domingo, 3 de fevereiro de 2013

hehehe

Oi pessoal!

Ainda estou na minha pausa! Afinal o ano só começa depois do carnaval, certo!? rsrs

Enquanto isso estou pensando nas promessas que deverei cumprir em 2013!

Ainda bem que a Aline está fazendo um ótimo trabalho não deixando esse blog abandonado!

Bom, mas só passei para deixar um link que achei de um pessoal traduzindo (para inglês) os livros do Akumu no sumu ie:

http://midnightreverie.dreamwidth.org/tag/translating

Ainda não li! E também não sei se vou traduzir! Esperar para ver se isso evolui ou não! Pq vou odiar se eles pararem no meio da história e acho que serei odiada se eu parar a tradução para português no meio também!! (eu me odiaria, mas não poderia fazer nada! Meus 3 meses de nihongaku mil anos atrás... Não me permitem traduzir sequer uma frase completa!! Aff. rs) O mangá tbém só tem 2 capítulos em inglês...

Então pessoal, bom carnaval para todos! Divirtam-se bastante, mas lembrem-se de segurança em primeiro lugar! Não encham a cara e saiam dirigindo, ok?! Nada de irem encontrar o Gene antes da hora! rs

Se vcs quiserem a tradução do Akumu mesmo correndo o risco de ficar incompleta me avisem, ok?!

Bjs Susi

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Volume 4 - Capítulo 1 - Parte 6 e 7

Como o prometido, termino aqui o primeiro capítulo do quarto volume, antes do fim do mês. Enjoy it!


6


Com o grupo de Yasuhara liderando o caminho, fomos até a sala - 3-1.

A sala se localizava no primeiro andar do Bloco Oeste. O complexo do Colégio Ryokuryou tinha o formato de um “コ”, para o norte ficava o ginásio; A sala dos funcionários e a cantina dos estudantes eram adjacentes e ficavam no Bloco Norte; Virando uma curva entrávamos no Bloco Leste, que consistia nas salas especiais; virando outra curva estaríamos no Bloco Sul, onde ficavam as salas comuns. Uma curva depois do Bloco Sul, levava ao Bloco Oeste. Era um prédio de três andares que era composto apenas de salas.

Logo que a porta foi aberta, um cheiro fraco atingiu meus sentidos com força. Era um fedor detestável, como o cheiro de algo podre.

Yasuhara entrou na sala, e se virou para nos encarar.

"Eu praticamente não consigo mais sentir o cheiro, e quanto a vocês, pessoal?"

Naru acenou.

"Não é um cheiro muito forte, mas definitivamente existe um odor."

Bou-san abriu as janelas da sala.

"Mesmo depois de abrir a janela, o fedor não se dissipa."

Estreitando os olhos, Naru examinou a sala. Tocando em cada mesa, ele se moveu pela sala.

"Não há um lugar em que o cheiro seja mais forte."

Yasuhara concordou.

"É exatamente assim. Mesmo que tenhamos procurado com cuidado para encontrar a fonte do cheiro, a sala inteira fede."

Naru assentiu, e depois ele, de repente, ficou parado. Ele virou para olhar na direção do grupo de Yasuhara que estava perto da porta.

"Alguma coisa estranha já aconteceu aqui?"

"Coisas estranhas?"

Yasuhara inclinou a cabeça. A expressão de Naru era severa.

"Como invocações, esse tipo de coisa."

Naru estudou o rosto de todos, o grupo começou a murmurar.

"Ele não está falando de Worikiri-sama?"

"Isso é..."

Se sobrepondo às várias vozes em discussão, Naru disse, "O que é isso?"

Yasuhara representou o grupo para responder.

"Recentemente… Melhor dizendo, desde o começo do Segundo semestre, Worikiri-sama tem sido popular. É isso?"

Essa última frase foi direcionada às garotas que estavam atrás dele.

As garotas concordaram, nervosas.

"Não só na nossa turma, é popular por toda escola - Worikiri-sama, Gongen-sama e outras coisas."

Worikiri-sama...?

"O que é isso?"

Embora eu tenha feito a pergunta a  Bou-san, ele virou para encarar as garotas.

"Eu tenho um comigo, não foi usado." Uma garota tomou a frente. Ela pegou um pedaço de papel da mesa dela.

"Isso."

Ah!

No papel estavam os Cinquenta Sons. Isso é... Kokkuri-san...

Bou-san parecia pensar isso também.

"Isso é Kokkuri-san?"

As garotas começaram a gritar. A garota que nos deu o papel, nos encarava, muito insatisfeita.

"Até parece. Seu suposto Kokkuri-san é para convocar uma raposa, certo? No centro tem uma ilustração de um Torii (pássaro)... E ouvi dizer que Kokkuri-san é muito perigoso, e não deveria ser utilizado de forma casual. Por isso, olhe."

Ela apontou para o símbolo estranho no meio da página. Haviam palavras organizadas para formar um círculo, com as palavras "Sim" e "Não" dos dois lados. A palavra repetida "鬼(Oni; Demônio)" arrumada num círculo e o molde quadrangular dentro dele, davam uma impressão estranha.

"Worikiri-sama é invocar um deus. E é muito preciso ao prever combinações amorosas, etc. Gongen-sama é..."

Enquanto ela falava, Bou-san tomou o papel sem avisar.

"Olhe isso!"

"Como Gongen-sama aparece?"

Bou-san amassou o pedaço de papel e formou uma bola.

"Gongen-sama é um deus invocado. Porque é um deus, ele pode nos ajudar a resolver problemas, etc..."

Bou-san arremessou a bola de papel. Ela bateu na parede antes de cair na lixeira.

"O quê? Há um problema?!"

A garota olhou para Bou-san, com dificuldade.

"Gongen-sama. Tarou-san. Hitofude-sama. Cupid-san. Todos eles são aliados de Kokkuri-san."

"Eh!"

As exclamações não vieram da garota que nos deu o papel.

"O que vocês estava fazendo era real e verdadeiro Kokkuri-san. É a mesma coisa, não importa como você chame isso. Você, casualmente, invocou espíritos, e os tratou como brinquedos."

"Como isso poderia..."

Bou-san parecia furioso.

"Até os não iniciados são capazes de invocar. Qualquer um pode convocar um espírito, mas para mandar um espírito de volta, é necessário prática. Não faça mais isso."

"Mas... todos dizem que se for Worikiri-sama, então não é nada assustador e não importa..."

"Isso é besteira. É por causa de todos vocês que fazem esse tipo de estupidez que esses distúrbios estranhos aconteceram!"

Vendo o rosto de Bou-san, a garota imediatamente ficou deprimida.

"Realmente, em todo lugar é assim. Na turma onde o cachorro preto apareceu, também tinham pessoas brincando com esse tipo de jogos doentios. É provável que eles tenham invocado um espírito de nível mais baixo. A causa do envenenamento deve ter sido algo similar."

"Mas! Worikiri-sama é muito popular pela escola!"

"Bom... Esse cara é muito sortudo, o prédio da escola ainda vai entrar em colapso."

As garotas baixaram suas cabeças.

Naru interrompeu.

"Você diz que ele é muito popular. Quão alta é essa popularidade?"

As garotas encararam umas às outras.

"A verdade é que na escola, todos estiveram fizeram isso."

"Entre os que estão presentes aqui, tem alguém que não fez isso?"

Incluindo Yasuhara, nenhuma pessoa levantou a mão.

7


Nesse momento nos espalhamos e visitamos várias salas, apanhando qualquer aluno remanescente, e perguntando se e quantas vezes eles tinham feito Kokkuri-san.

O objetivo principal da investigação era determinar a popularidade; a proporção de alunos que tinham feito isso; estimar a frequência com que praticavam. A investigação estava mais ou menos complete antes do pôr do sol, então retornamos para a sala de reuniões para tomar um chá.

Como a sala de reuniões não tinha acessórios, Yasuhara trouxe os utensílios para fazer café da sala do conselho estudantil. Depois de usar uma antiga lâmina de aquecimento (heating plate) para ferver a água, eu adicionei o café instantâneo. Lavei cuidadosamente a xícara de chá esmaltada, que tinha o estilo das xícaras antigas do oeste, e apreciei a sensação de nostalgia. Ela deve ter sido usada por muitas gerações de conselhos estudantis.

"Como está?"

Depois de servir o café para todos, Yasuhara sentou. Depois nos sondou.

Se apoiando nas costas da cadeira, Bou-san olhou para sua pilha de anotações, deu um grande suspiro antes de colocá-las sobre a mesa.

