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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Volume 7 - Capítulo 2 - Parte 5


Parte 5

- Será que realmente tem alguma coisa lá? – disse Bou-san, observando os homens partirem.
Yasuhara respondeu:
- Se tiver, deve ser o espírito de uma pessoa que morreu na escola... não é? Com isso, temos uma pista para seguir.
- Sim...
- Ou talvez uma pessoa que morreu fora da escola, mas que tinha uma ligação... Mas, por que a escola?
- Por que? -eu perguntei.
- Porque o espírito de uma pessoa que morreu fora da escola aparece na escola? Espíritos que ainda estão ligados a terra aparecem no local do acidente, mas a escola não é o local do acidente.
- Será que ele está à procura de redenção? - Ayako disse. - Depois que as pessoas morrem, elas vão se transformar em espíritos, em circunstâncias normais, não permanecem aqui. Mas se tiverem desejos insatisfeitos ou se não perceberam que estão mortos, elas se tornam espíritos que são incapazes de passar para o outro mundo e vagueiam neste mundo, um espírito à deriva. Espíritos com arrependimentos iriam para o local desejado; espíritos que estão inconscientes de suas mortes voltariam temporariamente para suas casas.
- É mesmo...
- Mas as pessoas vivas são incapazes de ver espíritos, certo? E eles não podem interferir com as situações neste mundo, mesmo se eles voltarem para casa não seriam vistos pela família. É por isso que eles iriam se deslocar para outro lugar, como uma escola familiar, um lugar inesquecível ou algo assim. Há também espíritos que permanecem no local e não vão embora. Se isso se repetir várias vezes pode transformar em um espírito preso a terra.
Ai. Quando eu estava bastante impressionada, Bou-san interrompeu:
- Então tem pessoas que pensam assim.
- Como assim?
- Isso significa que ainda há muitas opiniões diferentes neste mundo - não é isso, John?
Olhando para John, ele parecia incomodado:
- Acho que sim...
- Onde eu estou errada?
- Não é exatamente errada. Porque as coisas sobre espíritos não podem ser explicadas, por isso não posso dizer exatamente onde está o erro.
Eu também não entendi.
- Então quais são as outras teorias?
- Espíritos suicidas, espíritos vagando, espíritos ligados a terra, espíritos protetores, etc. Várias dessas classificações só existem no Japão, e não existem na Europa ou na América. Mesmo que se fale sobre as aparições do espírito, há enormes diferenças entre o Japão e o Ocidente.
- É...
- No Japão, nós pensamos que existem mais espíritos maldosos, e que as assombrações são causadas por isso.
- Sim.
- Mas, no ocidente a definição não é essa; assombrações e espíritos jogando maldições não são comuns.
- Ehh... Então é assim.
Bou-san olhou para Naru:
- O que você acha, sensei?
Naru deu de ombros:
- No tocante à investigação sobre os espíritos, o fenômeno paranormal era mais facilmente confundido com isso, porque os espíritos são coisas que não podem ser levadas para um laboratório.
- Um... é isso mesmo?
- A existência de habilidades psíquicas tem sido provadas convidando médiuns para os laboratórios, porque não é possível usar um espírito em um teste. Os espíritos chamados por médiuns são algo que pela observação podem ser  poltergeists. Em outras coisas relacionadas aos espíritos, as pessoas recolhem testemunhos de pessoas que se depararam com espíritos por acaso. Embora os métodos de coleta sejam simples, é impossível determinar quantos por cento são verdadeiros. Se é do Japão ou do Ocidente, existem inúmeros relatos de testemunhos, mas nem todos eles são confiáveis.
- Oh!
- Por exemplo, no Japão os espíritos amaldiçoam, enquanto os espíritos no ocidente não. Será que isso significa que existem diferenças entre os espíritos japoneses e ocidentais? Se os espíritos são espíritos, então não há diferença em sua natureza. Não importa se é um gato japonês ou um gato ocidental, os gatos comem ratos, não é mesmo? E o mesmo raciocínio se aplica aos espíritos fazendo coisas ruins. Os países ocidentais chamam de "espíritos malignos" e os restantes, os espíritos que não assombram são chamados de 'fantasmas'.
- Então é assim...
- No final, isso também é apenas uma teoria. Existem outros entes muito diferentes existentes. Por exemplo, se um espírito apareceu aqui, e uma testemunha estava com medo que ele faria mal, e coincidentemente pegou um resfriado neste momento, vai colocar a culpa no espírito. Daí toda a situação se transforma em um boato de uma assombração.
- Isso realmente acontece!
