 Capítulo 8

Capítulo 8: 13 agosto 11:00-00:00

Parte 1

- ...Não sobrou mais ninguém.
Olhei fixamente para o rosto pálido de Naru. Ele sorriu para mim.
- Olhe atentamente.
Com isso, os dedos brancos apontaram para uma das paredes. Eu olhei através e além do muro que ele apontou.
Olhei para frente. Não apenas as paredes e pisos; mas tudo ao meu redor era transparente. Os contornos da escola eram formados por linhas finas, e muitas luzes flutuavam para esse lugar.
- Na sala dos professores, no primeiro andar... Vários epíritos estão reunidos.
- Sim, e você pode ver outra coisa?
- Há também espíritos que flutuam ao redor piscando.
Pequenos e brancos, flutuavam em torno do primeiro andar. Eu contei 21 deles.
- E então? - Naru me perguntou.
- Tem mais alguma coisa?
Estudei minha volta mais uma vez e encontrei algumas luzes brilhantes.
Mais perto havia uma luz de brilho rosa. Eu podia ver uma figura dentro da luz... Era eu, sentada no canto.
Na sala de aula seguinte, havia um brilho vermelho pálido, eu podia vagamente ver uma pessoa dentro dela.
- É Bou-san!
Bou-san estava na sala de aula vizinha. Ele estava encostado na parede, e parecia estar mergulhado em seus pensamentos.
- Bou-san... Ainda está vivo!
No momento em que as palavras saíram da minha boca, uma idéia passou pela minha mente! Eu tinha me separado de Maru perto das escadas... Depois que eu levantei, não havia ninguém lá, eu não encontrei ninguém quando eu procurei no segundo andar.
Eu me virei para olhar para Naru, que sorria ao meu lado.
- Pode ser que para o Bou-san, nós que desaparecemos?
- Isso!
- Se for esse o caso, então pode ser que John, Masako e todos os outros estão em situações semelhantes?
- Provavelmente.
A voz do Naru era realmente muito gentil.
Voltando a olhar para o primeiro andar, havia várias figuras no vestíbulo. John estava andando enquanto murmurava para si mesmo; Naru estava sentado encostado na parede; Yasuhara estava ao lado dele; Masako estava no outro extremo. Cada um deles estava cercado por uma luz pálida.
No corredor do primeiro andar eu podia ver Ayako e Lin-san. Ayako estava caminhando para fora; Lin-san estava entrando. Parecia que os dois estavam prestes a colidir, mas por um instante, os dois pareciam se sobrepor e depois eles se separaram.
- Ahn? O que está acontecendo? - Apontei para os dois; Naru assentiu.
- Todo mundo ainda está aqui, mas não sabem da existência do outro.
- Como pode ser isso? - Eu estava tão feliz que eu queria chorar. Todo mundo estava bem, não estava faltando ninguém. Graças a Deus.
- Então o que devo fazer agora? - Quando terminei a minha pergunta, Naru colocou a mão no meu ombro.
- Você está cada vez se tornando mais capaz de fazer isso sozinha, então você ficará bem, certo?
- Ou seja, há uma possibilidade que eu não consiga fazer isso?
- Não é isso... Você está calma?
- Sim.
- Este lugar ainda é temporariamente seguro, assim você não precisa se preocupar. Tente fazê-lo novamente.
- Tentar outra vez?
Naru assentiu.
- Certo. Você sai por si mesma, em vez de eu te puxar para fora.
- Sair por mim mesma. Então todas as outras vezes, Naru que me fez ver os sonhos? Foi através da hipnose?
Naru não me respondeu, ele apenas me deu um sorriso brilhante.

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