"Essa coisa é enorme, que Deus nos ajude."

"Isso é tão sério?"

Bou-san moveu a cabeça, frustrado.

"Todos os estudantes da escola estão fazendo Kokkuri-san."

Seu suspiro foi em direção às anotações.

Aqueles eram os resultados da investigação feita com a ajuda de Yasuhara e seu grupo. De todos os estudantes, mais de 90% fizeram Kokkuri-san pelo menos uma vez, e desde setembro, a maioria deles fez isso em todo intervalo.

Em novembro e dezembro, antes dos estranhos incidentes começarem, a quantidade era baixa. Apesar disso, quem sabe quantas vezes os espíritos foram invocados na escola com sucesso, repetidamente?

"... é culpa dos espíritos que foram invocados. Exatamente, quantos espíritos estão assombrando a escola? Talvez não apenas milhares, talvez dezenas de milhares."

Bou-san soltou outro grande suspiro e se virou para Naru.

"Quero dizer, Naru-chan, você está mesmo falando sério?"

Naru, também parecendo frustrado, olhou para for a da janela, e não respondeu.

"Quer dizer, por que nós simplesmente não desistimos e vamos embora. De qualquer forma é responsabilidade dos estudantes, então eles simplesmente deveriam exorcizar os espíritos eles mesmos e o caso estaria resolvido." – disse como uma criança tendo um ataque de raiva.

"Não posso suportar isso. Fazer Kokkuri-san e o sujeito chama espíritos indomáveis."

Yasuhara disse "relaxe, relaxe," sinceramente.

"Eu entendo o que está sentindo. Por favor."

"Certo. Eu vou te ensinar as formas de exorcizar, e você vai fazer isso."

"Isso..."

O rosto de Yasuhara estava confuso. Eu reprendi Bou-san, dizendo,

"Isso não vai servir, monge! O diretor pediu um favor a nós."

"Por mim, eu não gosto do diretor dessa escola."

"Ah, então você está sendo difícil porque Matsuyama o intimidou."

"Cale a boca..."

Eu desarrumei o cabelo de Bou-san.

"Pobre Bou-san. Sua alma pura foi machucada."

"Exato. Ser injustamente tratado como um vigarista; embora não aconteça com muita frequência. De verdade, é trabalhoso ser usuário de poderes psíquicos."

Bou-san fingiu chorar.

"Se é esse o problema, damos um jeito. Junte todos os espíritos e faça com que se concentrem em Matsuyama, seria engraçado."

"Oh, não é uma má ideia."

En, no momento em que Matsuyama é mencionado, Bou-san presta atenção.

"Eu realmente sinto muito que Matsuyama seja esse tipo de cara."

Não, isso não é algo pelo qual você tenha que se desculpar, Yasuhara.

"Da perspectiva dos estudantes, questões que envolvam esse cara são completamente ignoradas. Todos tentam não ter nada a ver com ele, porque não é como se ele ouvisse a opinião dos outros. Pelo contrário, os estudantes que são mais maduros ao tolerá-lo."

Não pude evitar achar as palavras de Yasuhara incríveis...

Bou-san ergueu a cabeça.

"Yasuhara-kun, você está bem?"

"O quê?"

"Isso é, com você ajudando a gente com nossos pedidos... Matsuyama disse alguma coisa a você?"

"Não se preocupem. Porque minhas notas são boas" – Yasuhara disse isso sorrindo, mas sério.

"No passado ele falou muito. Não estou muito certo de quando foi, mas eu escrevi que meu objetivo era entrar no Departamento de Literatura e Economia, e de repente, ele parou de me criticar. Pessoas que abusam de seu poder são fracas quando têm que enfrentar o poder."

Então foi assim.

Ao descobrir a verdade, Bou-san e eu ficamos impressionados. Eu não sei se Naru estava ouvindo, ele estava olhando para fora da janela parado.

"O que é? Continua pensando profundamente em alguma coisa?"

Naru continuou em pensamento profundo.

"...sim. Não é como se fosse algo profundo, só estou um pouco preocupado."

"Preocupado? Com o quê?"

"Como Matsuyama mencionou, o Japão atual parece ter tornado o oculto popular."

"Assim parece. E daí?"

"Entre as escolas do Japão em que Kokkuri-san é popular, quantas vocês acham que existem?"

Então é isso. "Por que essas coisas estranhas só aconteceram no Colégio Ryokuryou?" provavelmente é o que ele está tentando dizer.

"Entendo o que quer dizer, mas você não acha que a quantidade aqui é excepcional?"

Ouvindo as palavras de Bou-san, a expressão de Naru se tornou mais séria.

"Pessoas não treinadas nem sempre obtêm sucesso em invocar espíritos, mesmo que tentem. Em outras palavras, o número de sucessos é pequeno. Essa é uma escola especial para psíquicos? Mesmo assim, não acredito que a situação progrediria tão rápido."

"Talvez."

"Além do mais, tem a situação atual. Mesmo que todas as histórias estranhas sejam simples mentiras, e a criança na sala LL? O cachorro preto? Os incêndios? Temos certeza que jogar Kokkuri-san invoca espíritos, e entre esses espíritos, há alguns que são poderosos, e incidentes em que eles causam mal não são desconhecidos. Mas, se esse é o caso, a quantidade também é anormal."

"Essa..."

Eu disse. Eu queria perguntar a Bou-san algumas questões básicas. Nessas situações, Naru é, basicamente, inútil. (Nota: mesmo se eu perguntasse, ele não ia responder...)

"É verdade que Kokkuri-san convocaria espíritos?"

"Seria assim, se fosse feito por um psíquico."

"Não aconteceria com aqueles que não são psíquicos?"

"Não. Pra começar, isso é muito arbitrário."

"Pra dizer a verdade... Eu fiz Kokkuri-san uma vez."

"Heh. Até a Mai pode fazer coisas chatas."

"Isso é o que você chama de ignorância da juventude. Kokkuri-san era muito popular na escola fundamental. E depois, essa moda de espíritos chegou… ou melhor, a moeda de 10 yen se moveu, e previu um monte de coisas corretamente. Como você explica isso?"

"En... como eu posso dizer..."

Bou-san olhou para Naru; Naru deu de ombros.

"Mai, tente colocar seu dedo na mesa. Como se fosse jogar Kokkuri-san."

Eu coloquei meu dedo na ponta da mesa.

"Seu dedo está tremendo. Não se mexa."

Eu não fiz meu dedo tremer de propósito. Mas olhando para a ponta do meu dedo, minha mão estava tremendo mesmo, mesmo que só um pouco.

"Mesmo que você diga isso..."

Mesmo que eu tentasse ficar parada, não consegui.

"Entendeu?"

"Huh?"

"O corpo humano é assim."

Ah, é verdade.

"Quando têm muitas pessoas fazendo isso juntas, sob a influência do tremor de cada pessoa, a moeda se move. Kokkuri-san e a Tábua Ouija (nota: Tábua Ouija – usada em comunicação ou convocação de espíritos como uma tábua divina ou profética, similar   a Kokkuri Japonesa. Usando as letras do alfabeto latino e números, Sim/Não, etc. Na tábua, a planchette ((obs: aquela placa triangular que fica no centro da Tábua Ouija e que todos colocam a mão)) se moveria na direção dos espíritos, ou daria alguma mensagem profunda.) etc... a teoria por trás dos dois era a mesma. Todos estão se movendo inconscientemente. E porque é algo inconsciente, o movimento resultante é inesperado."

"En."

Saber disso fez com que eu achasse o jogo sem graça.

"Mas, isso realmente prediz um monte de coisas de forma correta – o que quer dizer?"

"De maneira geral, as pessoas que pensam assim, também pensam, ‘seria muito bom se a moeda se movesse’, certo?"

"Sim – é mais interessante se a moeda se mover."

"As pessoas também pensam, ‘se a resposta da pergunta for a certa, seria bem mais interessante.’ ‘Quantos anos as Mai complete esse ano?’ alguém pergunta. Todos sabem a resposta. Dezesseis anos. Subconscientemente todos estão pensando, ‘ se ela se mover para um, e depois para o seis, seria incrível’, essa esperança no subconsciente dos jogadores faz a moeda se mover. E então ela se move para dezesseis."

"Ela também previu algo que só eu sabia."

"Como o quê?"

"Ela previu o que tinha no meu bolso na hora."