- Sim, com isso, criou-se a teoria de que os fantasmas japoneses assombram, enquanto os fantasmas ocidentais não. Na verdade, é graças à psicologia dos japoneses. Dessa forma, uma vez que a situação é filtrada pelo "povo", a verdade será ilimitadamente distorcida. Existem vários mal entendidos, alucinações e equívocos nos depoimentos de testemunhas oculares, como isso não podemos dizer o que era realmente verdade. Por isso atualmente a investigação de espíritos é uma bagunça.
Naru continuou sua explicação:
- Porque é muito difícil fazer uma experiência sistemática, as pessoas têm várias teorias diferentes, algumas pessoas acreditam que dentro do corpo de uma pessoa existe uma 'alma', que permanece mesmo após a morte. E há pessoas que acreditam que o "espírito" é um tipo de meio de comunicação entre os vivos e os mortos. E há ainda outros que acreditam que os seres vivos emitem um tipo de íon invisíveis, algo como uma aura, o íon permanece depois que o ser vivo morre, e se torna o que as pessoas vêem como fantasmas.
- Essa descrição é bastante adequada...
- Na verdade os termos ‘espíritos ligados a terra’, ‘espíritos vagante’ ou ‘espíritos protetores’ comumente utilizado no Japão não são cientificamente reconhecidos. Nem sei quem começou com estes termos. Portanto, o que esses termos realmente significam ninguém sabe ao certo, porque não há maneira de confirmar isso.
- Assim que é...
- Nem as suas origens, nem os seus significados são claros, são condições semelhantes às gírias. Sem qualquer suspeita, as pessoas as escolhem e popularizam, isto é, também, uma dificuldade na investigação espiritual.
- Se é assim, então não é sinônimo de não saber absolutamente nada? - eu perguntei, Naru inclinou a cabeça e respondeu com uma pergunta.
- Você quer que eu explique melhor para você?
- Sim!
- As evidências que sustentam a existência de fantasmas - não existem.
- Oi?
- Então o que temos feito todo esse tempo?
- Você está fazendo um trabalho temporário, não é isso?!
- Não foi isso que eu quis dizer.
- O que eu faço é reunir dados estatísticos, gravar vídeos, sons e dados de medição. Por exemplo, não há uma única fita que mostra claramente o aparecimento de um espírito, mas há muitos em que apareceu uma estranha luz de nevoeiro. Quero analisar profundamente o que realmente são, mas no nível atual de conhecimento científico, é completamente impossível explicar o que são. Eu só posso dizer que são um novo fenômeno presenciado na ciência. Se eu pudesse recolhê-los, então eu poderia encontrar as semelhanças, e de lá fazer as regras de sua existência, e esclarecer como elas realmente existem.
Ai...
- ‘Eles’, a quem eu estou procurando, são normalmente conhecidos como fantasmas. Coletando e analisando os dados, e então ‘caçando espíritos’. Isso é o que estou fazendo no momento, na realidade, é objetivamente a coleta de dados, mas isto é só uma fase.
- Então isso é caçar fantasmas... e sobre os exorcismos?
- O exorcismo é apenas secundário, em troca de me permitir realizar minhas investigações, os exorcismos são feitos para resolver inconveniências das outras partes, com isso eu consigo obter uma imagem mais clara da verdade.
- Então esse é o caso.
Mas eu não entendi completamente, então perguntei:
- Mas até agora nós encontramos um monte de fantasmas, todo mundo viu. Você viu também, isso não pode ser considerado como provas?
- Eu já perguntei a todos alguma vez: alguém já testemunhou alguma experiência? Eu já pedi formalmente provas como esta?
- Ugh...
- Eu pessoalmente tenho visto ou sentido espíritos muitas vezes. É por isso que eu sei e acredito que todos viram algo. Mas eu não tenho nenhum interesse em dados coletados por 'pessoas', essas coisas, independentemente do número coletado, são incapazes de ser evidência para provar qualquer coisa.
Ai... Minha cabeça começou doer, eu entendi e não entendi. Em qualquer caso, eu e Naru somos completamente diferentes.
- Que frio... - Bou-san, de repente falou.
- Como esperado, é frio na montanha.
- Você quer que feche as janelas? Talvez você tenha pego um resfriado.
Ayako enfiou a mão na testa do Bou-san.
- Não está com febre.
- Sério? De alguma maneira eu me sinto um pouco quente...
Bou-san olhou para o Naru e disse:
- Estou febril, estou prestes a começar a falar bobagem.
- Você acha que eu estou falando bobagens?
- Como esperado, você é incrível. Essa é minha opinião pessoal.
Em qualquer caso, foi o que ele queria dizer. Bou-san, você já é um senhor e você ainda é tão astuto.
John também assentiu.
- Eu acho que Naru é muito incrível também.
Naru sorriu levemente.
- Nesse caso - obrigado pelos elogios.

