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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Volume 7 - Capítulo 4 - Parte 5


Parte 5
Embora a sala seguinte fosse uma sala extra, era praticamente um armazém.
A sala seguinte era outra sala de aula.
A que tinha sido usada mais recentemente como uma sala de aula era a antiga sala dos professores. Dentro, haviam 18 pequenas mesas, todas alinhadas.
- Então, haviam 18 alunos.
- Segundo as informações do chefe da aldeia, porque 14 dos 18 alunos se afastaram de uma vez devido à construção do reservatório, que resultou no encerramento das operações da escola.
- Será que foi realmente assim?
Eu olhei em volta para as mesas na sala de aula, em seguida, rapidamente verifiquei embaixo das carteiras.
- Ne, tem coisas aqui ainda.
John e Ayako também se aproximaram para olhar as carteiras.
- Hm, aqui também.
- Do meu lado também.
Arranjando um pouco de coragem, peguei as coisas dentro da mesa. Haviam livros antigos que estavam um pouco bolorentos, suas páginas praticamente coladas.
Olhando em volta, novamente, praticamente todas as 18 mesas tinha uma coisa ou outra dentro.
- A escola claramente parou de funcionar, porque essas coisas foram deixadas?
Eu sabia de uma coisa agora: Quase nada do que o chefe da aldeia ou o seu auxiliar disse poderia ser acreditada.
- Eles realmente foram deixados para trás, é como se todos tivessem morrido de repente.
No quadro negro "18 de maio, quarta-feira” foi escrito em letras grandes. Embaixo estava escrito: "de serviço" e "Ai Takeuchi”.
- Parece que a data que a escola parou de funcionar foi em maio.
- Sim ...
A data em que parou foi 18 de maio.
A parede do fundo da sala de aula exibia peças de prática de caligrafia e arte. Estava tudo sujo de poeira e um pouco de bolor, isso me dava uma sensação extremamente dolorosa.
Na mesa do professor haviam livros e papéis e estava tudo coberto de pó. No centro da mesa estavam dois cadernos.
- É o registro de classe.
Quando ouviram as minhas palavras, todos se reuniram em volta de mim.
Embora pudesse ser aberto, devido as numerosas manchas não podia ser lido. Mas poderíamos dizer que dos 18 alunos, nem um único estava ausente. Na última página, 'Maio' foi escrito, mas o dia, os presentes ou ausentes deixaram de aparecer não dava pra saber.
- É o 18. - John disse, olhando para o quadro-negro.
- Isso não é certeza. Pode ser que o estudante de plantão naquele dia havia escrito a data do dia seguinte ao final do dia.
- Então nesse caso poderia ser o 17.
- Sim, o dia 18 foi uma quarta-feira, pois pelo que está marcado o dia 15 foi um domingo.
Olhando a partir do local onde a marca presente / ausente parou, contando novamente com base no número de dias em uma semana, as marcas tinham parado no dia 16.
- Ah ne, é somente no 16.
- Então é isso.
Ayako olhou para o teto e falou,
- Depois de fazer a chamada no dia 16, algo aconteceu. Material escolar e os animais foram deixados para trás, é como se a escola tivesse sido subitamente abandonada.