"En. Isso também é de conhecimento geral. O conteúdo do bolso de uma garota: lenço, pente, espelho... as expectativas de cada participante são diferentes. Todos os participantes estão nervosas e pensando rápido. Uma palavra que começa com “c” – chaveiro? Então ela se move para ‘h’. Finalmente vai acabar formando a palavra ‘chaveiro’."

"Exato."

Inacreditável.

Eu peguei o chaveiro do meu bolso.

"Idiota. Ele estava fazendo barulho desde o início."

"Ah, estava?"

"Quando jogamos esse tipo de jogo, vão aparecer respostas que estão certas porque são de conhecimento geral, e respostas que estão erradas. O interessante aqui é a mentalidade humana. Por exemplo, se eu pergunto ‘qual o nome da mãe de Bou-san’. E a resposta que aparecer for ‘Ayako’... Bou-san, a resposta é?"

"É Masayo."

"Não acertou. Mesmo assim, porque em algum lugar da mente humana, pensamos que seria mais interessante se tivesse acertado, ele descuidadamente vai dizer. 'Mesmo que não tenha acertado, de fato, eu conheço alguém que se chama Ayako. Como ela poderia saber isso?'"

"Ah, então é assim..."

"Se a resposta fosse 'Ayayo', mesmo que esteja errado, só o ‘yo’ não está certo; ou se fosses 'Masako', só o 'Masa' já serviria. Se nos perguntássemos se ela acertou, nessas situações, na verdade, nenhuma está certa. Mas os humanos acreditariam que ela tinha ‘acertado’. Além disso, mesmo se estivesse completamente errado, ‘ah, como esperado, está errado’. Porque alguém ficaria surpreso se estivesse certo, deixaria uma impressão duradoura em todos. Numa experiência real, quando fazemos vinte e quarto perguntas, só três serão respondidas certo, e elas não estarão completamente certas."

"Ouvindo o que você diz, acho que é assim que acontece..."

Acho que me senti assim quando joguei.

Bou-san olhou de forma suspeita para Naru.

"O quê?"

"Depois de ouvir seu discurso, me baseando no que você disse, você não acredita em Kokkuri-san."

"Talvez... Pessoalmente, não acredito em Kokkuri-san."

"Eh?! Verdade?"

"Por que você diz isso..."

"Todas acreditam que espíritos sabem tudo. Como, o future de Mai, os pensamentos de Bou-san, os objetos secretamente escondidos no meu bolso, todos pensam que espíritos vão sabre essas coisas, com certeza, mas isso é verdade?"

"Ah," Bou-san e eu dissemos juntos.

"Se Mai morrer e virar um espírito, você acha que saberia essas coisas?"

"Não."

"Exato. Eu, pessoalmente, também acho que não. De forma básica, as únicas coisas que espíritos sabem mais do que os homens são coisas ligadas à ‘morte’ e ao ‘outro mudo’."

En... Então é assim... só as coisas ligadas à ‘morte’; não é algo que alguém entenderia sem experimentar por si mesmo.

"Então, ao contrário de Bou-san, eu acho que Kokkuri-san é só um jogo inofensivo."

Yasuhara, que nos ouvia quieto, interrompeu.

"Mas, e se houver um psíquico poderoso presente? Eles poderiam invocar um espírito realmente?"

Naru deu de ombros.

"É possível. Mas esse psíquico hipotético seria capaz de evitar espíritos do mal. Ele seria capaz de evitar a invocação de espíritos do mal."

Se não pudesse, não seria um psíquico.

"Isso... não está errado."

"De qualquer forma," Naru folheou a montanha de anotações inquieto.

"Invocar um espírito é como ajustar a frequência de um rádio. ‘Uma multidão reunida e espíritos invocados, resulta numa escola recheada de espíritos assustadores’; nessa parte da opinião de Bou-san, eu acho que há um certo grau de verdade. Se os exorcizarmos, mas falharmos em achar a causa, nós podemos assumir que essa é a razão. Até que todos estejam aqui, só podemos exorcizar os espíritos, conforme eles apareçam."

Naru soava como se estivesse muito frustrado.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Volume 4 - Capítulo 1 - Parte 4 e 5

Desculpem a demora, mas a vida anda um pouco corrida. Espero terminar de postar o primeiro capítulo até o fim do mês.

 

4

Em seguida veio o grupo que planejou o exorcismo. Havia oito garotos e garotas no grupo.
Naru perguntou a eles quem era o representante deles. Depois de discutir entre si pela posição, eles finalmente decidiram uma garota chamada Araki Kozue-san para falar pelo grupo.
"Então, Araki-san, por favor, nos conte como o incidente aconteceu."
"Oh, por onde eu devo começar... Minha sala fica no Bloco Leste. Esse suposto “Bloco Leste” é composto basicamente de classes especiais, como o laboratório de química, etc. A sala vizinha a minha é Sala de Preparação Musical. Ela é usada para guardar instrumentos musicais. Barulhos estranhos vieram de lá."
"E esses barulhos estranhos são..."
"Sons de coisas sendo arrastadas no chão; e o barulho era alto e claro. O professor pareceu ter ouvido também e foi até a porta ao lado checar, mas disse que não tinha ninguém lá.
"Também tinham sons sendo ouvidos na sala LL. Embora eu nunca tenha ouvido por mim mesma, muitos outros ouviram.
"Além disso, teve o dia em que minha turma tinha a tarefa de limpar a sala de geografia: quando estávamos limpando, a lâmpada de luz fluorescente caiu. Pelo menos, o tubo fluorescente. De qualquer forma, só um tubo caiu. O tubo despedaçado e os cacos de vidro voaram para todos os lados, então muitas pessoas se machucaram. Embora tenhamos contado isso ao professor, ele só pôde nos dizer para sermos cuidadosos; o problema não estava resolvido."
Ela parecia estar com raiva e assustada.
"E além disso teve os incêndios; todos dizem que eles começaram no outono passado. Pra ser mais exata, eles começaram desde que aquele estudante do primeiro ano cometeu suicídio. Eu estou convencida que tudo isso está conectado, mas a escola não toma nenhuma atitude."
"Então você resolveu cuidar do problema com suas próprias mãos?"
"Sim. Porque se deixarmos as coisas como estão, quem sabe quantas pessoas vão se machucar da próxima vez? Os professores são inúteis. Se fôssemos nós, poderíamos ser capazes de fazer alguma coisa. Diferente do que os jornais e a TV afirmam, não estamos totalmente certos de que esses acidentes são culpa do Sakauchi-kun; Mas não tomar nenhuma providência? Se não fizermos nada nunca saberemos se isso era bom ou mau, então..."
"Então é assim."
"Araki-san conhece Sakauchi-kun?"
"Não. Eu só soube de sua existência depois do incidente."
"Parece que ele deixou um bilhete suicida... você sabe dos detalhes?"
"Sim. Ele ficou conhecido instantaneamente: 'Eu não sou um cachorro'."
Não é um cachorro...
"Você sabe o que isso significa?"
"Acho que posso entender o que ele quis dizer. Porque algumas vezes me sinto como um cachorro ou uma vaca. Sou manipulada da cor do meu cabelo a cor dos meus objetos pessoais; Sou repreendida por coisas como o uso da minha língua e atitude: é como disciplinar um cachorro. Esse bilhete suicida provavelmente se refere a algo assim."
Ah ah, eu entendo aonde ela quer chegar. As regras da minha escola não são rígidas, mas não é como se eu não soubesse o quanto as regras podem ser rígidas em outras escolas. Não faz muito tempo atrás, quando eu ouvi que tinham regras como: "o tempo máximo para demorar no banheiro é três minutos", eu fiquei surpresa: quem fez essa regra tinha pessoas em mente quando a criou?
"E depois eu pensei, Sakauchi-kun deve ter odiado a escola; tem algumas pessoas que disseram ter visto o fantasma de Sakauchi-kun. É por isso que eu penso que os estudantes dessa escola poderiam consolar a alma Sakauchi-kun de maneira apropriada. Mesmo que os professores não permitam que façamos isso. De algum jeito, os professores sempre pensam que uma reunião de um grupo muito grande de estudantes significa que estamos planejando algo que não seja bom."
Eh eh. Se fosse Matsuyama, eu facilmente podia acreditar que ele diria essas coisas.
Naru concordou gentilmente.
"E além disso, vocês sabiam sobre os outros incidentes estranhos que aconteceram nessa escola?"
Eles também relataram incontáveis contos que aconteceram com eles ou seus melhores amigos.
Bou-san, parecendo frustrado, tinha desistido de tomar notas nesse meio tempo.
Depois que o grupo de Araki-san saiu, o próximo grupo foi representado por Miyasaki Masayo-san. Esse grupo afirmou ter sido mordido por um cachorro preto.
Ignorando o monge frustrado e eu, Naru continuou seu questionário pacientemente.
"E então, Miyasaki-san?"
Parecendo pequena, cercada por seus amigos, Miyasaki-san ergueu a cabeça. Seu pé estava amarrado por um curativo branco.
"Por favor."
"Sim. Essa..."
Ela examinou a sala, aterrorizada, antes de começar a falar devagar.
"No começo desse outono, coisas estranhas têm acontecido na nossa turma. Isso é… Ouvimos barulhos estranhos; como o choro de um cachorro, com "he... he..." como o som de uma respiração. Era bastante desconfortável. Depois... quem sabe quando... as pessoas começaram a ter machucados nas pernas. Foi por volta de dezembro. Era como ser mordida por um cachorro, havia até marcas de mordidas."
"Tem alguma vítima aqui e agora?"
Naru examinou o grupo. Um estudante que parecia frágil ergueu a mão.
"Qual era a situação?"
"Isso é, enquanto muito descreviam os sons do cachorro, eu nunca tinha ouvido ele, e pensei que eram apenas mentiras. Então um dia, durante a aula, eu, de repente, senti uma dor no meu pé. Foi uma pontada repentina. Eu examinei meu pé depois da aula e encontrei a marca de uma mordida. Como eu estava usando calças não era grande coisa, só tinha um pouco de sangue; também tinham furos pelo meu uniforme."
Naru assentiu, e virou mais uma vez para Miyasaki-san para que ela continuasse.
"Sim... Depois desse incidente, incidentes similares ocorriam de forma ocasional, mas ninguém nunca viu o cachorro... até pouco tempo recentemente..."
"No dia desse incidente, quem foi o primeiro a ser mordido?"
Naru perguntou. Uma das garotas respondeu.
"Fui eu."
"E o que aconteceu?"
A garota deu de ombros.
"Nada de mais, de repente eu fui mordida por alguma coisa. Mais ou menos outros cinco foram mordidos depois disso. Eu percebi o que tinha acontecido e fiquei de pé em choque. O professor perguntou o que tinha acontecido; eu disse que tinha sido mordida. E depois os estudantes que estavam junto a mim, apontaram para o lado do meu pé e disseram: 'tem um cachorro.' Quando eu olhei para baixo, eu vi um cachorro preto correndo para longe do meu pé."
"Quase todos na sala viram o cachorro?"
Miyasaki-san concordou. Depois sussurrou,
"Na verdade era uma mentira."
Eh?
"Eu quero dizer, o professor disse que ele não viu o cachorro; era uma mentira. Porque o professor fugiu da sala junto com a gente. Contudo, só para constar o professor nunca afirmou não ter visto o cachorro. Depois quando perguntamos ao professor, ele negou ter visto."
Todos os estudantes assentiram em acordo com as palavras de Miyasaki-san.
"Alguém tem alguma teoria sobre a razão do aparecimento do cachorro?"
Naru perguntou. Um estudante diferente disse,
"Inicialmente não era um cachorro, e sim uma raposa."
"Uma raposa?"
"Sim. Por um tempo, nossa escola... eh?"
Ele olhou ao redor. As duas estudantes sentadas dos dois lados dele continuaram de forma urgente,
"Por favor, o que é?"
"Tentar esconder não adianta; uma curta investigação vai revelar tudo."
Ela disse isso, olhando diretamente para Naru.
"Por um tempo, jogar Kokkuri-san (Convocar o Espírito da Raposa) era muito popular em nossa escola. Por causa disso, pensamos que era uma raposa que estava assombrando. Durante esse tempo, antes de vermos o cachorro, todos acreditavam que era apenas uma raposa."
A expressão Naru ficou séria.
"Nossa escola é muito rígida; se fossemos pegos a punição seria severa. Todos jogavam em segredo, era muito popular."
Miyasaki-san disse, gaguejando.
"Provavelmente só alguns poucos não jogaram."
"Há alguém entre vocês que não jogou?"
A pergunta de Naru não recebeu uma única resposta.
Naru assentiu entendendo, e perguntou se eles conheciam outros incidentes estranhos na escola. Como da última vez, tinham tantas histórias peculiares que eu poderia desmaiar.