Volume 7 - Capítulo 2 - Parte 4


Parte 4

Não seria problemático trabalhar neste momento?
Nós encaminhamos os dois clientes para a pequena cabana de madeira. Eu, também, sentei-me incomodada.
O homem mais velho se ajeitou várias vezes incomodado, antes de hesitante entregar o seu cartão de visita.
- Eu sou o Matsunuma e eu sou o chefe da aldeia aqui. Este é o meu ajudante, Tsukudata.
- Eu sou Shibuya, o chefe do Shibuya Psychic Research.
- Na realidade, tem havido alguns problemas na nossa aldeia recentemente. Estávamos discutindo se devíamos procurar médiuns quando eu ouvi minha sobrinha mencionar a sua empresa que, coincidentemente, chegou a este lugar, além disso, você parece ser especialistas nesta matéria...
Então foi assim, é por isso que de repente encontramos um cliente aqui.
- O que está incomodando todos?
- Isso... como direi ...?
O chefe da aldeia parecia ter dificuldade em verbalizar, ele olhou para seu auxiliar.
- Na realidade há uma escola primária abandonada e coisas anormais acontecem sempre lá.
Naru suspirou.
- Desculpe, se você me dizer só uma coisa como essa, eu não entendo o que aconteceu exatamente.
- Ah...
O chefe da aldeia esfregou a testa, que estava encharcada de suor.
- Isso... - o chefe da aldeia titubeou, o ignorando seu assistente falou:
- Eu espero que vocês possam manter este nosso segredo.
- Nós não divulgamos detalhes dos pedidos de nossos clientes para os os outros.
- Muitas pessoas disseram ter visto espíritos nesta escola abandonada. Os detalhes não são muito claros, mas todos dizem ter visto espíritos humanos e algum tipo de assombração, fantasmas ou demônios. Como é um prédio antigo, queremos demoli-lo. Mas as pessoas dizem que os fantasmas irão nos perseguir se fizermos algo lá.
Que diabos, eles disseram que não é nenhum grande problema. - É um caso assustador.
- Quando a escola parou de funcionar?
- Cinco anos atrás, para ser exato foi em Maio, há cinco anos.
- Então é por isso.
- Espere um momento! Isso está certo? - Bou-san interrompeu. – Maio é uma época estranha para encerrar as operações em uma escola.
O auxiliar assentiu.
- Na verdade, como vocês podem ver, o desenvolvimento desta área não é muito bom. Não há muitas crianças em volta, embora tivesse uma escola, a população total de professores e alunos não era superior a vinte. Houve discussões sobre uma fusão, mas de repente, eles decidiram fechar a escola porque, após a conclusão do reservatório a maioria dos professores e alunos se afastaram.
- É esse reservatório?
- Sim.
O ajudante me olhou com dúvida.
- Na verdade, existia um grande plano para a construção de um resort perto da escola, mas com essa proximidade, se aparecerem fantasmas os rumores se espalharão... Por isso, por favor, ajude a manter isso em segredo e a nos livrarmos deste problema. Você também viu que não houve qualquer evolução nesta montanha, o campo de golfe e o camping são as únicas fontes de renda, isto é um problema que afeta nossa vida.
Naru sorriu friamente.
- Então esse é o caso...
Naru fechou violentamente o arquivo:
- Você disse que são fantasmas, existe alguma pista de quem são?
O ajudante balançou a cabeça:
- Nenhuma, se a gente soubesse seriamos capazes de fazer algumas oferendas.
- Aconteceu algum acidente nesta escola?
- Não.
- E as pessoas que afirmaram ter visto os espíritos?
- ... Embora haja este rumor, eu não tenho certeza quem realmente viu...
Naru sorriu amargamente, os sorrisos foram varridos do rosto das pessoas ao meu redor.
- É tudo boato, não acham que estão exagerando então?
- Pode ser, mas em todo caso...
- Nós investigaremos um pouco, mas não podemos ficar lá. Não podemos ficar lá, porque eu tenho que lidar com o trabalho aqui. Se o trabalho aqui no reservatório for concluído, provavelmente deixarei a investigação no meio. Isso ainda está bem?
- Isso não importa.
Naru gentilmente balançou a cabeça:
- Então, por favor colete os dados e entregue-nos até ao final de hoje do dia.

