Mostrando postagens com marcador capítulo 3. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador capítulo 3. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Volume 7 - Capítulo 3 - Parte 5


Parte 5

Depois de correr de volta para o ponto de observação e substituir os microfones, voltamos para a base improvisada com Naru. Não só havia muitos buracos no telhado acima do corredor, como ventava muito, nós não tínhamos como escapar da chuva.
O tempo que ficamos abrigados lá, já estávamos encharcados, e esse lugar não oferecia qualquer abrigo. Reunimos-nos na porta as entrada, e eu entrei também.
- É uma chuva muito forte.
O vento soprou fechando a porta. O som da chuva também ficou mais baixo, e eu podia finalmente soltar um suspiro aliviada.
- Eu sinto como se tivesse ido para um mergulho.
- Eu queria usar o meu maiô neste momento.
- Será que não poderemos mais investigar hoje? - Dizendo isso, John olhou para Naru, cujo cabelo também estava encharcado de água da chuva.
- Parece que este é o caso.
- Agora entendi como foram fáceis e descontraídas nossas investigações anteriores.
- É.
Embora fosse muito desconfortável estarmos encharcados, não tínhamos toalhas ou qualquer outra coisa, então tivemos que tolerar isso.
- Ne, pensando nisso, não tem problema estarmos dentro da escola agora?
- Boba! Se há uma coisa inesperada vamos saltar para fora imediatamente e tudo ficará bem. - Foi o que disse Ayako.
De fato, a distância para a velha porta de madeira era de cerca de um metro e meio, apenas 2 passos eram necessários para que saíssemos.
- Sim.
De jeito nenhum. Porque Naru era muito precavido, até eu tinha me tornado um pouco covarde.
- Não havia nada antes do meio dia.
Se tivesse um espírito forte, haveria uma repercussão quando os médiuns chegaram, mas desde o início não havia nada.
- Estava assim desde o começo. - disse Naru friamente.
- Ei ... pode haver alguns espíritos moderadamente decente?
- Há espíritos que não fazem nada até serem exorcizados.
Eh ... então é assim.
Eu olhei para fora através das janelas sujas. A metade superior das portas que se abriam para os dois lados foram incorporadas com vidro. Porque aquele grande pedaço de vidro tinha quebrado, eu podia ver que estava chovendo muito lá fora.
Estar neste tipo de construção durante este tipo de clima de alguma forma dá uma sensação indescritível. Especialmente quando não se está sozinho e junto com os outros, parece um pouco estranho.
- O que devemos fazer, Naru? Devemos parar hoje?
- O que fazer...
- Mesmo se voltássemos, seríamos encharcados novamente quando corrêssemos para o carro.
A Ayako estava relativamente intocada pela chuva.
- Ayako não se molhou. Injusto!
- Como se.
- Independente do que aconteça, temos que esperar Bou-san voltar.
- Isso é verdade.
Naru, de repente deu um passo.
- O que foi?
- Deixei os arquivos lá fora. Vou pegá-los.
Você não pode esquecer o trabalho, enquanto nós estamos saindo da chuva? Realmente.
- Vai se molhar.
- Já estou molhado.
De fato.
Naru estendeu a mão para abrir a porta.
- ?
- Que foi?
Naru empurrou a porta com toda sua força. Mas estava presa em algum lugar. A porta só rangia e gemia, mas não se mexia. Ayako quase caiu na gargalhada.
- Naru você é fraco.
- O problema é a porta. É muito velha! - eu disse enquanto tentava abri-la. Embora eu usasse toda a minha força ...
- Por que não abre?
Naru sacudiu a porta com alguma violência e usou seu ombro para empurrar a porta. Sua expressão ficou séria.
- Poderia estar trancada...? - Murmurei para mim mesma... Por outro lado, eu estava ciente de que não poderia ter sido essa possibilidade.
Lin e John também correram, e os três empurraram a porta juntos. Eles chegaram a uma conclusão de imediato.
- A porta não pode ser aberta.