5

O último grupo a entrar foi o que sofreu envenenamento em massa.
O Presidente do Conselho Estudantil Yasuhara fez com que seis estudantes entrassem, e sentou também.
"Isso quer dizer que Yasuhara também é uma das vítimas?"
Yasuhara sorriu ao ouvir a pergunta de Naru.
"Sim. Eu também sou um dos alunos de constituição baixa'. Seja qual for a pergunta, pode mandar."
Oh sim, estava escrito na reportagem do jornal "nós acreditamos que os estudantes com baixa constituição desabaram por alguma razão". O correspondente deu o seu melhor para racionalizar o incidente. Olhando para Yasuhara ou para os outros, nenhum deles aparentava ser frágil.
A expressão de Naru se suavizou momentaneamente.
"Nesse caso, vou perguntar ao representante de vocês, Yasuhara. Quais são os detalhes?"
"Talvez você já saiba por ter lido nos jornais, o incidente aconteceu no dia 18 de dezembro, segunda-feira, às duas da tarde, no meio da aula."
Direto ao ponto e fácil de entender. Yasuhara realmente é uma pessoa inteligente.
"Quase metade da turma entrou em colapso, para ser mais preciso tinha 19 pessoas.
"No começo da aula teve um aluno que se sentiu enjoado. Assim que ele saiu da sala, de repente, começaram a aparecer muitos outros dizendo a mesma coisa. Eu estava tentando entender o que estava acontecendo, quando, de repente, eu também me senti mal. Desde o começo da aula eu achei que o ar na sala estava ruim de alguma maneira. Tinha um cheiro estranho; nós abrimos as janelas; mas continuamos a discutir sobre qual seria a origem daquele cheiro, então todos estavam inquietos na hora do intervalo, por isso causou uma grande impressão."
"Então foi assim. Vocês sabem a causa?"
"Não. Quando a fornalha funciona mal, alguma pessoa é afetada, mas nada desse tipo; é uma sensação parecida. Eu já comi comida crua e por isso já tive uma intoxicação alimentar e era totalmente diferente desse incidente. Esse incidente não tem nada a ver com intoxicação alimentar. Além disso, a escola usa ar-condicionado, portanto isso elimina a possibilidade de vazamento de gás."
En en.
"Esse fedor continua na sala?"
Yasuhara assentiu.
"Estamos tão entorpecidos por ele, que não sabemos com certeza se continua lá, mas mesmo agora você pode sentir leves traços desse fedor. Quando estudantes de outras turmas visitam nossa sala, todos nos perguntam, 'que cheiro é esse?'
"E têm momentos em que o cheiro, de repente, se torna insuportável. Depois do incidente, também há momentos em que o professor se sente mal primeiro. Nessas vezes, todos evacuam a sala com medo, embora só o professor vá para a enfermaria. E além disso, eu posso dizer que houve várias ocasiões em que o fedor, de repente ficou muito mais forte. Sim, cerca de sete ou oito vezes desde o incidente."
"Houve alguma vítima?"
Yasuhara balançou a cabeça.
"Não. Pelo menos... Inicialmente eu não acreditei que isso fosse um fenômeno sobrenatural. Nossa turma está no primeiro andar; abaixo... Eu quero dizer o que está mais abaixo, isso é, no subsolo tem uma piscina de gás ruim, eu pensei que essa fosse a razão. Entretanto, Eda..."
Yasuhara virou a cabeça para olhar para o estudante perto dele.
"Esse cara jogava sal onde quer o cheiro ficasse mais forte. Depois de fazer isso, o cheiro ruim, de repente, desaparecia. Inferno, se isso fosse explicado como um fenômeno natural, seria muito estranho."
Naru olhou para o estudante que se chamava Eda.
"Por que jogar sal?"
"Ora, não dizem que sal é purificador? Nós jogamos sal quando voltamos de funerais e outras coisas. Então achei que devíamos tentar na escola para ver se funcionava. Depois de jogar o sal o fedor desaparecia instantaneamente."
"Sensação...?"
Ele sacudiu a cabeça.
"De qualquer forma, no fim do dia, eu pensei, as pessoas, muitas vezes, dizem que fazer isso (jogar sal) na escola forçava os espíritos a aparecer, e a razão para o envenenamento é não está clara; Eu sempre senti que havia uma ligação entre espíritos e o que não..."
Naru deu um leve tapa na mesa com seus dedos pálidos.
"Se espíritos estão envolvidos nesse incidente, você tem alguma hipótese sobre a causa?"
O grupo de Yasuhara inclinou a cabeça pensando.
"Eu não sei."
"Realmente? Desculpe incomodar vocês então."
Naru acenou gentilmente na direção de Yasuhara.
"For isso, eu tenho uma pergunta para o presidente do conselho estudantil Yasuhara."
"Sim."
"Quando foi a primeira vez que você notou as coisas estranhas que acontecem aqui?"
Yasuhara fez uma leve pausa para pensar.
"Eu comecei a pensar 'definitivamente tem algo errado aqui' pela primeira vez, com o absentismo em massa. Só... sim, eu comecei a sentir que tinha alguma coisa errada na época do festival cultural."
"Quais são os detalhes?"
"Porque o número de rumores cresceu. Desde o outono, os boatos estudantis falavam de nada além de contos estranhos. Aqui e ali alguém viu um fantasma ou alguma coisa; eu ouvi essas histórias e comecei a me sentir inquieto."
Yasuhara estava bem sério.
"Como tínhamos que arrumar tudo para o festival cultural, todos permaneciam na escola até tarde. Isso é, de repente, todos estavam relutantes em ficar. A mudança nas tendências (atitude) das garotas era muito grande. Normalmente elas ficariam até tarde mesmo se não tivessem nada para fazer. Eu achei um pouco estranho."
Naru assentiu.
"E sobre a série de incêndios que aconteceram antes do absentismo em massa. O que você acha disso?"
"Eu não me lembro da data exata; o primeiro incêndio foi pelo meio de outubro. No início eu pensei que tinha sido iniciado por algum cara brincalhão ou alguém que usou fogo sem ter cuidado. Mas dez dias depois teve outro incêndio. Naquela época os professores estavam ficando um pouco nervosos, a pessoa que fez isso continuava desconhecida. E então, o próximo… "
"Doze dias depois?"
"Sim. Chamar isso de incidente seria muito estranho, e teve aqueles que disseram que não eram incêndios culposos. Os professores, aparentemente, aumentaram a proteção, mas doze dias depois os incêndios continuavam a acontecer. Embora os professores fizessem rondas cuidadosas (na escola), eles ainda não conseguiam identificar o culpado."
"E ainda teve outro incêndio doze dias depois?"
"Sim. Depois eles até usaram os fechaduras especiais que as escolas de garotos usam, mesmo que eles não se importassem mais. Mas mesmo assim houve um incêndio. Nessa época o incidente de absentismo em massa aconteceu; no fundo eu pensei que seria muito estranho se no fim fossem incêndios culposos."
"E desde então há um ciclo de doze dias?"
"Sim. Sempre na manhã do décimo Segundo dia."
"Fechaduras?"
"Estão trancadas."
"Quando vai ser o próximo incêndio?"
"A última vez foi no dia onze, então a próxima deve ser no dia vinte e três. É daqui a dois dias."
Naru estava em pensamento profundo. Ele batia sua caneta esferográfica na mesa e de repente ergueu os olhos.
"Finalmente..." Enquanto dizia isso, ele olhou para o grupo, e perguntou a eles sobre os estranhos rumores. Depois de ouvir a última de suas incríveis histórias, Naru fechou o notebook e levantou.
"Vocês podem me deixar ver sua sala?"
"Sim, por favor."