Volume 7 - Capítulo 2 - Parte 3


Parte 3

Quando ouviram as minhas palavras, todos ficaram chocados.
- Cadáver?
Eu abaixei minha cabeça, e senti vontade de chorar sem motivo.
Bou-san também estava chocado.
- O irmão mais velho Naru está neste lago?
- Sim...
- Ele está morto?
Resmungando para mim mesma, eu não entendi o que estavam dizendo claramente.
- Ai? O quê?
- Não, nada.
Bou-san apareceu um pouco indignado, e olhou para John e Yasuhara.
Ai? Por que todo mundo está tão cheio de segredo?
- Não é realmente nada!
- Eu disse, vocês...
Eu já estava um pouco irritada, por que não me contam nada?
Com Naru também, não teria problema se ele tivesse contado tudo. Nunca em meus sonhos eu imaginei que Naru estava realmente procurando o corpo de seu irmão, toda vez que ele voltava de suas viagens eu tinha feito um monte de perguntas idiotas.
Assim quando eu estava prestes a falar o que pensava, de repente ouvi a voz do Bou-san:
- Lin!
Virando eu vi Lin nas proximidades do corrimão varanda.
- Você viu o Naru?
- Eu vi, ele está perto da margem.
- Obrigado.
Bou-san segurou Lin, que estava prestes a ir embora:
- É o irmão de Naru que está dentro do lago?
Lin perguntou, um pouco chocado:
- De quem você ouviu isso?
- Naru falou para a Mai.
Lin olhou para mim antes de voltar a olhar para Bou-san.
- É isso mesmo.
- É realmente lamentável que a situação seja essa.
Lin concordou.
- Quanto ao fato de que ele morreu aqui, você pode nos contar mais?
Lin baixou a voz e respondeu.
- Ouvi dizer que foi um acidente.
- Acidente?
Lin sacudiu a cabeça:
- Quanto aos detalhes, Naru não me contou, tudo que eu sei é que ele foi assassinado.
De repente, todo mundo ficou completamente em silêncio.
Neste momento em que qualquer fala teria sido intolerável, alguém abriu a boca para perguntar:
- Assassinado? ... E sobre o assassino? - Bou-san perguntou baixinho. Lin ainda balançou a cabeça, eu não sei se ele não sabia ou se ele não podia dizer.
- Não foi Naru que o matou, não é?! - foi Ayako quem falou.
Quando Lin ouviu isso, imediatamente olhou para Ayako.
- Então como ele sabe que o corpo está neste lago?
- Eu só sei que Naru sabe que ele está aqui.
-?
Será que Naru tem algumas outras questões complicadas?
Quando eu estava pensando nisso, nem percebi que o dono do problema tinha aparecido.
- Então você está aí.
- Naru.
- Como você está?
- Ainda estou bem.
- Sério?
Nós olhamos para o rosto de Naru, que estava branco como era geralmente, e pensei se também agiríamos friamente, se estivéssemos no lugar dele.
- É realmente lamentável! - isso foi Bou-san falando, a resposta ainda foi irritantemente fria.
- Obrigado.
- Já o encontrou?
- A visibilidade da água é muito baixa, é relativamente difícil de conduzir o barco, há também muitos obstáculos subaquáticos. - Naru falou como se estivesse fazendo um relatório de investigação, ele respondeu sem emoção alguma.
- Talvez porque seja no reservatório... Seria bom se ele fosse encontrado em breve.
- Eu percebi logo que vai levar um longo tempo aqui, foi por isso que eu queria que todos vocês voltassem antes.
- Eu realmente sinto muito por isso.
Naru encolheu os ombros levemente, assim como nós nos preparamos para voltar, vi três figuras que se aproximavam.
Eles não eram pessoas que eu conhecia - um homem velho, um homem de meia-idade, e uma mulher. Eu acho que eu tinha visto a mulher antes pelo camping.
A mulher parecia estar dizendo algo para o homem de meia-idade, enquanto olhando para nós, talvez ela estivesse apenas dando-lhes instruções. Os outros dois homens, por algum motivo, estavam com expressões estranhas.
- Gostaria de perguntar se você é do Shibuya Psychic Research?
Fiquei um pouco atordoada, Naru olhou desconfiado para eles.
- Isso mesmo.
O homem idoso usou um lenço para enxugar o suor da testa.
- Você são paranormais?
- Mais ou menos.
Naru respondeu arrogantemente, o outro homem olhou para Naru, um pouco incomodado.
- Desculpe-me, eu poderia perguntar se você é...?
- Eu sou o responsável do Shibuya Psychic Research.
Os dois homens ficaram perplexos.
- Você é realmente tão jovem...
- Tudo bem, por favor, explique o motivo da sua vinda.
Os dois homens trocaram olhares e, o mais velho falou:
- Sinto muito incomodá-lo enquanto você está tão ocupado, mas, por favor nos ajude.
O que?! Eles vieram com um pedido?
Naru pensou por um momento antes de assentir, em uma rara visão, Lin interrompeu:
- Naru, agora estamos...
Naru levantou a mão para parar Lin.
- Isso não importa.
- Mas...
- Estamos à espera de qualquer maneira, e não fazendo nada. - Por favor, conte-nos os detalhes da sua solicitação.