- Sim... Há também um diário aqui.
- Que nostálgico.
- Ah ... não pode ser lido também?
- É...
Como esperado, estava mofado também. Mas pelo menos podia ser aberto, e não estava completamente ilegível. A última página podia ser lida claramente.
- 16 de maio, segunda-feira. Estudante de plantão: Ayumi Michiyama
- Como esperado, o 16 foi o último dia.
- Nós finalmente estamos indo em uma viagem.
- Então é assim que foi... - Ayako estalou os dedos.
- O 17 foi o dia da viagem e eles iam se reunir fora da escola. Porque eles não entrariam na escola, a escala de serviço para o 18 foi escrito primeiro.
- Depois aconteceu alguma coisa na viagem?
- Parece que sim... Olhe aqui. - A unha de cor coral da Ayako apontou o diário.
- Diz aqui que houve uma discussão sobre a disposição dos assentos no ônibus.
- Eles pegaram o ônibus para uma viagem...
Poderia ser ... Não deveria, né ...
- Será que este ônibus sofreu um acidente?
Uma possibilidade que surgiu foi que o acidente aconteceu com o ônibus em que os alunos estavam, portanto, muitos dos alunos morreram. Poderiam ter morrido todos os 18? É por isso que esta escola, havia perdido todos os seus alunos e parou de funcionar?
- Foi realmente assim...? - John disse dolorosamente, olhando ao redor da sala de aula.
Em contraste, a voz do chefe era incomparavelmente fria.
- Mesmo se fosse assim, por que deixariam todos esses materiais...?
Eu inclinei a cabeça pensativa.
- De fato. Falando nisso, se essas coisas pertenciam aos mortos, a família gostaria de guardá-los.
- Primeiro, não é possível que tenham deixado os animais sozinhos, mesmo que todos morreram. - Ayako que falou e eu só conseguia acenar em concordância.
- A escola deixou de operar por causa de um acidente infeliz, apesar disso ser compreensível, não é só isso... Deve ainda haver algo mais.
Se fosse só os espíritos das crianças que apareceram, o chefe da aldeia e os outros não poderiam esconder.
- Será que era verdade? - Ayako perguntou de repente.
- O quê?
- Que uma vila de férias será construída próxima a esse local. Basta olhar para esta escola, eu não acho que este lugar tem as condições geográficas necessárias para construir um centro de férias.
- As palavras que as raposas falam não são confiáveis.
- É... de fato. Se for esse o caso, então porque é que o próprio chefe da aldeia, veio fazer um pedido? Poderia ser explicado se existissem instalações para um centro de férias perto deste lugar? Mas se esse plano não existe, então simplesmente porque existem alguns espíritos que apareceram aqui, eles pedem para médiuns que estão apenas viajando nas proximidades para investigarem - há realmente esta necessidade?
- Poderia ser porque - há outros – que como nós, puderam entrar, mas não conseguiram sair?
- Se for esse o caso, então não seria mais rápido bloquear as entradas e saídas?
- É realmente...
Neste momento, ouvimos um barulho misturado ao som da chuva.