Volume 7 - Capítulo 3 - Parte 4


Parte 4

Estávamos todos sentados nos degraus de concreto da nossa base improvisada. Embora tivesse uma mesa nas proximidades da entrada, era muito pequena. O vento estava quente e não refrescava nem um pouco.
- Mai, você quer suco ou chá oolong? -  perguntou a Masako.
- Chá.
Embora eu estivesse com muita sede, não havia nenhuma água nos canos. E beber a água turva da piscina de natação equivaleria a um ato suicida.
- Talvez seja por causa da água que é tão difícil.
Pensando um pouco, essa era a primeira vez que realizávamos uma investigação sob a nossa própria direção. Embora tivéssemos trazido bastantes garrafas de bebidas, foi completamente insuficiente para tantas pessoas.
- É, nós compramos algumas durante o dia, e ainda temos que voltar para comprar mais. Aqui está seu chá. - Masako, segurando o riso de volta, me deu uma xícara de chá de plástico azul estampados com flores - muito parecido com um copo que as crianças usam para escovar os dentes.
- Eu quero um pouco também! - Bou-san interrompeu.
- Claro, aqui está, Takigawa-san.
- Obrigado. - Bou-san recebeu a xícara das mãos de Masako, olhou e imediatamente pareceu extremamente desapontado.
- Copos de papel são descartados uma vez utilizados, é muito desperdício. Esta é a xícara do Takigawa-san.
- Esta é do Naru, e esta do Lin.
Eu orgulhosamente entreguei as xícaras para todos; os copos eram todos diferentes.
- Aqui, Yasuhara, John.
Quando todos pegaram suas xícaras eles ficaram surpresos, seus olhos examinando as xícaras nas mãos dos outros.
O riso que Masako estava segurando escapou, Ayako e eu já estávamos rindo sem parar.
- Vocês estão claramente sem o que fazer. - Bou-san, que falava sem parar, segurava a caneca em suas mãos. Estava desenhada com dinossauros.
- Ei, ei, ei, ei ...
Como o local de investigação era uma escola abandonada, a chance que a tubulação não pudesse ser usada era muito elevado. Ayako tinha dito, o que nós beberemos, então? É por isso que copos são necessários, essa ideia foi da Masako. É muito desperdício comprar copos de papel, então vamos comprar copos baratos, foi o que eu disse.
Assim, quando Bou-san saiu para comprar o jantar e passamos pelo stand de venda de copos de plástico, nós três não pudemos deixar de trocar olhares.
- Que bonito, sobre o que é isso?
A única com cisnes desenhados era de John.
Naru, que parecia descontente, tinha uma com raposas. Lin-san tinha com filhotes. Que tal? Não é perfeito?
- Você nunca perde esse espírito brincalhão, realmente. - A com caranguejos pertencia a Yasuhara, que a avaliava. Com isso, ele levantou a cabeça e olhou para o céu - Ah, as nuvens.
As nuvens grossas, cinza de chuva podiam ser vistas sobre as montanhas próximas.
- Está prestes a chover. A previsão do tempo não anunciou a chuva?
Quando ouviu as palavras de John, Bou-san se levantou.
- Vai ser problemático se chover, eu vou comprar o almoço, uma vez que ainda é cedo.
- Sim.
Masako também se levantou, seguido por Yasuhara.
- Vou aproveitar esse tempo e tentar descobrir alguma novidade.
3 pessoas deve ser suficiente para lidar com a compra do almoço, por isso fiquei para trás para ficar de olho.
- Então eu estou contando com você!
Depois o carro de Bou-san desapareceu, John olhou para o céu, um pouco preocupado.
- É realmente vai chover.
Naru e Lin também se levantaram.
- Já está tudo pronto?
- Eu estou indo para o local de observação;. Se chover nós vamos recolher o equipamento de uma só vez.
Certo. Seria um grande problema se o equipamento fosse arruinado pela água da chuva.
Ah ... ah ... foi com muita dificuldade que eu pude descansar um pouco.
A luz do sol diminuiu, comecei a sentir um pouco de frio. Enquanto eu respirei fundo, as nuvens cobriram o céu acima de nós, um forte vento começou a soprar, o ar estava misturado com uma névoa úmida; o outro lado da montanha escureceu.
- Isso não vai dar, vai chover.
John levantou-se e eu rapidamente levantei-me também. Quando corremos para fora, grandes gotas começaram a cair crepitando.
Corremos em meio à chuva tamborilando, quando chegamos Naru já tinha começado a recolher o equipamento.
- Vá para a parte de trás para pegar os microfones.
- Entendido.
Quando John e eu caminhávamos em direção aos jardins de trás, a chuva desabou.
- Ya ...
- Não há nenhuma maneira de mantermos isso assim.- John disse e desligou o microfone ao lado dele.
- Nós vamos ter que esperar a chuva cessar antes de montar novamente.
- Isso parece a única opção.
Enquanto recolhíamos o equipamento, a chuva ficava mais e mais pesada. Quando carregamos o microfone de volta, estava realmente chovendo gatos e cachorros.