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Volume 4 - Capítulo 1 - Parte 2 e 3


2 
 
Quando a porta abriu, presidente do conselho estudantil Yasuhara, estava lá, esperando por nós.
Ele levantou ao ver Naru.
"Estive esperando por muito tempo."
Naru assentiu cumprimentando Yasuhara. Matsuyama falou.
"Yasuhara, você não precisa estar em classe?"
"O tempo de aula do terceiro ano reduziu bastante."
Nossa, então Yasuhara está no terceiro ano. É raro um estudante continuar presidente do conselho no ultimo mês de seu terceiro ano.
"Sem problemas nos exames?"
"Por favor, não se preocupe."
Yasuhara estava claramente forçando sua expressão.
Parecendo levemente mudar de ideia, Matsuyama sentou pesadamente na cadeira.
"E agora? O que vocês fazem primeiro?"
Ele olhou para nós de forma sarcástica.
"Começar um incêndio, e depois cânticos da Bíblia?"
Os cantos dos lábios de Matsuyama levantaram-se um pouco sugerindo um sorriso afetado. Ele é um cara realmente irritante.
Nós ignoramos a presença de Matsuyama.
Para a pergunta de Bou-san, "Como devemos começar nossa investigação agora?" Naru deu um olhar de relance em seu relógio.
"Desse modo. Vamos começar procurando estudantes que se envolveram nos vários incidentes para entender a situação."
Depois de dizer isso, Naru se voltou para mim e continuou.
"Ignore os casos dos pequenos incêndios. Vá e procure por estudantes envolvidos nos outros três incidentes."
Como eu vou encontrá-los?
Antes que eu pudesse responder, Yasuhara interferiu.
"Deixe que eu faça isso."
"Isso seria muito mais rápido. Obrigado."
"Claro."
Matsuyama sentado na cadeira, observava enquanto falávamos.
Naru fez uma leve reverência a Matsuyama.
"Muito obrigado por sua ajuda. O Senhor já pode retornar ao seu escritório. Não precisamos de assistência adicional."
"Isso não vai acontecer. É meu trabalho controlar os estudantes.
"Esses supostos estudantes não devem deixar o campo de visão do professor."
A expressão de Yasuhara endureceu com raiva. Naru, ainda sem expressão, calmamente continuou.
"Qualquer um envolvido nesses incidentes é considerado nosso cliente. Precisamos manter a privacidade de nossos clientes."
"Crianças têm alguma privacidade para falar?"
Claro que têm!
Eu não podia evitar que minha raiva aumentasse. Naru permaneceu calmo do início ao fim.
"Apesar da idade, clientes são clientes. Agora, por favor, saia."
"Você quer dizer que minha presença vai atrapalhar você?"
Tio, quem você pensa que é, seu bastardo.
Bou-san disse com raiva, "O diretor disse que teríamos liberdade para fazer nosso trabalho."
"Mesmo que seja liberdade, ela vai ser limitada. Eu gostaria de ouvir o que vocês, autoproclamados psíquicos, estão planejando com o pretexto de se misturar com nossos estudantes."
"Nesse caso, por favor, vá ao escritório do diretor."
A resposta de Naru deixou Matsuyama momentaneamente sem palavras.
Era verdade. Aquele que tinha nos contratado sempre for a o diretor.
O rosto de vermelho de raiva. Ele esticou as costas e parecia ter algo a dizer, mas apenas cerrou os lábios em desaprovação e levantou. Deixando a sala de reuniões precipitadamente, dando seu ultimo tiro ao atravessar a porta.
"Faça como quiser. O que quer que aconteça no fim do dia é responsabilidade do diretor!"
Que palavras irresponsáveis!
O que poderia acontecer? Do que ele estava falando?
Depois disso, Matsuyama bateu a porta com violência o suficiente para sacudir as paredes, e saiu de cena. 