Volume 7 - Capítulo 2 - Parte 2


Parte 2

Como esperado, cinco mergulhadores chegaram naquela tarde, e começaram a se preparar para mergulhar no reservatório.
Já que eu não poderia ser de muita ajuda, eu só fiquei assistindo da margem.
Os acampamentos eram perto da nascente do rio e o reservatório ficava mais para dentro. Este rio não era muito profundo, nem muito largo; florestas de pinhais estavam em ambos os lados do rio, os pequenos barracos de madeira na floresta e as barracas no acampamento podiam ser vagamente vistos.
Seguindo o fluxo do rio, a correnteza suavizava gradualmente, em geral, dava para atravessá-lo a nado. No entanto, a água ainda estava muito escura. Além disso, este lugar era no alto das montanhas, e o ar estava frio. A água devia ser muito fria também. Por isso que eu desisti da ideia de nadar.
Longe da margem, havia um barco parado. As pessoas em trajes de mergulho não podiam mais ser vistas. Havia apenas duas pessoas que permaneciam no barco.
Em ambos os lados do rio haviam diques - um grande número de barcos estavam alinhados lá, mas os profissionais utilizaram o seu próprio barco.
Hoje, um vento bastante forte soprava sobre a superfície do lago, as nuvens no céu também eram estranhas, o vento soprou e fez com que o pequeno barco na superfície do lago balançasse instável.
Como esse era um acampamento, não eramos os únicos ao lado do lago. Era uma cena rara ver tantas pessoas reunidas à beira do lago, todas olhando para o pequeno barco na superfície do lago. Embora algumas tivessem ido embora, as palavras que foram ditas pegaram uma carona com o vento para os meus ouvidos.
- O que está acontecendo lá?
- Não está muito claro.- isso foi dito, provavelmente, por um estudante universitário.
- Venha, vamos nadar.
- Eh, eu ouvi algumas coisas desagradáveis!
- O quê?
- A senhora da loja disse que eles estavam lá procurando por um cadáver! - No momento que eu ouvi isso eu me virei para olhar o dono da voz.
- Ah!
- Isso é mentira, certo?
- Eu não sei, eu também só ouvi falar disso, de alguma forma, nos faz sentir um pouco desconfortáveis.
- Urgh! Isso não é desagradável?
- Então, ainda vamos nadar?
...Cadáver.
Isto é uma pessoa que morreu.
O que Naru está procurando, Naru chamou os mergulhadores para procurar por um cadáver?
De repente, senti um aperto no peito, por que eu estava desconfortável? Eu não sabia.
Se eu não falasse com ninguém, eu não poderia tolerar este tipo de sensação.
Daí eu apressadamente retornei à pequena cabana de madeira, neste momento eu vi uma figura de negro à beira do lago, olhando para o barquinho sem qualquer expressão no rosto branco feito neve.