Volume 7 - Capítulo 4 - Parte 4


Parte 4

Devido a ideia firme de Naru, todo mundo mergulhou na exploração da escola.
- Antes de começar, é melhor sermos um pouco mais cautelosos, ninguém deve sair por aí sozinho.
- Ok.
Todos caminharam lentamente para fora da parede falsa, primeiro fomos para a sala de aula no primeiro andar, que estava cheia de coisas. Mesas e cadeiras foram empilhadas em um canto da sala em desuso. O clima era um pouco diferente na quarta sala de aula. Ela estava organizada. As gaiolas, caixas e bebedouros não funcionavam. Apesar de ter sido muito bem arrumados, a espessa camada de poeira dava um sentimento desolado.
- Isso realmente nos faz sentir desconfortável. - Ayako olhou para a tina de água seca e fez uma careta, uma substância negra de lama, como preso ao seu interior, um leve cheiro de podridão permeava a sala de aula.
- Shibuya-san. - chamou John. Ele estava agachado perto de uma pequena montanha de pó.
- Isso...
No canto da sala de aula... No canto da sala de aula havia uma montanha de lixo do tamanho de uma caixa de laranjas. Olhando de perto, realmente havia uma pilha de pêlo e cobertor que parecia que ia desmoronar logo. Uma corrente saia do meio da pilha de lixo.
A corrente enferrujada se estendia para a parede da sala de aula, presa em um grande prego na parede.
- O que é isso?
Quando Naru puxou, algo vermelho foi arrastado para fora da pilha de lixo imediatamente.
- Isso não deve ser um anel, seria...?
- É provavelmente uma coleira para cães ou algo assim.
Deixei escapar um suspiro.
- Lin, tem alguma... - Antes de Naru terminar a frase, Lin entregou uma caneta esferográfica. Naru a pegou e começou a revirar o lixo.
- O que você está procurando?
Enquanto eu falava, percebi que a coleira parecia que não tinha sido aberta, era só o tamanho que caberia no pescoço de um gato ou um cão. - Mas, por que não foi desatada?
Esta era uma escola abandonada, por isso, se os animais eram mantidos aqui então quando a escola fechou alguém os teria levado embora. Talvez alguém o tenha levado, mas deixado a coleira aqui? E a coleira deveria estar aberta... De alguma forma, parecia que havia algo por aqui.
Naru pegou um fragmento da pilha de lixo.
-Isto é...
- É provavelmente um osso de alguma coisa.
Não pode ser...
- Parece que o chefe da aldeia e seus companheiros são realmente um bando de raposas espertas.
- Sim. - John acenou com a cabeça em concordância.
- O que você quer dizer? - Eu perguntei.
- A escola deixar de funcionar... Eu acho que a razão não deve ter sido devido à redução do número de alunos. Se a escola encerrou as operações seguindo os procedimentos adequados, não teria deixado os animais por conta própria. Além disso a coleira que encontramos... É como se o animal morreu na caixa com a coleira em seu pescoço.
- Essa caixa é uma caixa de papel, que é um item muito leve. O animal poderia movê-la. Mas ele permaneceu em silêncio no canto da sala de aula, nem parece que tivesse sido derrubada antes. O pano costurado em sua base está em bom estado. Eu penso que este cão morreu em uma condição sem fome ou ruído.
- Porquê?
- Eu não sei.
O tom de voz desagradável e o som da chuva lá fora confundiam-se.
Ordenadamente dispostas sobre a mesa estavam três bebedouros, quatro gaiolas de pássaro e uma gaiola para coelhos ou similares. Uma espessa camada de poeira cobria cada item. Embaixo desse monte de lixo, haviam pequenos pedaços de ossos.
De repente, senti frio, mas a razão já não era por estar vestindo roupas molhadas.