Volume 7 - Capítulo 3 - Parte 3


Parte 3

O prédio da escola era formado por um bloco alongado de norte a sul, no lado oeste havia uma longa fila de salas de aula, no leste havia o campo, com um longo e estreito canteiro de flores rodeado por uma cerca. No norte, tinha uma porta e no sul o corredor da escola entrava no edifício em forma de 'L'.
Havia um total de 6 microfones apontados para as janelas do primeiro andar. Posicionamos as câmeras de vídeo na entrada da sala de espera e no interior do salão principal. Também colocamos uma no corredor que liga o salão principal a sala de espera.
- Então era por isso: quando a investigação estava em minha escola, o carro estava estacionado na parte de trás por causa disso. - olhei para o equipamento e murmurei para mim.
Um caminho de concreto ligava a entrada e o prédio da escola, telhas cobriam o local (mas havia furos por toda parte). Passando pelo corredor até a entrada da sala, havia três degraus de concretos.A porta do salão de cima estava aberta, do outro lado da porta estava um salão vazio; onde nós também colocamos uma câmera de vídeo voltada para dentro. Em ambos os lados colocamos câmeras e dispositivos de monitoramento. Os fios dos microfones e as câmeras de vídeo foram esticados uma longa distância. Apesar de os cabos que usamos para nossas investigações serem muito longos, ainda assim havia um limite. Os dispositivos de gravação tiveram que ficar próximos dos microfones, por isso eles foram colocados em duas posições.
Normalmente, teríamos criado a nossa base em uma sala, onde colocaríamos o equipamento, mas como dessa vez não tínhamos uma sala disponível, críamos uma pequena base no corredor mesmo.
Como a energia estava desligada, a nossa fonte de alimentação estava ligada na linha de energia de um comerciante. Há muitas inconveniências em investigar esse tipo de edifício abandonado.
- Mai, a fita.
Ouvindo Naru me chamar, eu rapidamente peguei a fita e corri. Recentemente estivemos usando fitas cassetes e gravadores para gravar o som.
- Você descobriu alguma coisa?
- Eu ainda não tenho certeza, no primeiro dia apenas monitoramos temporariamente a situação, sem muitas expectativas.
- ... - Yasuhara olhou rapidamente ao redor - Existe realmente alguma coisa aqui?
- Eu não sei, a situação deve se esclarecer quando investigarmos um pouco, em qualquer caso, parece que vocês estão com tempo livre agora, vá preparar mais equipamentos.
Tempo livre? Isso não é trabalho forçado?
Oh, bem, eu suspirei e pensei, Naru sente-se aborrecido porque ele está esperando que o corpo de seu irmão seja dragado.
Mas por que ele é tão indiferente, como se nada tivesse acontecido. Como esperado, a estrutura da mente de Naru é diferente da nossa.
Naru falou no microfone comunicação:
- Lin, já concluímos os preparativos do meu lado, como está indo do seu lado?
- Ok, preparando para iniciar a gravação.
- Entendido. - Quando ele terminou Naru olhou para nós, - Se existe alguma coisa então será gravado - em circunstâncias normais, é o que acontece.
Com isso, seus olhos negros voltaram para outra direção.
- Mas não podemos dizer que não existe nada só porque não gravamos nada.
Eh??
Eu me senti um pouco confusa; Yasuhara acenou concordando:
- Independentemente do que pensamos, não parece que o pedido direto e respeitoso do chefe da aldeia era por nada.
- Eu concordo.
Inclinei a cabeça pensativa:
- O que você quer dizer?
- Depois, eu perguntei a mulher do acampamento e ela disse não ter ouvido boatos de fantasmas.
- Sim, os outros trabalhadores também disseram a mesma coisa.
- Mas... - a expressão Yasuhara também apresentava ligeira incompreensão. - Mas, se realmente não houve rumores, por que eles vieram nos fazer um pedido de investigação? Ontem, o assistente do chefe da aldeia parecia estar constantemente agitado.
Ouvindo a análise Yasuhara, Naru assentiu.
- Você quer ser um detetive, Yasuhara?
- Sim, e coletar informações está me ajudando, certo?
Naru sorriu levemente e assentiu. Neste momento,
- Ne, vocês querem fazer uma pausa? - Ayako disse.
Olhando para o meu relógio, já tinha passado das 10. O vento também aumentou, poderia haver um tufão, que era um vento úmido desconfortável.
- Vou verificar as câmeras de vídeo novamente.
Se elas foram derrubadas pelo vento, não seríamos capazes de recolher quaisquer dados.
- Ah, eu também vou.
- Depressa! – disse Naru
Ta, tá, e você não vai?
Yasuhara correu para o pátio e verificou as pedras que seguravam o apoio das câmeras. Pegamos mais pedras para segurar os lugares instáveis.
- Isso! Desse jeito não deve cair.
....
Ouvi um som - vagamente presente, que veio de um lugar perto mas ainda muito longe.
- ?
Olhei em torno de nós, não havia ninguém.
- Que foi? – perguntou Yasuhara.
- Você ouviu alguma coisa agora?
- Não...?
Ah ne? Eu estava tendo alucinações? - Ou foi o som do vento?
.....
Ouvi de novo.
- Ne, Yasuhara, você ouviu alguma coisa agora?
Yasuhara estava com uma expressão de pesar.
- Parecia a voz de uma pessoa...
- O que foi isso ...?
Yasuhara delicadamente varreu a sujeira e se levantou.
- Vamos lá... estou com um mau pressentimento.
- Sim... vamos lá.
Voltamos às pressas. Atrás de nós, os ramos rangiam e gemiam.