Um pouco hesitante, eu me aproximei. Talvez ele tenha ouvido meus passos na grama, Naru virou imediatamente. Seu olhar escuro em mim, mas logo voltou calmamente para o lago.
Embora eu estivesse um pouco assustada, e a coisa que eu tinha que confirmar também era bastante assustadora, eu tinha que perguntar.
- Ne, foi você que chamou os mergulhadores, não foi?
Quando ouviu isso, Naru olhou para mim sem expressão, franziu a testa um pouco antes de responder-me rapidamente e simplesmente.
- Foi!
- Eu ouvi que você estava procurando um cadáver, é isso mesmo?
Naru levemente suspirou:
- Se isso já se transformou em um boato...
- É verdade?
- É verdade!
- Você sempre esteve procurando por este lugar, certo?
Nenhuma resposta.
- Isso significa que o corpo foi encontrado? - Eu tinha pensado várias vezes sobre isso, e esperava que ele fosse negar minhas palavras.
- ...
- É assim?
- Sim.
Eu arregalei meus olhos momentaneamente.
- Então, até agora, o incessante estudo dos mapas, viagens freqüentes e tudo mais era para achar um corpo?
- Isso.
Baixei a cabeça. Eu tinha sentido no passado, que suas viagens eram muito estranhas, independentemente de onde ele ia ele não parecia ir para passear. Portanto, este foi o motivo, o seu objetivo não era turismo.
- Posso saber por que você está procurando um corpo? - Assim como eu pensei que ele não poderia responder, de repente ouvi uma voz fria.
- De alguma forma eu não posso ignorá-lo.
Por que ele diria isso assim que eu não entendi.
- Há alguma razão?
Como é que a situação evoluiu? Por que ele procura por um corpo? Por que havia um corpo aqui? De quem era aquele corpo?
Masako tinha dito também que o funcionamento do escritório foi também para isso. Por que ele especialmente abriu um escritório só para encontrar um corpo? Pode ser que ele não precise mais do escritório, agora que o corpo foi encontrado?
Naru não iria trabalhar em empregos em que ele não tivesse interesse. E eu completamente podia sentir que ele não estava endividado. Poderia o funcionamento do escritório ser por um motivo diferente? Mas por que ele precisa abrir um escritório só para isso?
Quando Naru não falou, eu estava silenciosa também.
- Isso não tem importância para você!
Eu já sabia que ele ia dizer isso.
Gentilmente suspirei, eu era apenas uma pessoa sem nenhum parentesco com ele, com certeza.
- Essa... essa pessoa tem qualquer relação com Naru? Quem é? - eu perguntei, gaguejando. Desta vez, a resposta de Naru foi uma única frase, com duas sílabas:
- Ani*

* Ani quer dizer irmão mais velho. Não sei porque ele falou dessa forma... O normal é Onissan.