3

"Bastardo desprezível!!! Só porque ele é a escoria da sociedade humana, ele olha para os outros como se pensasse que são iguais a ele!" Eu não pude evitar gritar na direção em Matsuyama desaparecera.
"Professores, educadores; o que são professores! Professores supostamente não deviam ser modelos para seus estudantes?!"
Haaa. Haaa. Cara, o que eu mais odeio é esse tipo de bastardo imoral, rude e tirânico.
Merda. Quando eu percebi, Yasuhara olhava para mim, chocado.
Ah ah, Eu realmente estou com problemas agora.
E então, ele gorgolejou uma risada.
"Muito bem dito!"
Huh? Estou salva?
Bou-san soltou um suspiro de alívio.
"Não é como se quiséssemos ser amigos dele. Por mim, eu estava esperando ansiosamente quando a língua venenosa de Naru se apresentaria."
É, eu também.
Naru gentilmente encolheu seus ombros, usando sua expressão reverente.
"É inútil pregar para um porco." Naru disse com grande solenidade.
Ele é realmente, realmente incrível.
A verdade era que Naru também estava com raiva.
"Yasuhara-kun, se não for incômodo, gostaria que trouxesse as pessoas envolvidas aqui.  Você poderia mandá-las na ordem?"
"Sim. Deixe isso comigo."
Yasuhara concordou e saiu correndo da sala de reuniões.
As primeiras pessoas que Yasuhara trouxe foi um grupo de garotas. Elas eram as garotas envolvidas com o absentismo em massa, da turma 2-5.
"E a representante é?"
"Eu sou Okamura Kazumi."
Naru abriu seu caderno de anotações.
"Por favor, conte-nos como ocorreu o incidente."
Okamura-san sacudiu sua cabeça. Limpando a garganta, ela disse: "Espíritos apareceram na sala de aula LL. Depois disso, nós estávamos com medo e nos recusamos a assistir as aulas. Mesmo quando falamos com o professor, simplesmente éramos repreendidas. Não havia outra escolha para nós, exceto ir embora da escola."
Ela falou isso de maneira enérgica.
"Que tipo de espíritos apareceu na sala LL?"
"Era uma criança, um menino."
"Você, Okamura-san viu ele com seus próprios olhos?"
"Eu o vi."
A resposta dela foi curta e grossa. Pobre querida, o rosto dela estava ficando verde. Definitivamente, ela tinha encontrado uma coisa muito assustadora.
"Começou com as vozes. Quando eu coloquei pra tocar uma fita que tinha gravado, eu percebi que tinha um som que eu não tinha escutado antes ao fundo. Pensei que parecia a voz de uma criança."
"Você podia ouvir o que ele dizia com clareza?"
"Não. A voz era suave, não num nível em que eu pudesse distinguir o que dizia. Em seguida..."
Ela fez uma pausa.
"Tinha alguém tocando minha perna."
Naru fez um sinal para que ela continuasse.
"Eu estava chocada e olhei para baixo. Debaixo da mesa tinha um menino segurando minha perna."
Ela continuou apressada.
"Muito mal há espaço para uma criança embaixo da mesa. Ainda que devesse ser assim, realmente tinha uma criança ali, ajoelhada embaixo da mesa. Mesmo agora, eu me lembro como ele parecia. Um menino, com cerca de seis anos, e ele tinha um sorriso no rosto que me causava arrepios!
"Finalmente começou o som de um choro.
"Eu estava chocada e pulei da cadeira gritando. Logo que eu estava prestes a chamar o professor para informá-lo sobre o menino, quando eu olhei de novo, ele já tinha desaparecido. O professor não acreditou em mim, mas com certeza tinha alguém lá!"
Naru assentiu. Okamura-san relaxou ao perceber que ele a compreendia.
Naru olhou para o resto das garotas.
"Tem mais alguém que viu o espírito?"
Todas as cinco garotas levantaram as mãos em resposta.
Naru as questionou individualmente. Todas viveram incidentes parecidos com o de Okamura-san.
"Além das pessoas aqui, tem mais alguém que o viu?"
Naru perguntou. Okamura-san assentiu.
"Tem mais umas duas pessoas. Muitas outras ouviram a voz."
"Quantas?"
Todas as garotas fizeram caretas. E, “provavelmente todo mundo ouviu,” foi a resposta.
"E quanto a estudantes de outras turmas?"
"Eu conheço alguns que disseram ter visto; parece haver mais pessoas que ouviram a voz."
Naru concordou.
Bou-san estava escrevendo alguma coisa com tinta azul nas plantas do andar, que foram providenciadas pela escola.
Naru mostrou uma expressão pensativa antes de continuar.
"Por fim, vocês ouviram sobre os outros incidentes que aconteceram na escola?"
The group looked at each other, and Okamura-san responded once again with a hardened expression.
"Eles dizem que Sakauchi-kun apareceu na escola."
"E esse Sakauchi-kun é?"
"Um estudante do primeiro ano que morreu em setembro."
Ah... Aquele aluno que cometeu suicídio... Um assunto comum em histórias de fantasmas.
"Na escola, alguns pensam que alguém varreu o passado; e alguma coisa apareceu na sala de aula. Depois… Recentemente, há novas Sete Maravilhas..."
As outras garotas começaram a falar.
"É, isso esteve lá por eras. Os rumores cresceram, não sobre isso, há novas histórias."
Uma das garotas começou a contar nos dedos.
"Primeiro, 'O Cofre Que Não Abre'. Seguido de ‘A Modelo Humana Desmembrada’. E depois há ‘O Homem Que Pulou’. Um homem aparentemente pulou do telhado da escola, mas se você olhar de perto não tem ninguém... A próxima foi..."
"'O Velho na Fornalha', quando a tampa da fornalha foi aberta, o rosto de um velho apareceu lá dentro. 'O Espelho Revertido'."
"Oh, sim. O espelho do ginásio não mostra, às vezes, o reflexo de objetos ao contrário?"
"E a 'A Sala de Geografia'? Quando limpavam a sala, a lâmpada fluorescente caiu."
"Eh? E sobre 'Passos no Laboratório de Química' é isso, não é?"
"E 'A Enfermaria'? A penúltima cama. De vez em quando parece como se alguém tivesse passado a noite nela."
Todas relataram vários incidentes estranhos, e a sala de reuniões ficou muito barulhenta.
Isto é, a tão chamada “Sete Impensáveis”, era, em geral, mais do que sete dessas histórias de pescador. Tirando isso, a mudança de direção da totalidade das histórias me deu um mau pressentimento. A planta do andar em que Bou-san estava escrevendo, logo estava coberta de azul.
Naru tinha todos em silêncio agora.
"Obrigado a todas. Nós vamos investigar a situação de forma apropriada."
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Volume 8 - Epílogo


Ho! Ho! Ho! E aqui vai meu presente de Natal adiantado!
Cumprindo minha promessa (acho que a única que vou cumprir esse ano! Aff! rs): o fim de Ghost Hunt!