Volume 7 - Capítulo 4 - Parte 3


Parte 3

Nós quebramos os já gastos e quebrados banquinhos e colocamos fogo.
Embora não tivesse escurecido no interior da escola, é verdade que a presença de fogo é calmante. Além disso, nossas roupas molhadas estavam geladas, por isso que senti ainda mais que era uma grande coisa ter fogo.
Embora tivesse uma porta para fora, ela não se mexeu um centímetro, apesar dos nossos esforços. No interior havia duas portas, ambas foram seladas com selos de proteção. Nós nos reunimos em torno do fogo e sentamos no chão de cimento. Apesar de estar coberto de lama, não havia nada que pudéssemos fazer sobre isso.
- Mai, quer uma bebida? - Ayako me perguntou.
- Algo doce.
- O copo?
- Aquele com o sapo. Ne Naru, passa o copo.
Naru parecia que estava pensando em alguma coisa.
- Há sete salas de aula no nível 1, mas havia apenas vinte alunos. Como as sete salas de aula eram usadas?
- As duas no final tiveram o muro de separação derrubado - era originalmente uma sala dos professores, mas mais tarde foi transformado em sala de aula. A sala seguinte era originalmente a enfermaria, que virou sala dos professores.
- Será que os professores ficavam lá?
- Não, os alojamentos dos professores estão de frente para a porta de entrada - aparentemente haviam casas lá dentro no passado. A quarta sala do interior era originalmente a sala de ciências da casa - alguns pássaros e animais foram mantidos lá. As três salas restantes foram originalmente um laboratório de ciências, uma sala de arte e uma sala de música, que não foram utilizadas na época. Ele foi originalmente um edifício relativamente grande.
Então era assim que era. Pensando bem, tudo isso foi mencionado durante a nossa reunião.
- E quanto ao tamanho da escola.
Quando Ayako perguntou isso, o rosto do Naru mostrou desagrado.
- Você não ouviu o que foi dito durante a reunião?
- Ohhhhh.
- Havia oito aldeias desta zona, mas três delas desapareceram há muito tempo.
- O desaparecimento de aldeias agrícolas é realmente sério.
- Mas - duas dessas aldeias estão no fundo do reservatório.
- É assim...
Mencionando o reservatório, lembrei-me dele. Nós não sabemos como o trabalho no reservatório estava progredindo. Apesar de ter sido interrompido por esta tempestade, eles provavelmente não tenham encontrado ainda. - Porque se eles tivessem encontrado, alguém deveria vir aqui para nos informar.
Olhando pela janela, a chuva lá fora havia diminuído um pouco. Eu podia ver o carro lá fora - era tão irritante.
- A questão é o que a outra parte pretende atingir, fechando-nos até aqui. Independente do que aconteça, parece que eles não pretendem deixar-nos sair tão facilmente.
- Isso é o que parece.
Olhando para o relógio no meu pulso, fomos selados por quase duas horas já. Como estava chovendo, o céu deverá escurecer mais cedo que o habitual. Eu olhei para a fogueira - se o sol se pusesse estaríamos dependendo de sua iluminação.
Não! Se Bou-san e companhia voltarem, eles serão uma grande ajuda.
- Bou-san e os outros são muito lentos.
Ayako balançou a cabeça concordando com as minhas palavras.
- Sim, pode ser porque Yasuhara quis pedir informações ao redor?
- Sim...
- Eles podem demorar até anoitecer.
- Isso não deveria ser assim. Eles saíram para comprar o almoço.
- Nem me fale. De qualquer forma isso é tudo que podemos fazer. Não é como se tivéssemos qualquer outra opção.
Naru se encolheu desinteressado com as palavras de Ayako.
- Vamos ver como é que devemos fazer a investigação deste edifício. Não há nenhuma utilidade em ficarmos impacientes para sair.
Ele realmente disse isso tão friamente em uma situação assustadora.
- As pessoas no acampamento disseram que na verdade nunca ouviram rumores sobre a aparição de espíritos aqui.
Ayako deu um suspiro.
- Esqueça isso - mesmo se tiver rumores, também há coisas que as pessoas não mencionam.
- Mas, o assistente não disse que ninguém havia encontrado fantasmas aqui?
- Sim.
- Nós poderíamos ter sido enganados, não sabemos ao certo. - Foi Naru quem falou.
- ?
Naru começou a sorrir forçado novamente.
- O ajudante não o mencionou? Que eles esperavam nossa ajuda para manter isso em segredo? Renda proveniente do turismo é uma questão de vida ou morte para eles.
- É verdade que foi mencionado.
- Não é apenas a presença de boatos. Na realidade, provavelmente não deve ser tão simples como se existem boatos ou não.
- Não só? Quer dizer que, na realidade, há espíritos que aparecem e que assombram também?
- Isso é exatamente o que estou dizendo. A probabilidade de que algo grave tenha acontecido é muito alta, por isso o chefe da aldeia veio fazer a solicitação pessoalmente.
- É...
- Mas eles foram sinceros ao dizer que se a história vazasse para fora eles teriam problemas, afetaria o volume de turistas e, consequentemente, a sobrevivência da aldeia. - Então, os detalhes da situação estão escondidos.
Realmente é perigoso o bastante
- Felizmente, as pessoas que administram o camping são todos seus parentes. Assim, como parentes, não deixariam o segredo vazar.
- Mesmo que não fosse assim, o pessoal do camping depende do dinheiro do turismo para suas refeições, com base nisso não iriam falar.
- É.
É por isso que digo que essa é uma situação criada pelos adultos.
- O que você acha que foi o incidente mais grave?
- Nós ainda não sabemos. - dizendo isso Naru levantou-se. - Eu vou para dentro para investigar.