Volume 7 - Capítulo 3 - Parte 2


Parte 2

- Ok, trabalho completo!
Bou-san ergueu a cabeça e olhou para o edifício da escola.
- Você sente alguma coisa?
- Não. Sinto-me bastante nostálgico.
- Nostálgico? - inclinei a cabeça e olhei para Bou-san, que sorriu gentilmente.
- Este tipo de construção de escola de madeira de alguma forma me dá uma sensação de déjà vu.
- Ah... É isso. Eu também.
Yasuhara parecia um pouco confuso.
- Quando nos encontramos pela primeira vez estávamos investigando em uma escola como esta.
- Ah... foi assim.
- Sim, foi a primeira investigação da Mai.
- Porque Lin-san não estava lá.
- Sim, sim.
Eh - é realmente nostálgico.
Eu também levantei minha cabeça para olhar para o prédio da escola. Talvez, esta seria a nossa última investigação.
- Existe alguma coisa lá? - Yasuhara perguntou.
- Embora ele me dê uma sensação de desconforto, não posso sentir nada.
- O que você acha, Bou-san?
Bou-san fez uma careta, dizendo:
- Não me pergunte!
- Porque Bou-san não pode ver espíritos.
- Sinto muito por isso.
Yasuhara inclinou a cabeça pensativo:
- Pensando nisso, é realmente inimaginável. Em circunstâncias normais, não é uma coisa natural que os videntes sejam capazes de ver espíritos?
- Sim, é verdade.
Yasuhara olhou em volta.
- Matsuzaki-san parece ser um pouco especial psíquica, Brown é também um exorcista. Eu acho que os exorcistas não vêem espíritos também... Mas de alguma forma é estranho que Takigawa-san não pode vê-los.
- Eu podia vê-los no passado. - Bou-san respondeu simplesmente.
Opa - esta é a primeira vez que eu ouço isso.
- Será que é porque você se tornou um adulto que você não pode vê-los mais?
- Você só está tentando dizer que eu estou ficando velho, não é? É porque eu quebrei minha cabeça em um exorcismo anterior, que alguns problemas surgiram na minha cabeça.
E houve tal incidente.
Yasuhara bateu as mãos:
- Então, essa é a história, então isso deve ser considerado o segredo de Takigawa-san,
Eu parei no caminho.
- O quê? – perguntei para Yasuhara.
- Nada demais, eu apenas senti que todo mundo aqui tem um monte de segredos.
- Isso é o Lin e o Naru.
- Não só eles.
Eh??
- A Matsuzaki-san não tem alguns poderes especiais? Hara-san parece ser uma médium, mas na realidade ela uma praticante de psicometria?
- Sim.
- Taniyama é órfã. Enquanto Bou-san podia ver, mas não pode mais. Vendo assim, não são estes os segredos de todos?
- É isso mesmo.
- Não é como se tivéssemos omitido deliberadamente as informações. -Bou-san riu amargamente.
- Sobrou apenas Brown.
- É.
- Você sabe alguma coisa, Bou-san?
- Eu ainda não confirmei isso com ele.
- O quê? Diga-nos.
- John não é um exorcista. - Bou-san disse.
- O quê? Como assim?
- Não é qualquer um que consegue se livrar dos demônios, existe um monte de regras problemáticas, especialmente para os católicos. Embora eu não tenha certeza, acho que o exorcismo só pode ser praticado por sacerdotes do nível de bispo para cima.
- Então John é um bispo, então?
- Não existem bispos tão jovens.
- Ai ...
- Além disso, para fazer exorcismos é necessário informar seus superiores, é preciso receber permissão. Além disso, ele tem que jejuar durante um certo tempo.
- Isso realmente é um pouco complicado...
- Porque a igreja tem essas regras e John é realmente um sacerdote, ele exorcizar tão repetidamente pode causar sua excomunhão, então eu sinto que há alguma história escondida por aqui.
- Quando você percebeu isso?
- Isso? Eu sabia desde o início. Naru-chan também sabe, no início ele comentou sua suspeita de John: ele é muito jovem.
Então esse é o caso. Todos nós realmente temos muitos segredos.
- Sobrou você, meu jovem.
- Eu não sou um vidente, eu sou simplesmente um membro do Clube dos Jovens Investigadores. (Nota do tradutor: a conversa que se segue tem referências aos detetives da escola CLAMP e Homem de Muitas Faces*)
- Você realmente se parece com um. Ha ha, Clube dos Jovens Investigadores.
- Não é!? Eu tenho que fazer um crachá BD então.
- O que é isso?
- Uma das sete ferramentas do Clube de Jovens Investigadores.
- Clube de uma pessoa só? - Bou-san riu
- Você quer se juntar, Taniyama-san? – perguntou Yasuhara.
- Então, vamos voltar agora, Kobayashi-kun?
- Sim, Akechi-san.
- Akechi deveria ser Naru, então?
- Sério? Para Shibuya-san ...
- O homem de vinte faces?
- Sim, sim!
No final, em qualquer lugar que fôssemos ainda ríamos como idiotas.