Epílogo

No Japão é tradição fazer uma festa de despedida para as pessoas que estão deixando o país.
Não me lembro quem surgiu com a ideia de uma festa de despedida. Mas eu lembro que todos concordaram rapidamente. Para ser sincera os dois que estão indo embora odeiam festas. Então isso é uma coisa muito carinhosa para irritá-los.
Normalmente não seríamos capazes de convencê-los a comparecer em algo tipo uma festa de despedida, mas desta vez temos Mori-san do nosso lado, então nosso lado está bem forte.
No dia seguinte em que o corpo de Gene foi encontrado, seu corpo foi devolvido pela polícia, cremado e seus restos mortais enviados de volta para seu país de origem. Os pais do Naru voltaram junto, mas Naru, Lin-san e Mori-san iriam depois.
Decidimos realizar a festa de despedida antes de os três partirem para o aeroporto de Narita.
Fui para Shinjuku um pouco mais cedo do que o tempo especificado. O motivo oficial era porque eu tinha uma série de coisas que eu queria perguntar a Mori-san. Mas na verdade, o meu motivo oculto era só porque eu queria ver que tipo de lugar secreto Naru-chan tinha vivido em todo esse tempo.
O lado Oeste de Shinjuku era forrado com arranha-céus. Em outras palavras, o centro da cidade. O lugar que eu estava buscando era um hotel e o lugar que teríamos a festa. Liguei de um lugar próximo aos prédios do governo e perguntei para Mori-san se poderia vir vê-la. Ela disse: "vamos tomar um chá antes da festa", e eu estava meio nervosa e meio animada enquanto eu me dirigia para a entrada do hotel de luxo.
Quando olhei para a sala de chá, Mori-san olhou para cima, de onde ela estava sentada perto da entrada.
- Olá.
- Olá. Já acabou de arrumar tudo para a sua partida?
- Sim. Sem falar que não tenho muita bagagem.
- Sinto muito, incomodando você em um momento tão ocupado. Não era nada de importante, eu estava muito curiosa sobre esse lugar.
Mori-san riu quando eu disse isso enquanto fazíamos nosso pedido.
- Você é muito sincera.
- Eheheheh. Onde estão Naru e Lin-san?
- Provavelmente ainda estão fazendo as malas.
- Eles devem estar ocupados...
Afinal de contas, nós só voltamos de Nagano ontem. Eles provavelmente nem sequer tiveram tempo para dormir.
- Por enquanto, eles vão levar o que puder, e o resto será enviado depois.
- Será que eles vão voltar?
Mori-san inclinou a cabeça.
- Hmm... Provavelmente eu serei a única a voltar.
- Huh ... Eu me pergunto o que devo fazer. Eu acho que não vai dar para esperar até lá.
- O que?
- Eu quero saber os endereços do Naru e do Lin-san. Eu pensei que seria legal poder escrever para eles.
- Ah.
- Se eles não me derem seus endereços, eu estava pensando que talvez eu pudesse saber o endereço do laboratório. Se eu tiver isso, eu posso enviar-lhes cartas, certo?
Mori-san sorriu.
- Eu não acho que eles irão negar. Por que você não pede?
- Será que vai dar certo...
- Eu tenho certeza que vai. Não é como se eles estivessem se escondendo... Embora eu acho que é melhor não esperar qualquer resposta.
- Sem dúvida.
Eu suspirei. Mori-san sorriu ironicamente,
- Lin-san provavelmente vai, pelo menos, responder... Mas Naru...
Bem, eu sabia disso.
- Pensando nisso, você sabe o que vai acontecer com o escritório? Eu não devolvi a chave ainda...
O escritório no momento permanecia fechado. Eu tenho algumas coisas pessoais lá, mas não tive a chance de ir buscá-las.
- Se há algo que você quer saber, pergunte para aquela pessoa. O que ele não te contar eu vou te falar mais tarde.
Mori-san disse com um sorriso e apontou para cima.
- Pode ir. Quarto 3212
Segui o dedo da Mori-san e olhei para o teto.
- Tudo bem se eu for?
Eu só tenho a sensação que ele vai ser grosso comigo.
- Se você não tentar, você perde.
Mori-san disse e sorriu.
- Hmm...
- O truque para se dar bem com Naru é ser assertiva. Ele não tenta interagir com pessoas ao seu redor, então se você não tomar a iniciativa o laço vai acabar se desfazendo.
- Mas se eu for acho que ele vai gritar comigo.
- Não há realmente um risco muito grande disso. Ele não necessariamente fica com raiva quando as pessoas se reúnem no escritório, certo?
Ah, pensando nisso...
- Ele fica de mau humor, mas eu não acho que ele realmente ficava com raiva.
- Não se preocupe se ele ficar um pouco de mau humor. Se você se importar com isso, você perde. Se ele realmente ficar bravo, ele vai ser muito seco com você, então você ainda está seguro se ele estiver sendo sarcástico.
- Huh...
- Então quem estiver sendo assertivo ganha. Se ele se queixar, ignore. Se ele for sarcástico, não se preocupe com isso. Se você fizer isso, você será capaz de conviver com ele.
- Enquanto nós quisermos no relacionar com ele?
Quando perguntei isso, Mori-san riu.
- Certo. Enquanto pretendemos lidar com ele.
- Entendi.
- Naru parece ter um escudo muito forte, mas no final ele desisti muito facilmente.
... Ela pode estar certa.
- Pensando nisso, eu posso vencer várias vezes. Desde que eu não desista.
- Não é?
Olhei para cima.
- Nesse caso, talvez eu vá tentar ser assertiva.
Mori-san sorriu.
- Boa sorte.
Depois de uma longa viagem de elevador, caminhei pelo corredor típico de hotéis. Respirei profundamente em frente ao quarto 3212. De qualquer modo que você encare a situação, pressionar a campainha daquele quarto precisava de tanta coragem quanto para enfiar o dedo na jaula de um tigre.
Ouvi o som da campainha vindo de dentro do quarto, a porta se abriu imediatamente. Quando Naru me viu lá, ele olhou para o relógio.
- Já está na hora?
- Não. Ainda está cedo. Eu me encontrei com a Mori-san porque queria perguntar algumas coisas e ela me disse para perguntar para você.
Naru franziu a testa, aborrecido.
- Você pode fazer isso mais tarde?
...... Sua guarda para assuntos particulares continuava forte.
- Então...
Decepção... Ah, mas desistir seria ruim, certo?
- Posso ajudar com alguma coisa?
- Não há necessidade.
- Você deveria aceitar a generosidade das pessoas mais facilmente.
- Se você ajudar, capaz de não concluir o que deve ser feito.
- Isso não vai acontecer. Eu vou ser mais útil que um gato *. Deixa comigo!
(* Em japonês seria que quando você tiver poucas pessoas para ajudar, serve até mesmo uma mãozinha de gato. Ou seja, use qualquer ajuda possível, independentemente da sua utilidade).
- Como eu disse, não há necessidade.
- Quando você pode tornar as coisas mais fáceis, você deve fazê-lo. Há algumas coisas que eu quero perguntar também. Por isso, faz sentido perguntar enquanto eu ajudo. Certo?
Eu imitei a Mori-san e abri um grande sorriso.
E então Naru suspirou...
Whooaaaa. Eu ganhei. Entendi! Era isso que eu precisava fazer.
Naru abriu a porta e me deixou entrar.
Era um quarto e sala grande e arrumado. A cortina da janela grande estava aberta e o parque central Shinjuku podia ser visto logo abaixo.
Era um bom quarto mas ainda era um pouco formal. Pensando que ele viveu aqui durante um ano e meio, eu não podia deixar de me sentir um pouco triste por ele.
- É o Lin-san fica na porta ao lado?
- Isso mesmo.
Havia um certo número de caixas de papelão no meio da sala.
- Você poderia embalar minhas roupas? Basta dobrá-las lá dentro.
- Ok.
Ele apontou para o armário aberto que já tinha sido esvaziado pela metade. Eu não consegui evitar um sorriso com a visão de nada além de roupas pretas penduradas lá. Naru embalava os arquivos sobre a mesa.
- A sua casa é em Cambridge, hein?
- Sim.
- Posso ter o seu endereço?
- Para que você quer isso?
- Assim eu posso escrever para você. Por que mais?
Seja assertivo. Seja assertivo.
- ... Você consegue escrever em Inglês?
O que foi isso..?
- Sim, eu consigo...
- Eu subestimei você.
Ele realmente não é meigo.
Cara, é muito ruim. Se Gene estivesse vivo e se por acaso nos casássemos, eu teria sido cunhada desse cara.
- Seu pai ensina na Universidade de Cambridge, certo?
- O que tem isso?
- O que ele ensina?
- Saber isso faz alguma diferença para você?
- Claro que faz.
- Ah?
- Isso vai satisfazer a minha curiosidade.
Naru suspirou profundamente novamente.
- Leis....
Naru sorriu ironicamente depois de dizer isso.
- Também parapsicologia.
- Huh ... Fora da" SPR "?
- A SPR" é como uma sociedade acadêmica. Há quatro anos atrás ele foi para gerenciar um laboratório de pesquisa, mas ele não é um membro de investigação.
Hmm ... Eu realmente não peguei.
- Você é um membro de pesquisa, certo?
- Certo.
- No laboratório de Mori-san. Um laboratório de pesquisa de campo?
- Se você já sabe, então não precisa perguntar.
Hmph ......
- Ei, qual é o trabalho de campo?
Naru olhou para mim com desprezo.
- Você realmente não sabe nada, não é?
Isso não é da sua conta.
- Na verdade temos que ir até o local e recolher informações. Investigando casas mal-assombradas. É praticamente igual o que estamos fazendo aqui.
- Huh...
- Depois de enviar vídeos e dados, o resto é trabalho de outra equipe. Por exemplo, a equipe de análise de vídeo. Depois que os dados são analisados, são então organizados e integrados em alguma teoria existente. Isso é trabalho de outra equipe especializada. De acordo com sua utilidade.
- De acordo com sua utilidade?
- Eu sou um membro do lado teórico. A especialidade do Lin é originalmente na técnica.
- Então por que...?
Será que eles vieram trabalhar juntos no Japão?
- Madoka é a chefe do trabalho de campo. E quando ela reuniu todas as pessoas que sabiam falar japonês, foi como as coisas terminaram assim.
- Ah, entendi.
Era a cara dela.
Quando indiquei que tinha terminado a embalagem das roupas na caixa, Naru jogou a fita adesiva para mim. Eu peguei e selei a caixa.
- ... E?
- E?
- O que você vai fazer quando voltar?
Naru deu de ombros.
- Acompanhar um funeral.
Quem está perguntando sobre algo no futuro imediato?
- Eu não perguntei isso. Você é um membro de pesquisa para o" SPR ", certo? Você vai continuar a caçar fantasmas no laboratório?
- Naturalmente, isso é o que eu pretendo.
- O que você vai fazer com o escritório? Eu trouxe minha chave e da Taka também.
- Você pode guardar isso.
- Eh?
Olhei para o Naru.
- Madoka vai voltar em breve.
- Você quer dizer que o escritório vai continuar?
- Você não é sortuda de manter o seu emprego?
É... Ou melhor...
- Por que você mudou de ideia?
Ele tinha dito que ia fechar.
- Alteração de circunstâncias. A aprovação já foi concedida para manter o escritório.
Uau.
- Mas você não vai voltar, né?
- Fui eu quem fez o pedido?
- E, novamente, por quê?
- Manifestações espirituais japonesas são interessantes.
- Verdade?
- Acho que pode haver algo que faz com que as condições aqui sejam boas para as manifestações espirituais. É por isso que eu requisitei para manter o escritório.
... Ele realmente é um workaholic.
- Mas o que você vai fazer com sua faculdade?
- Eu estive pensando sobre isso. Eu poderia largar, ou eu poderia transferir para o exterior.
- Nesse caso, você não será capaz de voltar em breve.
Naru sorriu ironicamente.
- Não vai ser possível por um tempo.
Realmente não vai ser...
- Além disso, meus pais provavelmente não irão gostar. Então eu vou ter que ficar com eles por um tempo.
- Sem dúvida.
A metade restante dos gêmeos. Era improvável que eles deixassem ele ira para um país tão distante assim indefinidamente.
- Humm, eu ouvi que eles não são seus verdadeiros pais...
- Certo. Eu sou adotado.
- Ouvi dizer que eram órfãos.
Quando eu disse isso, Naru levantou uma sobrancelha ligeiramente.
- Igual a você.
...... Você está brincando.
- Ei, foi por isso que você me contratou?
- O que está dizendo? Que as pessoas em situações semelhantes devem ajudar uns aos outros?
- Isso mesmo.
- O diretor da sua escola comentou que você era um órfã. Então eu pensei que suas condições de vida eram muito piores.
- A sua era?
- O orfanato? Era ruim. Sem mencionar que eu era uma criança problema.
...... Sem dúvida.
- Entendo... Obrigada. Isso realmente me ajudou, verdade seja dita.
- Que bom. Em qualquer caso, havia um monte de dinheiro de sobra no orçamento e realmente estávamos com falta de pessoal.
Uau...
- A “SPR” tem um monte de dinheiro.
- Não realmente nos laboratórios de pesquisa. Eu sou especial.
- Huh...?
- Um certo indivíduo está dando 100 000 libras por ano em uma bolsa de investigação.
- Hmm. Quanto é 100 000 libras?
- Uma libra está cerca de 230 ienes. Você não sabe nem mesmo isso?
Dólares são uma coisa, a maioria das pessoas não saberia quanto está a libra.
- Em outras palavras $ 150 000 USD.
- Um dólar é cerca de 160 ienes, certo?
Heheh, isso eu sei.
- É isso mesmo. E?
- Assim $ 150 000 seria...
Ummm, não tem um papel? Papel?
- 24 000 000 ienes. Você realmente é burra, não é?
- Cale a boca.
Depois que eu disse isso, senti a dor de ser uma pessoa pobre.
- Vinte e quatro milhões de ienes..?
- Não é tanto assim.
- É sim.
- Isso pode ser gasto comprando apenas uma câmera.
- Seu conceito de valor monetário é excepcional.
- Seu uso é no meu entender, e não é como se eu esbanjasse.
- Bem... sim...
Ao dizer isso que eu olhei ao redor da sala.
- E sobre os gastos para ficar aqui?
- Ele está sendo coberto por aqueles que me vêem favoravelmente.
- Eu queria ver como são as pessoas que desperdiçam dinheiro em você.
- Há algumas pessoas que são boas em julgar.
- Você é uma fraude.
- Se eu tentasse, eu seria capaz de obter o dobro do que eu ganho agora.
Não pude deixar de suspirar; ele disse isso de uma forma estranhamente séria.
Nós terminamos de fazer as malas na hora da festa, e quando chegamos ao espaço reservado no restaurante do hotel, todos já estavam lá.
- Mai! Eu ouvi. - Ayako acenou com a mão.
- Hmm?
- Eles estão mantendo o escritório?
- Sim, eles estão.
- Não é ótimo?! Você não precisa se preocupar com seu sustento.
- Você não é sortuda?! Não vai precisar me aguentar dependendo de você.
- Eu não sou tão pobre que ter você como sanguessuga faria mal a mim financeiramente.
Huh... Você que falou, certo? Agora vai me aguentar parasitando você.
Mori-san me entregou um copo.
- Eu vou ser a gerente de agora em diante. Vamos fazer o nosso melhor.
- Sim. Vamos.
Heheheh. Vai ser um ambiente de trabalho amigável.
- O que você vai fazer, Lin-san?
Lin-san permaneceu inexpressivo com a minha pergunta.
- Eu vou voltar por um tempo.
- Entendo. Se cuide.
- Obrigado.
É isso mesmo. Havia algo que eu queria perguntar, então eu deveria fazê-lo agora.
- Umm... Tivemos uma conversa antes sobre como você odeia o povo japonês, certo?
- Sim, tivemos.
- Naquela época, você disse que alguém falou a mesma coisa que eu. Foi o Gene?
Lin-san piscou um momento, depois assentiu.
- ... Entendi.
É verdade. Acho que Gene e eu éramos um pouco parecidos. Heheheh. Isso me deixa realmente feliz. Enquanto estávamos no acampamento, Mori-san falou muito sobre ele, e passei a gostar dele muito mais do que antes. Apesar de eu não ter nenhuma esperança, também não há nenhuma chance de eu ser rejeitada. Então, pensando assim, ele pode ser ideal.
Eu sorri tolamente e encontrei o olhar do Naru. Ele parecia um pouco irritado.
- O que...
- Nada.
- Você estava pensando que eu sou um pouco simplória, não estava?
- Que bom que você percebeu isso.
Hmph. Sem dúvida, eu sou apenas uma ameba.
- Ahh, é mesmo, eu quase me esqueci.
Naru tirou um pequeno pacote do bolso interno do paletó.
- Aqui.
- Hmm?
A coisa que estava embrulhada em um lenço era do tamanho de um cartão de visitas, um pouco grossa e dura. Quando eu desembrulhei, achei o quadro que a mãe do Naru tinha me mostrado antes.
A foto do Naru e... Dele sorrindo.
... Meu peito doeu. Eu estava tão feliz. E tão triste.
Ahh... Eu nem sequer tenho uma foto dele. Eu adoraria ter uma foto dele, mesmo um foto de grupo.
- Luella esqueceu. Eu não acho que vai incomodá-la, se eu contar a ela que ela perdeu?
- .... Eu posso ficar com a foto?
Sério?
- Eu a joguei fora. Eu não sei o que aconteceu com ela depois disso.
O que, minha mão é uma lata de lixo?.. Bem, tudo bem. Porque eu estou realmente feliz.
- Obrigada.....
Naru é um cara muito bom, afinal. Eheheheh.
- Por que você está sorrindo?
Bou-san segurou minha nuca.
- É um segredo.
- Huh. Eu gostaria muito de ouvi-lo depois.
- Hmm...
- Vá em frente, diga.
- Você sabia que o amor continua enquanto você se lembrar da outra pessoa?
Bou-san piscou um momento e depois sorriu.
- Você está ficando um pouco atrevida, não é?
- Não estou?
O bolso que escondia a moldura estava quente.
É possível apaixonar-se por conta própria, por isso não vou chorar mais.