Volume 7 - Capítulo 4 - Parte 2


Parte 2

- O que devemos fazer? - Eu perguntei. Naru deu de ombros.
Todos temporariamente voltaram para o hall de entrada e sentaram-se.
- Nós ainda não sabemos o objetivo do adversário.
- Adversário?
- Eu tenho que explicar tudo para você? É o adversário que faz uso da força paranormal para nos trancar dentro deste lugar.
- Se for esse o caso, então o oponente não deve ser humano, certo?
- Com base no senso comum, estamos atualmente neste tipo de situação.
- Pelo menos nós descobrimos que realmente há algo mais aqui.
- Sim, eu não esperava qualquer outra coisa.
- De fato.
Mas o fato era imutável, o som da chuva continuava do lado de fora, parecia que tinha uma cachoeira lá fora.
- Esqueça isso, então não vamos fazer nada?
Após um suspiro, Ayako disse:
- Bou-san e os outros que foram às compras vão voltar em breve. Eles podem encontrar uma maneira de abrir do lado de fora.
- Mas se eles não conseguirem? - Quando eu disse isso o rosto da Ayako estava cheio de desgosto.
- Nós vamos fazer eles darem um jeito, independentemente, felizmente eles ainda podem nos dar um pouco de comida e água passando pelos lugares onde não há vidro. Eu acho que assim podemos sobreviver por um tempo, em qualquer situação.
Naru riu amargamente:
- O problema é o quanto podemos esperar.
- É.
- Embora nós não sabemos o que o nosso adversário está planejando fazer, eu não acho que simplesmente só quer que a gente se sinta incomodado ou feliz.
Ayako estava silenciosa, John falou:
- Não há nada que possamos fazer.
- Sim, é realmente assim.
Naru balançou a cabeça e olhou para nós.
- Alguém aqui tem um isqueiro?
- Eu trouxe um. - Ayako assentiu. Naru o pegou, em seguida, olhou mais uma vez em volta do hall de entrada.
- Primeiro, use sapateira para criar uma barricada no corredor.
- As barricadas tem alguma utilidade contra os espíritos? Não é melhor usar a sala de aula?
Em resposta à minha pergunta, Naru encolheu os ombros:
- A sala de aula não vai servir, não podemos ter apenas um alívio temporário, devemos pensar no que poderá acontecer depois que o sol se pôr.
??
Fiquei confusa, Naru imediatamente colocou um olhar arrogante.
- Você quer esperar na mais completa escuridão?
Ah, entendi. E isso foi realmente muito embaraçoso, eu não ter entendido. Com o isqueiro nós podemos acender uma fogueira no chão.
Havia dois banquinhos no vestíbulo, e 2 sapateiras também. As peças estavam alinhadas lado a lado, provavelmente porque costumava haver muitos alunos inicialmente. Havia muitas sapateiras não utilizadas empilhadas no vestíbulo - uma breve contagem mostrou que havia mais de 10 delas. Levamos a maioria para o corredor.
- Se acontecer alguma coisa, não poderemos chegar ao outro lado, então, por favor, não bloqueiem completamente. - Lin disse.
- Se não bloquear totalmente, então não é inútil?
- Isso não importa.
Nós colocamos as sapateiras em ambos os lados do corredor até o teto, com um espaço no meio para as pessoas passarem. Ligeiramente à frente dessa passagem, empilhamos mais prateleiras de sapatos. Era exatamente como esconder a entrada com uma tela.
- Isso está certo?
- Quase lá. Quem trouxe a fita?
- Eu tenho algumas - mas elas são de plástico.
Entreguei a fita para Lin, do bolso de sua jaqueta, Lin tirou um selo de proteção e o prendeu ao lado da "tela" feita de sapateiras de frente para o corredor.
- Isso... Posso fazer uma pergunta?
Lin não respondeu, mas apenas olhou para mim.
- Por que você fez isso?
- Há uma crença popular de que espíritos malignos só podem andar em linha reta, é por isso que há o costume de colocar um muro em frente, ou no lado interno de uma porta. É aproximadamente igual a esta parede falsa ou tela.
- Ah... é isso.
- Embora seja apenas uma crença que eles só podem andar em linha reta, a parede falsa realmente tem um efeito - porque os espíritos percebem isso como uma verdadeira muralha.
- Há espíritos que podem passar através das paredes, também, não há?
- Sim. Se estamos falando de espíritos que podem passar através das paredes, eles poderiam, naturalmente, passar por esta proteção facilmente. Mas se esse for o caso, bloqueá-la totalmente daria o mesmo resultado.
Ah - esse é o caso.
- Há também uma porta no segundo andar.
- Sim, embora seja muito pequena.
- Devemos construir uma parede falsa lá para selá-lo com antecedência?