* mangás do grupo CLAMP, Kobayashi e Akechi são personagens dos mangas.

Volume 7 - Capítulo 3 - Parte 1


Capítulo 3: 13 de agosto ~ 7:00 am – 11:00 am

Parte 1

A escola se localizava a cerca de 30 minutos de carro até a montanha.
Viajando de estradas largas para caminhos relativamente estreitos, eu podia ver vagamente o complexo escolar na encosta, no final da sinuosa estrada da montanha estavam os portões fechados da escola.
Na frente dos portões da escola havia 2 ou 3 residências, mas eu não percebi nenhum sinal de que eram habitadas. Os painéis de vidro nas janelas já estavam estragados. Do lado da porta de uma das residências um sinal afirmando ser uma papelaria, em frente à outra casa tinha uma geladeira de sorvete. Elas devem ter sido uma papelaria e uma lanchonete improvisada.
Como a escola estava localizada em um terreno mais alto, havia uma inclinação a partir das casas para a escola. As chaves estavam penduradas na porta da escola. Os portões se abriram para o interior.
Depois de entrarmos chegamos logo no pátio. Olhando ao redor, o campo estava coberto de ervas daninhas. Além das poucas residências na frente, nenhum outro prédio podia ser visto. O cenário era nada além de montanhas - deve ter sido difícil para os alunos que estudavam nessa escola.
- De alguma forma parece que estamos no deserto.
Alguém disse. Os outros concordaram.
- A escola é muito silenciosa, isso de alguma forma nos faz sentir desconfortável.
Concordei com as palavras da Ayako, especialmente porque este lugar era um deserto: fazia qualquer um se sentir desolado.
A escola era um edifício de madeira de dois andares, construída em uma encosta. Quase todos os vidros das janelas já estavam quebrados. A floresta sobre ela parecia um gigante acessório do telhado. Como as ervas daninhas tinham crescido demais em todos os lugares, a pista de atletismo podia ser vista apenas vagamente. As correntes de ferro da balança estavam quebradas, havia postes de metal caídos no chão, água enchia a caixa de areia e mau cheiro saia da pequena piscina.
- Olhando para isso, não me atrevo a imaginar como as crianças podiam se sentir felizes neste tipo de escola.
- É.
Senti alguma coisa bastante desagradável, o prédio da escola, que tinha se transformado em um prédio abandonado deu uma sensação estranha, opressiva.
- O que você está pensando?
A pessoa que me perguntou foi Masako.
- Eu odeio esse sentimento, é como se isso fosse desmoronar logo.
- Sim...
- Você vê alguma coisa?
Masako olhou para a escola com seus olhos negros brilhantes.
- A distância é um pouco grande, você sente alguma coisa, Mai?
- Eu... eu acabei de me levantar, ainda estou um pouco tonta.
-Ah... quem foi que disse que não iria cochilar e queria ser uma pessoa útil?
- Cuide da sua vida! Isso eu chamo de personalidade! Personalidade!
- Digo isso pro seu bem.
- Não enche.
- Há um pardal ali!
Eu ouvi o som de um pardal voando. Somente neste momento, o nosso chefe falou:
- Aqui!