************

Pois é... Acabou!
Espero que não tenha muitos erros de português! Fiquei com preguiça de revisar! Huahaha

Agora minhas impressões/divagações:
Eu acho que Naru realmente gosta da Mai! Gosta do jeito Naru-de-se-gostar! Não sei se é romanticamente ou como um irmão, ou melhor, como cunhado! Hahaha
Mas ele é muito mais paciente com ela! Sempre responde as perguntas dela e apesar dele falar umas grosserias, ele também ouve umas boas dela! E não fica nervoso!
Acho que as grosserias dele são aquelas que você só pode falar com quem é mais íntimo! 
Sim, estou ainda tentando salvar a imagem do Naru galã! rs

Outra coisa! A continuação do mangá - Akumu no Sumu Ie - está sendo traduzida para o inglês (tem no mangafox). E eu estava pensando em fazer o mesmo esquema dos capítulos 11 e 12... E fazer a tradução do mangá. O que acham?

Bom, acho que agora vou tentar cumprir mais algumas promessas de 2012... Então nos veremos novamente só em 2013! Por isso já deixo aqui meus votos de um...

Feliz Natal! E um 2013 maravilhoso (se o mundo não acabar) 
Que seus sonhos se realizem e que muita coisa boa aconteça!

Bjs Susi
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