Volume 7 - Capítulo 4 - Parte 1


Capítulo 4 - 13 de agosto, 11:00 ~ 15:00

Parte 1

- O quê? Você tá brincando?
Não ousando colocar isso em palavras, ficamos em silêncio.
- Será que por causa da chuva, a porta de madeira molhou e ficou presa? Se a porta não pode abrir, vamos tentar as janelas. - Esta era a voz da Ayako.
Pensando nisso, havia muitas janelas neste lugar, e os vidros já estavam quebrados, não era possível ficarmos presos neste lugar.
- Mai, John, afastem-se. - Ayako pegou a garrafa de vidro vazia perto de seus pés.
- Vamos quebrar esse vidro e abri-la de fora.
- Depois nós discutiremos quem será o primeiro a sair daqui.
- Desde que eu não seja a última.
Embora o tom da conversa fosse relaxado, as nossas expressões faciais haviam endurecido um pouco. Ayako bateu a garrafa vazia contra o vidro, criando um som que deu arrepios na minha espinha, cacos de vidro espalhados pelo chão. Cacos do frasco, que foi usada para bater no vidro, só a garrafa foi quebrada.
- Você tem que estar brincando!
Fiz um gesto para Ayako, que estava um pouco desconfortável.
- Não existem várias outras janelas? Vamos tentar?
- S... sim.
Estávamos prestes a fazer uma nova tentativa quando Naru nos interrompeu.
- Não se mexam desnecessariamente.
- Ah?
- Vamos investigar isso primeiro. John, vá para o segundo andar para verificar. Mai !
- Eu!
- Vá com John, nunca se separe dele. Matsuzaki-san, você pode ir com eles também?
- Vamos explorar.
-Yeah!
Corri atrás de John e Ayako. Minhas roupas encharcadas estavam pesadamente presas em volta do meu corpo.
A escada ficava bem no centro do corredor em linha reta ao hall de entrada. Se subíssemos as escadas, em frente seria o palco, mais acima haviam paredes de madeira, bloqueando completamente qualquer saída possível.
- Ah ne, não há para onde ir a partir daqui.
- Que exploração curta.
- Há uma porta. - Havia uma pequena porta onde Ayako apontou, foi fechada com uma pequena trava de metal.
Apesar de ter sido fechada com um cadeado, ele saiu da madeira com um puxão leve. A madeira já tinha apodrecido. Afastando a madeira era uma pequena passagem, não podíamos passar, a menos que curvados. Dentro havia um lance de escadas.
- ... O que devemos fazer? - Eu olhei para o John. Devemos descer? O que devemos fazer se a porta não se abrir depois que entrarmos?
- Mai e Matsuzaki-san, fiquem aqui e mantenha a porta aberta. Eu vou na frente para dar uma olhada.
- Mas Naru disse para não nos separarmos.
John sorriu e disse:
- Eu só vou subir um pouco, vou voltar assim que verificar o estado da janela. Se estiver aberta poderemos sair, se a janela não puder ser aberta, então as outras janelas também não poderão.
Eu podia ver uma janela não muito longe do topo da escadaria.
- Você só vai até lá, certo?
- Sim, só lá. Vou testar se essa janela pode ser aberta e voltar logo.
- Tá ...
Eu apoiei as minhas costas na porta para mantê-la aberta, Ayako também segurou o batente com força. John inclinou-se e entrou. Estava ainda mais empoeirado lá dentro.
Além da janela, não havia outra fonte de luz. E a luz da janela era muito fraca por causa da chuva. Dentro do prédio da escola, parecia que já estava anoitecendo.
No topo da escada, um corredor comprido. No primeiro andar, à direita, havia sete salas de aula alinhadas em uma fileira.
- Por que existem tantas salas de aula?
- Provavelmente, porque havia muitos alunos quando essa escola foi construída.
- E como o número de alunos diminuiu, o segundo andar não era utilizado e foi fechado.
- Provavelmente.
Enquanto eu falava, meus olhos seguiam as costas de John de perto. John estava na frente da janela e a balançou um pouco, antes de descer imediatamente. Parecia que a janela não podia ser aberta, ela não se mexeu um centímetro.
- Não funcionou?
John sorriu com amargura:
- Não. De alguma maneira eu sinto como se as janelas estivessem todas tortas.
Dizendo isso, ele saiu pela porta. Somente neste momento me fez perceber como eu estava tensa, só depois que John saiu totalmente, eu finalmente relaxei. Ayako, também, soltou um suspiro.
Depois de descermos, Naru e companhia ainda estavam tentando sair pelas janelas. Após ouvir a explicação de John, a expressão de Naru ficou extremamente grave.
- Como estão as coisas aqui embaixo?
- Não podem ser abertas.
- Vamos usar um método mais forte.
- Vamos fazê-lo.
Lin abriu uma sala de aula próxima e tirou uma cadeira. John pensativamente tomou um pequeno frasco de seu bolso, e gentilmente espalhou gotas de água e desenhou uma cruz.
- Por favor, afastem-se. - Lin pegou a cadeira e a jogou, eu rapidamente cobri meus ouvidos. Um som estridente foi criado momentaneamente.
- Ah.
Eu olhei para a cadeira quebrada, e então para a janela. No instante em que a cadeira foi arremessada em direção à janela, ela balançou. Mas isso era tudo: nem a moldura da janela nem o vidro, tinham sofrido qualquer dano. Eu peguei a perna da cadeira quebrada e atirei-a contra o vidro. Independentemente de quão forte batíamos no vidro, não aparecia uma única rachadura.
Sem qualquer alteração na voz, Naru disse:
- Nós fomos completamente selados aqui dentro.
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