Olhando para o chefe, imóveis, os investigadores respeitosamente aguardavam novas instruções do chefe.
- Configurem os microfones para gravar sons de fora, vamos fazer isso por um dia para acompanhar o que acontece, e com base nos resultados, vamos posicionar as câmeras. Quantas ainda podem ser usadas?
- Sobraram 3.
Na investigação anterior, muitas câmeras foram gravemente danificadas, além disso, o clima aqui estava muito quente e as câmeras foram mantidas por muito tempo dentro do carro. Felizmente, Lin-san tinha feito muitas verificações, caso contrário teria sido um problema.
- E os microfones?
- Eles podem ser usadas a qualquer momento.
- Posicione-os de fora. Tente ajustar as câmeras de vídeo.
- Entendido!
Bom - Trabalhar! Trabalhar!
Tínhamos esperado meio mês para Naru receber alta, e passamos os nossos dias relaxando, estávamos sem pressa, sem qualquer tensão. Mas os nervos que tinham relaxado estavam tensos novamente, na noite passada tivemos uma reunião até tarde da noite e esta manhã, nós viemos aqui bem cedo.
Vamos fazer o nosso melhor! Vamos angariar um pouco de energia e começar a trabalhar!
O chefe estritamente nos proibiu de entrar no edifício da escola. Ele realmente estava cauteloso.
- Aqui, Bou-san!
Como de costume, Bou-san foi usado para mover a bagagem e era solicitado aqui e ali. Peguei uma câmera de vídeo de Bou-san, e a posicionei de pé diante da janela, como eu não podia deixar cair, tive que enterrar seu suporte um pouco, era Bou-san que devia cavar o buraco.
- É este o lugar? Entendido. - Eu ajustei a altura, e apontei o microfone para o interior do edifício. Onde havia vidro no caminho, eu quebrei e tirei.
- Yasuhara-kun, eu poderia incomodá-lo para me passar um microfone?
Ele estava dando ordens para uma pessoa machucada: como esperado de nosso chefe insaciável.
- Ei, companheiros! Os microfones estão prontos.
- tem mais um! Não vá se cortar com o vidro aí embaixo.
- Ok.
Eu estava catando pedras. A fim de evitar cortes eu tive que usar pedras para quebrar o vidro.
- O lançador* está aqui, segure-a mais alto para jogar!
- Yasuhara, Yasuhara por favor, não brinque com os microfones.
- Bolas!
- Hn!
- Como está a bola, Takigawa-san?
- Não, não, você tem que usar mais força em seu ombro.
- Sim - o segundo lançamento!
- Bola! Foi pra fora.
- Vamos ver o terceiro lançamento!
- O lançador já era, ele está encurralado, resta apenas a terceira bola.
- Este lançador é inesperadamente sem controle.
- Sim, sim.
- Olhe para mim dessa vez!
Ok! Ok!
- Ah... um tiro certeiro! - uma pancada no vidro quebrado.
- Isto é o que eles chamam de derramar o ódio em um punho de ferro.
- Como esperado da animada Taniyama.
- Porque esta é uma transmissão a partir do local de tropeçar em uma tarefa!
- Quem está tropeçando é - Taniyama-san!
Realmente, este Manzai** par!

* termos de baseball
** " Manzai' é um ato cômico japonês entre um homem certinho e um homem engraçado.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...