Volume 7 - Capítulo 2 - Parte 1


Capítulo 2 - 12 de agosto

Parte 1

- Ele vai recusar de qualquer maneira.
- Você deveria perguntar mesmo assim, não é que nós, deliberadamente, não fizemos a parte deles.
Ayako estava preparando o café da manhã na primeira manhã na montanha.
- No final, eles não vão querer que você faça a parte deles de qualquer maneira!
- Por que?
- Se eu for, eu não só vou ser ignorada, mas serei considerada uma idiota. Eu prefiro levar o lixo para fora, eu posso ser mais útil dessa forma.
- Se você se orgulha em só conseguir tirar o lixo é uma tonta.
- Suas palavras machucam meus sentimentos!
- Que coração frágil. Assim você não pode sobreviver nesta sociedade moderna com falta de sentimentos humanos. Somente pessoas casca grossa sobreviverão. Deixe de reclamar e vá!
- Não é possível que você vá, Ayako?
Ayako inclinou ligeiramente a cabeça e voltou a olhar para mim.
- Você sabe cozinhar?
- Eu não ... Ugh!
- Já que esse é o caso, então pare com o chilique. Eu não sei se esses dois jantaram na noite passada ou não, não seria surpreendente se eles não comeram.
- Tá bom!
Pisando na grama verde fazendo um som sussurrante, eu caminhei na direção da cabana dos dois. Mas alguém tinha chegado antes: era Bou-san.
- Eu quero saber o que exatamente está acontecendo!
Esse foi Bou-san, de pé no vestíbulo.
- Eu não tenho tempo!
- Seu desgraçado, você realmente é um narcisista, não importa onde você vá. Você tem que deixar todos compreenderem suas ações, não tem?!
- Nunca passou pela minha cabeça ter que fazer qualquer um entender.
- Você...
Naru, de pé no vestíbulo, de repente virou seu olhar para mim. Depois disso, Bou-san também se virou e atirou-me uma saudação.
- Yo!
O clima estava um tanto desconfortável.
- É... vocês estão ocupados?
- Não!
Foi Naru que respondeu. Ouvi Bou-san suspirar.
- Por que? - Naru perguntou friamente.
- Ayako perguntou se vocês querem comer café da manhã ou não?
- Você não pode simplesmente me deixar em paz?
Sim, eu já sabia que ele ia dizer isso.
- Ah! Entendi! Desculpem a interrupção!
Eu fugi às pressas daquele lugar com Bou-san seguindo atrás de mim.
- Você tem algum assunto com eles?
- Eu queria perguntar, mas Naru-chan não parece querer ouvir.
- Por que Naru é tão cabeça dura? E tem tanta falta de simpatia? E uma pessoa tão cheia de segredos? E tão ignorante na arte de ser gentil com os outros?
(No meio do meu mau humor ...)
- É...
Enquanto eu estava murmurando para mim mesma, eu vi Lin-san passando. Ao perceber a gente, ele acenou com a cabeça, antes de ir embora sem dizer uma palavra. Por algum motivo eu parei no meio do caminho e olhei para Lin-san.
Entre os troncos dos pinheiros eu podia ver Naru de pé na pequena cabana de madeira e ouvi a voz do Lin-san.
- Partirão dentro de 2 a 3 dias.
- Para vir aqui?
- Contate os profissionais, eles vão enviar mergulhadores aqui o mais rápido possível. Devem chegar de tarde.
- Mergulhadores?
Olhei Bou-san, Bou-san olhou para mim.
- O que “mergulhadores” quer dizer?
- Devem ser pessoas que mergulham na água como trabalho.
- Só pode ser isso!
Depois de Lin-san e Naru terem terminado a sua conversa, eles fecharam a porta.
- Por que ele iria chamar os mergulhadores aqui?
- Porque é necessário um certificado de mergulho para mergulhar!
- Precisa de um certificado?
- Sim, sim!
- Isso... Isso significa que o mergulho é uma habilidade especial que exige certificação?
- Parece que Naru está procurando algo mais aqui.
- Parece ser o caso! Significa que o que está procurando está na água?
- Sim.
Por alguma razão, me senti um pouco inquieta.
- Eu vou me meter nisso!
- Bou-san, você tem um certificado?
- Eu tenho, mas eu nunca usei isso antes!
- Mas, Naru não nos permitiu fazer parte.
Pensando na personalidade de Naru, Bou-san sorriu amargamente.
- É.. de fato.
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